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Agora estabelecidos como um trio, desde a saída do vocalista Legacy, os paulistas do Ocultan continuam a trilhar uma grande e considerável caminhada no underground nacional. Para melhorar foi lançado via Free Mind Records o sétimo trabalho de estúdio da banda: “Atombe Unkuluntu”.

Formado em 1994, o Ocultan ganhou referênca nacional junto aos fãs de Black Metal, devido a seus atraentes trabalhos anteriores e sua rica jornada em mais de 10 anos de estrada. Sendo assim, o novo registro carrega uma grande responsabilidade perante os admiradores da horda, já que o antecessor “Regnum Infernalis” (2007) conseguiu considerável aceitação. Ao apertar o play em “Atombe Unkuluntu“ o ouvinte irá se deparar com uma sonoridade obscura, direta e pesada, até aqui nenhuma novidade!

‘Atombe Unkulutu’, ‘Tata Caveira’, ‘Rites of the Dark Legions’ retratam inicialmente uma brutalidade sem fim e notória regularidade no quesito agressividade. O trio, composto por Count Imperium (voz e bateria), Lady Of Blood (guitarra) e Magnus Hellcaller (baixo) mantém a mesma pegada do início ao fim de “Atombe Unkuluntu”, outro fator comum para os acompanhantes do trio.

Aos mais familiriaziados com o som do Ocultan nenhuma grande novidade no trabalho, por exemplo, de Lady Of Blood. A guitarrista intercala riffs distorcidos com momentos obscuros e cumpre bem seu papel com o decorrer das canções. Count Imperium, que ocupou o cargo do ex-vocalista Legacy, traz o tradicional clima sombrio do estilo, enquanto o baixista Magnus Hellcaller soa um tanto quanto “burocrático” e apresenta notas consistentes.

Riffs certeiros, risadas assustadoras e bateria veloz acompanham ‘Unguia Unketa Muki Azan Akodi’, quinta canção. Não há tempo para respirar, pois o trio soa certeiro e ‘assustador’ com linhas marcantes de bateria, arranjos tradicionais do Black Metal, vocais ‘insanos’ e também ferozes. O Metal extremo parece correr na veis dos músicos, que continuam ‘brutais’ em ‘King of the Night Tribes’, que retrata o Black clássico e influenciado por nomes tradicionais da cena.

‘O trunfo da escuridão’, ‘Kakulu’ (ótimos Riffs) e a atmosfera obscura do tema final ‘Uanga Asueki’ se mostram tão ferozes quanto as anteriores. De fato, “Atombe Unkuluntu” é um sequência uniforme de canções dedicadas ao Black Metal em sua melhor essência. Count Imperium, Lady Of Blood e Magnus Hellcaller a cada dia reforçam a longevidade da carreira do Ocultan e seguem firmes sempre trazendo aos banguers novos materiais.

Porém, “Atombe Unkuluntu” tem gerado opiniões diversas entre os fãs e crítica, que ora preferem relembrar antigos materiais como o principal, ora ovacionar o mais recente registro. Entre opiniões diversas sobre a qualidade do último álbum apenas uma certeza, de que o Ocultan está entre os grandes nomes do Black nacional. Precisa dizer mais alguma coisa?

Ocultan – Atombe Unkuluntu

01. Kalunga Ngombe (Intro) - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

02. Atombe Unkuluntu - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

03. Tata Caveira - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

04. Rites of Dark Legions - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

05. Unguia Unketa Muki Azan Akodi - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

06. King Of The Night Tribes - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

07. O Triunfo da Escuridão - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

08. Kakulo (Reign Of The Ancient Dead) - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

09. Uanga Asueki (Outro) - estrelaestrelaestrelaestrelaestrela3

About the Author

Reynaldo Trombini

Reynaldo Trombini

Apaixonado por Metal desde a adolescência e fã de bandas como Megadeth, Metallica, Iron Maiden, dentre outras!

 

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