| Hazy Hamlet - Forging Metal |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||
| 13 de junho de 2009 | |||||
Fiéis ao Heavy da década de 70 e 80, os paranaenses do Hazy Hamlet, banda formada em 1999 na cidade de Maringá, trabalharam arduamente durante quatro anos para a conclusão de seu primeiro disco oficial. “Forging Metal” foi produzido de forma totalmente independente e traz dez canções que falam sobre guerras, poder e degradação humana.
Produzir um disco de forma dependente não parece ser nada fácil para as bandas de Heavy Metal tupiniquim, então, logo deve ser levado em conta qualquer falha ou deslizes na produção e em outro fator que possa fazer com que o material perca em brilhantismo. No caso do Hazy Hamlet, a banda apresenta durante as dez faixas um nível satisfatório para a situação, apresentando canções encorpadas, sendo possível avaliar o nível individual dos músicos Arthur Migotto (vocal), Julio Bertin (guitarra), Fabio Nakahara (baixo) e Cadu Madeira (bateria). A sonoridade do grupo também não se limita apenas a resgatar o Heavy da década de 70 e 80. Faixas como ‘The Beginning of the End – PartII’ e a turbinada ‘Black Masquerade’ mostram ainda uma faceta “épica”, com muitos coros, backing vocals e arranjos com um estilo medieval com algumas bases que utilizam de velocidade, proporcionando um clima que transcende, inclusive, um pouco do Power Metal! ‘Metal Revolution’ anima o ouvinte com riffs cativantes e bases pesadas. O vocal de Arthur Migotto é firme, voraz e se encaixa bem no estilo que a banda procurou seguir em “Forging Metal”. Um bom Heavy Metal que se preze, não pode ficar sem solos de guitarra. Sabendo disso, Julio Bertin abusa de solos velozes em várias ocasiões o que apimenta mais as canções do trabalho. Foi assim na tranqüila ‘Field of Crosses’ (grande vocal!) e na feroz ‘Funeral for a Viking’ (uma das melhores!), aonde as seis cordas apresentam solos com boa melodia, que mesclam velocidade e técnica e bases quebradas com riffs criativos e interessantes. Outro instrumentista que também prende a atenção na sexta faixa é o baterista Cadu Madeira, que aposta em pedais duplos encorpados e muitas viradas! Além disso, ‘Funeral for a Viking’ possui backing vocals de impacto no refrão, que remetem a uma espécie de grito de guerra! A objetiva ‘Chrome Heart’ não carrega nenhum traçado de inovação. Puro Heavy Metal, daqueles que fazem ‘bater cabeça’, pelo peso das guitarras e pela forma de causa impacto! E quando falamos em inovação, podemos lembrar que o objetivo da banda em “Forging Metal” não é inovar, apenas expressar a paixão dos paranaenses por Heavy Metal, velocidade e guitarras pesadas! A tríade final composta por ‘Chariot of Thor’, ‘Forging Metal’ e ‘The Faces of Illusion’ ainda reúne pontos positivos a favor do Hazy Hamlet. Melodia empolgante, bases palhetadas e toda a retratação da atmosfera que o Heavy Metal é capaz de proporcionar. No caso do Hazy Hamlet, ainda melhor devido aos atrativos extras como o lado épico e medieval, que trazem vocais marcantes e muitos coros, nos momentos de ápice de cada faixa em questão. Parece que os paranaenses conseguiram superar bem a dificuldade de produzir um trabalho de forma independente em “Forging Metal”. A primeira batalha foi cumprida, utilizando de composições que mostram raízes bem situadas e boas influências, o que resulta em uma forma interessante de se fazer boa música! Boa opção vinda do sul do país! Hazy Hamlet - Forging Metal ![]()
Jorge True
said:
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| Som fudido!! Junto com Hellish War e Dominus Praelli entre as melhores bandas de heavy truezeira! Dificio acreditar que é independente. Mas Chrome Heart é a melhor ^_^ |