| Iced Earth - Curitiba/PR | ||
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Ao passar por uma mudança significativa, com a saída do então vocalista Matthew Barlow, que mesmo com todas as reviravoltas era considerado a voz da lendária banda de Power Metal, o Iced Earth criou expectativa nos fãs do mundo inteiro. Constatada a qualidade técnica de Stu Block no álbum de estúdio, restava um último veredicto dos fãs – aprovar também sua atuação ao vivo. Somada a experiência de Jon Schaffer, guitarrista e fundador do Iced, à vitalidade de Block, os curitibanos teriam a honra de presenciar mais uma noite épica. Iced Earth "Superando expectativas!" Às 22:00, finalmente, o palco se apaga e ouve-se a bateria pulsante de Brent Smedley enquanto os músicos tomam seus lugares! Stu Block, a grande novidade, direciona suas primeiras (de muitas) palavras aos fãs e mostra logo no início sua empolgação por fazer parte de uma banda como o Iced Earth. Com a vibração do público, 'Dystopia' abriu a grande noite, seguida de longos clássicos como 'Angels Holocaust' e 'Slave to the Dark', acompanhadas do começo ao fim pelos presentes, seja cantarolando, seja acompanhando em coro os solos de Troy Seele. Logo no início, podemos perceber a superioridade de uma banda experiente ao vivo, cujo instrumental beira a perfeição. E quanto a Stu? Este merece um parágrafo a parte. A noite segue com 'V', e aplauso após aplauso, o Iced alterna clássicos e canções mais recentes. E, para as músicas de todas as fases da banda, Stu Block se mostra competente para seu mais novo posto. Além do carisma e da interação com o público, fator importante para ganhar o coração dos mais antigos fãs da banda, em 'When the Night Falls' ele, por vezes, pede gritos, marcando o tempo nos dedos e, com um soco no ar, faz a voz do público se mesclar à dele. Na sequência, 'Anthem' e 'Day of Declaration' são a prova de que a voz de Block está ao nível de Barlow – a alternância de graves e agudos surpreende pela quantidade e pela primazia. Ah, os agudos! Tão queridos pelos fãs de Power Metal, os agudos de Stu Block puderam agora entrar na lista dos melhores já vistos ao vivo por muitos dos presentes. Gritos eufóricos, de um lado, provocam uma chuva de elogios também por parte da banda, principalmente sobre a bela Curitiba. Mais música pesada estava por vir: mais clássicos do início da banda, longas e épicas canções que tendem para o prog metal. Após a balada 'Watching Over Me', onde todos cantaram do começo ao fim, os músicos deixam o palco e Block se pronuncia mais uma vez – o grande anúncio, agora, faz menção a uma música que tem nada mais, nada menos do que dezessete minutos. 'Dante's Inferno' estaria começando em alguns instantes, e quanto mais rápidas as guitarras tocavam, maior era a energia na plateia. Não demorou para que o pedido de Block fosse atendido, e um mosh pit, embora um tanto tímido ainda, se formou. Com a saída momentânea do vocalista do palco, Schaffer, Seele e Luke Appleton, o baixista também recém-chegado na banda, puderam mais uma vez tomar o centro das atenções e formar um eloquente trio sobre o palco. Na volta para o encore, o "ole ole" não podia faltar. Apesar da alegria e da emoção do momento, nem sempre é bom se dar conta de que a noite está chegando ao fim. Ainda com energia de sobra, os norte-americanos voltam ao palco para encerrar sua passagem por Curitiba, depois de 1:40 de apresentação, com 'Burning Times' e 'Iced Earth'. Mesmo com a surpresa do novo vocalista, a banda não surpreendeu. O Iced Earth teria surpreendido se a qualidade de sua apresentação estivesse fora do que os fãs costumam ver – mesmo com uma nova formação, o Iced continua impecável ao vivo! SETLIST – Curitiba Dystopia Angels Holocaust Slave to the Dark V Stand Alone When the Night Falls The Hunter Damien Anthem Declaration Day Days of Rage Watching Over Me Dante's Inferno ENCORE Burning Times Iced Earth Texto Camila Buzzo Fotos: Xavier Jr.
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