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O Panzer, banda ícone do Thrash Metal nacional, anunciou seu retorno após uma década longe das atividades. Com uma formação revigorada o grupo apresenta o EP "Brazilian Threat" e vem conseguindo chamar a atençao dos headbangers.

O Metal Clube conversou com Edson Graseffi, baterista, que comentou sobre o atual momento da banda. Confira!

Metal Clube - A banda tornou-se referência no Thrash Metal brasileiro nos anos 90 e coleciona ótimas referências aos discos "Inside" (1998) e "The Strongest" (2001). O que você traz de positivo desse período com a banda? Quais os anseios de vocês nos primeiros passos com o Panzer?

Edson - Agradeço antes de qualquer coisa a oportunidade de podermos falar sobre a banda. O período inicial para o Panzer foi algo bem difícil como é para a maioria das bandas que estão começando à trilhar um caminho na cena. Nós (eu e meu irmão) trouxemos a banda do interior, por volta de 1991, queríamos nos estabelecer como uma banda da capital, pois só assim teríamos algum futuro naquela cena que explodia de bandas boas, cheias de recursos, de instrumentos de boa qualidade e boa gravação.

Arrumamos empregos na capital e nos estabelecemos como banda. Em seguida precisávamos de um bom guitarrista, foi onde conhecemos o André. É nesse exato momento que o Panzer passa a trabalhar de uma forma mais direcionada com planos e objetivos definidos.

 

Panzer: "Tocamos em todos os buracos do underground"


Naquele período tocamos em todos os buracos do underground da capital de SP e em alguns locais no interior. Gravamos uma demo e participamos de uma coletânea em CD que alavancou nossa agenda de shows.

Em 1997 meu irmão resolveu sair da banda, seguindo outro rumo musical. Assim, eu e o André começamos então a compor sozinhos o material que seria o CD "Inside", que foi lançado em 1998. A partir daí começamos a trabalhar dentro deu outro formato de banda, já mais profissional. Eu acredito que essa primeira e segunda fase da banda foram importantes para nos colocarmos na cena como uma banda séria, compromissada e para aprendermos a "andar" pelas trilhas da cena na época. Aprendemos ali coisas que usamos até hoje.

Metal Clube - "The Strongest", segundo disco, tornou-se um registro importante e fez a banda conseguir expandir seu trabalho em território nacional. Fale-nos mais sobre esse disco, considerado por muitos, um dos grandes registros do Thrash Metal brasileiro.

Edson - O "The Strongest" foi um álbum feito com extremo cuidado na composição, nos arranjos, foi um período onde ficávamos mais dentro do estúdio em nosso tempo livre do que em nossas próprias casas. Trabalhamos duro naquela época, porque não existiam as facilidade de hoje em dia.

Ele foi composto e gravado no estúdio Alquimia, onde a produção do produtor Mauro Juliany fez a diferença. Como a época era de domínio do Metal Melódico, que era explorado de forma canibal por pequenos selos aqui no Brasil, nós preferimos não entrar naquele jogo sujo que os pequenos selos tinham criado e abrimos nosso próprio selo, o Spiral Noise.

Lançamos assim, de forma independente e conseguimos em seguida a distribuição da Century Media que tinha um escritório no Brasil. Foi através deles que esse disco chegou para toda América Latina. Tivemos também uma boa quantidade desse CD distribuídos no Japão por um selo Japonês. Foi com esse álbum que tivemos abertura para muitos shows pelo país.

Metal Clube - Após um hiato de 10 anos a banda retorna com mudanças na formação e gravação de novos trabalhos, dentre eles um EP e um clipe. Como você avalia esse longo período sem atividades, levando-se em conta a continuidade do trabalho da banda?

Edson - Levando em consideração o final da banda em 2003 eu tenho hoje plena convicção que esse período sem atividades foi importante para que nós reavaliássemos toda a história da banda por outro ponto de vista, hoje mais maduros e experientes como pessoas. Acho que isso foi importante para que a banda voltasse hoje da forma como voltou, definitivamente para ficar.

Metal Clube - São aproximados 10 anos sem atividades. Qual a grande diferença, em termos de dificuldades, que você imagina encontrar com a atualidade do cenário nacional, estrutura para shows etc? Qual a grande diferença se comparado a época de inicio com agora?

Edson - Sinceramente eu vejo que muita coisa não mudou. O cenário ainda é o mesmo, com suas dificuldades e armadilhas que uma banda brasileira pode cair. O que mudou para o Panzer foi a forma que as pessoas encaram a banda hoje, comparado ao nosso inicio. Temos uma ótima recepção de público e produtores, que já conhecem nosso trabalho e estão nos abrindo as portas com muito mais facilidade. Por outro lado vejo que as bandas brasileiras estão competindo com o interesse do público pelos shows internacionais, de vários tamanhos, o que nos obriga a ter cada vez mais qualidade em nosso trabalho.

Metal Clube - Muitas das bandas apostam atualmente na internet para alavancar a divulgação de seus trabalhos. Como a banda tem usado essa ferramenta em seu retorno, uma vez que nos primórdios não se apostava muito no advento da internet?

Edson - Para nós tem sido uma ferramenta muito útil, já tivemos uma boa experiência com o Panzer usando a internet no lançamento do "The Strongest" em um momento que também a internet estava alavancando aqui no Brasil. Hoje com a volta da banda tivemos muitos recursos de rede sociais, que não existiam, e que nos colocaram diretamente ligados aos antigos e novos fãs.


  Panzer: "O cenário ainda é o mesmo, com suas dificuldades"


O trabalho que nossa assessoria de imprensa, a Metal Media , vem fazendo também na internet de forma extremamente profissional também está nos ajudando muito. Estamos vivendo um mundo hoje em dia de grandes ferramentas de tecnologia e elas devem ser usadas!

Metal Clube - O EP "Brazilian Threat" é o principal trabalho de retorno do Panzer, com três canções. Fale-nos sobre o processo de composição dessa novidade e como vocês avaliaram o resultado final do EP, incluindo a contribuição dos novos integrantes Rafael DM (baixo) e Rafael Moreira (vocal).

Edson - Até agora estamos muito contentes com a resposta do publico. Ele já nos rendeu ótimas resenhas esta semana e acredito que ele ditou o caminho do novo disco. Quanto a composição e gravação foi um processo bem rápido, o André apresentou dentro do estúdio a estrutura de arranjos de guitarras e com pouquíssimas mudanças já tínhamos a parte instrumental pronta completada pelo meu trabalho e do DM (baixo). Neste EP não existe maquiagem de estúdio usada normalmente hoje em dia, ali você ouve o que a banda realmente faz ao vivo.

Metal Clube - Espera-se, então, um ano de muito trabalho para o Panzer, não é? Qual a prioridade para 2013? O espaço é de vocês!

Edson - Gravar o novo álbum e levar nossa musica para o máximo de fãs de Metal que pudermos!!


Conheça o Panzer:

Site oficial: www.panzermetal.com.br

Assista o clipe de 'Rising', clique aqui 

 

Saiba mais sobre o novo disco, "Brazilian Threat", clique aqui

 

 

 

 

 

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