Entrevistas
Emerson Leik - Cirrhosis | Emerson Leik - Cirrhosis |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||||||||||||||||
| 25 de novembro de 2009 | |||||||||||||||||||||||
Formado por Wagner Antichrist (Sarcófago), a veterana banda mineira Cirrhosis se prepara para tocar no próximo dia 05/12 ao lado de feras como Obituary e Belphegor. Em conversa com o Metal Clube, o baixista Emerson Leik revelou as expectativas para o show em BH!
Metal Clube – Olá Emerson. É um prazer falar com o Cirrhosis!
E.Leik – Também é um grande prazer falar com vocês do Metal Clube! Metal Clube – A banda foi formada em 1988, por Wagner Antichrist (Sarcófago). De lá para cá houveram mudanças na formação, uma extensa paralização nas atividades até o retorno em 2001. Em 2009, a banda divulga “Drinks from Hell”, novo trabalho de estúdio. Conte-nos um pouco sobre a história do Cirrhosis e como vocês avaliam a representatividade da banda após anos de estrada. E.Leik – Quando a banda foi formada eram apenas três integrantes que além do Wagner no vocal, tinha o guitarrista Rodrigo e o baterista Riti, e quando Wagner retornou ao Sarcófago o Rodrigo reformulou a banda com a entrada de mais um guitarrista (Marlon), Juarez no baixo, Luis Fernando nos vocais e o baterista Fernando que está até hoje na banda.
Eu entrei no final de 91 logo após o lançamento do Split “Alcohol Rules”. Penso que por ser uma banda que começou nos primórdios do metal em Uberlândia, nossa representatividade é forte e é algo natural, reconhecido por todos na cidade.
Metal Clube – O grupo também divulga “Drinks from Hell”, recente trabalho gravado em 2009, que conta com uma sonoridade direta e com boas raízes ao Death Metal Old School. Fale-nos um pouco sobre como vocês avaliam o resultado final do disco e como tem sido a receptividade do material. E.Leik – A gravação do “Drinks From Hell” foi feita de forma que pudéssemos mostrar o som da banda bem fiel ao estilo e à influência old school, por isso gravamos tudo sem efeitos de estúdio como por exemplo na bateria, que foi totalmente acústica e sem utilizar os triggers. A receptividade vem sendo ótima justamente por isso, a banda foi no estúdio exatamente como é nos palcos. E hoje qualquer pessoa grava seu disco num quarto apenas usando os recursos de programas de computador. A gente de certa forma remou contra a maré atual! Metal Clube – Em uma entrevista ao site Correio de Uberlândia, a banda citou que a cena de Uberlândia (cidade natal do grupo) está desunida e não se tem apoio, além de mencionarem que existem “panelinhas” entre as bandas. A declaração levantou inúmeros pontos sobre a cena Metal da cidade. Podem nos explicar um pouco melhor essas declarações? Até onde o Cirrhosis se sente prejudicado com esses fatos? E.Leik – Antigamente a galera do metal era mais unida e todos se conheciam, e o que acontece hoje é que a maioria do pessoal que ia em nossos shows formaram bandas e acabam sendo concorrentes em vez de ser nossos parceiros e isso resulta em rixas, portanto não nos permitem tocar em eventos realizados por eles. Isso nem era o foco daquela entrevista e acho que deram muita importância a algo que já era sabido por todos daqui. Metal Clube – Em entrevista para o Metal Clube, a banda Krow, também de Uberlândia/MG, mencionou que a cena local é bastante unida e vem crescendo. Como explicar duas visões distintas entre uma banda e outra da mesma localidade? E.Leik – A banda citada é de uma galera nova e ainda não passaram por situações que a gente já vivenciou, talvez até por pertencerem a essa “panela”. Mas respeito a opinião de todos, o que dissemos é somente algo que acontece atualmente e pronto! Nós somos a banda que mais tocou na cidade, respeitamos o público mas sinto que eles também ficam sem muitas opções porque nos eventos atuais são sempre as mesmas bandas que participam. Metal Clube – O Cirrhosis ficou vários anos parado, de 1993 até 2001, e sofreu algumas mudanças na formação desde que surgiu. Vocês consideram que esse hiato longe das atividades e que essas mudanças são os principais fatores que impediram a banda de conseguir maior reconhecimento em território mineiro e nacional? E.Leik – Toda banda que quiser ter seu lugar ao sol tem que dedicar muito. Mas acho que somos respeitados e reconhecidos sim, o que faz a diferença é a mídia e um marketing atuante. Existem bandas que fizeram sucesso em pouco tempo e hoje estão no ostracismo, mas nós temos contatos com nossos fãs antigos e eles nos dão esse feed back em relação ao nome Cirrhosis. Essa formação atual é a mais duradoura e ainda vai dar muito o que falar porque gostamos do que fazemos!
Metal Clube - Um dos grandes momentos da divulgação do recente disco acontecerá no dia 05 de dezembro em BH, aonde o grupo se apresentará ao lado dos americanos do Obituary e dos austríacos do Belphegor. Como a banda encara essa oportunidade de abrir o evento e como surgiu o convite?
E.Leik – O evento é da Tumba com quem já fizemos shows em São Paulo junto com o Dismember e, a Cogumelo, nossa gravadora, está realizando o evento de BH em conjunto com eles, então o convite veio de forma natural. A banda se sente honrada em tocar com um dos ícones do Death Metal americano como o Obituary, então resolvemos fazer o lançamento oficial do CD no palco nessa data justamente por se tratar de um grande evento. Metal Clube – Belo Horizonte tem um celeiro enorme de bandas de Death Metal. Nomes tradicionais como Hammurabi, Avoid the Pain, Angerise, Facinora, Tormento, dentre muitas outras, têm conseguido boa repercussão na capital e também no estado. Quais seriam, então, os pontos que fizeram o Cirrhosis largar na frente, sair do interior e garantir vaga no evento? E.Leik – BH e Minas no geral possui ótimas bandas que também poderiam estar no evento mas acho que até por estarmos com o novo álbum saindo do forno nada mais natural do que abrir esse espaço pra nós. Metal Clube – Para os que conhecem os discos de estúdio, mas ainda não puderam ver o grupo ao vivo, o que podem esperar do show em BH? Pode nos revelar alguma surpresa? E.Leik – Temos nos dedicado muito nos ensaios e vamos preparados pra fazer um grande show. O que posso dizer é que tocaremos músicas de todos os álbuns e daremos o sangue (com muito álcool) no palco pra agitar a galera de BH já que não tocamos por lá desde 2003. Estamos muito ansiosos por isso! Metal Clube – Emerson, foi um prazer conversar com a banda, certamente um dos grandes nomes do estado. Nos vemos dia 05 e desejamos um grande show para o Cirrhosis. E.Leik – Nós agradecemos pelo espaço e podem esperar por uma apresentação bem Metalcohol! Um abraço! Para informações sobre o show, clique aqui. Concorra a ingressos para o evento, clique aqui. Myspace Cirrhosis: www.myspace.com/cirrhosisoldschool
Renato Mendes
said:
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| Congrulatações ao Cirrhosis, uma das melhores do metal brasileiro. Aqui em Rio Preto-SP já temos o novo CD. Quando voltarão por aqui? |

| Tenho ouvido muitos trabalhos ultimamente e confesso que gostei muito de "Drinks From Hell"... metal do cerrado!!! : ) |

| Òtima entrevista! Banda Cirrhosis tá de parabéns, com certeza a melhor banda de Death metal uberlândense! Drinks from Hell é um clássico!!!!! Parabénssssssssssssss! |

| Salve Grande Cirrhosis! Sem dúvida um álbum pra entrar pra história do death metal mundial Drinks from Hell! Realmente é um Clássico é um prazer poder ouvir um alto nível de death metal made brazil! Cirrhosis Rulessssss!!!! |

| Conheço e gosto do trabalho do Krow e tb da banda Cirrhosi. Acho que eles não estão nem aí pra esse assunto batido. Os únicos que ainda falam disso, somos nós (eu, ágata e etc). Então, como a ágata tomou as dores do krow, eu tomarei as dores do Cirrhosis. Como estou com a roadie crew em mão, deixo aqui um desafio para a Ágata: o krow tirou 7 pontos (bom), se o Cirrhosis tirar menos que isso eu pago uma caixa de ceva gelada, pra vc e suas amigas... lá no Open. Tá Falado... |

| Quero deixar claro que curto tanto o som da banda Krow como tb do Cirrhosis, o comentário abaixo (revistas especializadas) se deve ao fato de eu estar folheando a Roadie Crew do mês passado onde o Krow foi avaliado com a nota 7(bom). Com certeza o Cirrhosis deve tirar uma nota menor, por que eles nem foram convidados pra tocar no show do Sepultura. |

| Ow Ágata, esse assunto já tá muito batido, deixa para os Críticos das revistas especializadas , vc sabe quais, darem as devidas avaliações e "vamo" ver quem vai continuar...quem é que sabe fazer Metal de verdade!!!! |

| Só hj q eu vi o link mas foi massa esse espaço pra divulgar a Cirrhosis, meu irmão fala dessa banda pra mim tem muitos anos e achei ótima essa entrevista. Podia ter um show aqui em Uberlandia tbm né? Vi eles tocando tem uns 4 anos atrás mas queria ver de novo. Valeu. |

| conheci essa banda a pouco tempo mais eu gostei pacas do som. queria ir nesse show de belo horizonte mais vai ser bem no dia da prova do enem. boa sorte para vcs!!! |

| Curti muito o novo CD e acho que a banda tem tudo pra seguir levando o nome do metal mineiro pro mundo. Parabéns pra banda! |