Skip to content
dia do rock
Link atual: Home arrow Entrevistas arrow Rafael Bittencourt
Rafael Bittencourt Imprimir E-mail
Avaliação do Leitor: / 25
PiorMelhor 
Por Ariane Ferreira   
11 de novembro de 2008
O Metal Clube conversou com um dos maiores nomes da história recente do Heavy Metal Nacional. Rafael Bittencourt ajudou a fundar o Angra. Além disso, suas composições já o colocam em alto nível, juntamente de sua sensibilidade e bom gosto musical.
Todos esses fatores lhe possibilitaram conquistar fãs no mundo todo, que o presentearam com uma brilhante carreira abrilhantada com seu último trabalho.
Sua reconhecida busca sem limites pelos caminhos da música o fez produzir seu primeiro disco solo, intitulado “Brainworms I”. Rafael está atualmente em divulgação do material com a banda que leva o nome de "Bittencourt Project", que conta com os músicos Felipe Andreoli (baixo), Amon Lima (violino), Marcell Cardoso (bateria) e Fabrizio DiSarno (teclado).

Demorou, mas aconteceu. Em uma entrevista dinâmica, o guitarrista dissertou sobre seu novo caminho, falou de respeito ao direito autoral e intelectual, sobre planos de turnê com o Bittencourt Project, de novos trabalhos solos e, claro, sobre o futuro do Angra.

DivulgaçãoMetal Clube – Primeiramente agradecemos sua disponibilidade em falar a seus fãs por meio do Metal Clube.

Eu é que a agradeço a oportunidade. Desculpe a minha demora em responder, estive bem ocupado com várias atividades.

Metal Clube – Vamos começar falando de “Brainworms I”, seu primeiro lançamento solo. Muitos dos seus fãs, que são em sua grande maioria fãs do Angra, se mostraram surpresos com o resultado final. A idéia era causar essa sensação, mesmo?

Não tive a intenção de surpreender, mas o tempo inteiro eu tive a consciência de que surpreenderia. No meu CD arrisco um pouco mais na variedade de estilos, sem nenhum medo, porque fiz o álbum totalmente moldado ao meu gosto musical. E sei que a maioria dos fãs tem um interesse musical restrito ao estilo do Angra ou estilos próximos. Muitos abominam música brasileira, entre outras coisas. A intenção foi fazer algo que me satisfizesse, e é isto que surpreendeu as pessoas: a quantidade de elementos musicais que curto explorar.

Metal Clube – “Brainworms I”, como foi explicado na divulgação do álbum, é uma expressão utilizada por pesquisadores norte-americanos para definir aquelas melodias que grudam na cabeça. As músicas do CD, como avisa o encarte, são viciantes. Você teve essa “nomenclatura” como norte durante a preparação do álbum? Se sim, por que a escolheu?

Na verdade, conforme eu fui trabalhando as músicas, eu pude verificar que elas continham melodias bem “grudentas”. As pessoas que estavam próximas no começo do processo me diziam isto também. E, por coincidência, eu estava lendo o livro “Alucinações Musicais: a música e o cérebro” que fala sobre este assunto. Então, me utilizei do termo para designar minhas idéias. Se elas são realmente viciantes, vai do envolvimento de cada um que ouve. É um pouco subjetivo isto, mas o que eu sei é que as pessoas têm ouvido bastante as músicas. E isto me dá satisfação, porque fiz as músicas para provocar prazer nas pessoas e é isso o que está acontecendo.

Metal Clube – Ainda falando do álbum, você optou por incluir um encarte com a tradução das letras e a idéia por detrás das músicas. Por quê?


Primeiramente, porque sempre que eu via as traduções de minhas letras na internet, eu sempre me decepcionava. Na maioria dos casos as traduções são muito literais e não traduzem o sentido, então desta vez me antecipei. A outra razão foi criar um diferencial para que as pessoas se interessem em comprar o CD. Para os artistas que estão começando sua carreira solo, como eu, é muito difícil se estabelecer se não há apoio financeiro. E tenho um pensamento positivo que ao criar um negocio legal para o fã, ele vai me retribuir adquirindo o CD físico. Toda a cena musical está mudando em função das novas tecnologias, etc... E acredito que nós artistas também temos que nos adaptar a esta nova realidade. Mas, o fato é que muito artista bom não resistirá e sumirá com o tempo. O Angra mesmo está sofrendo muito com isto e está difícil de encontrar um caminho desconsiderando as antigas vendas de CD.

Metal Clube – Nessas explicações sobre as idéias das canções, você parece ter sido tomado por uma fúria descomunal e ao mesmo tempo teve aquele tempo de pensar e olhar o lado bom das coisas. Qual o cuidado que você teve para que o equilíbrio, entre estes opostos, não desorganizasse as músicas?

Acredito que tenho um ponto de vista coerente, realista. Não é nem totalmente catastrófico nem super positivo. É quase jornalístico: apenas relata os fatos sob diferentes óticas. A estrutura das músicas deve acompanhar o tom da letra. A música nos ajuda a ir viajando pelos diferentes pontos de vista, conforme os tons musicais também vão mudando.

DivulgaçãoMetal Clube – Na canção ‘Tormento of Fate’ você trabalhou um “lance moderno do seu jeito”, como você mesmo disse, com influências de Evanescence e Linkin Park. O que têm te agradado no novo Rock?

Muita coisa. O Slipknot, Korn, música eletrônica, Soilwork entre muitos outros que não me vem à cabeça agora. Estou sempre ouvindo de tudo e, dependendo da fase, crio várias músicas daquele estilo específico.

Metal Clube – Nesta mesma canção, o guitarrista Kiko Loureiro gravou um excelente arranjo tango-punk para a intro da canção. Você planejou que Kiko deixasse seus dotes “pianísticos/tecladísticos” rolassem no estúdio ou foi meramente improviso?

Eu planejei tudo. Eu estava há tempos convidando o Kiko para gravar alguns pianos e teclados no meu disco, mas ele estava sempre sem tempo. Então, convidei-o para dar uma passadinha e quando ele foi saiu aquele som. Ele tocou e saiu correndo para outros compromissos, depois ele me ligou para combinar o dia de fazer a versão definitiva e eu disse que a definitiva já tinha rolado. Ficou muito legal!

Metal Clube – Para os admiradores da viola caipira, como eu, percebemos que ela foi utilizada de belíssima forma no arranjo de “Santa Teresa”, ficou uma dúvida: por que só agora você explorou e lançou sua “admiração” pela viola em uma canção?

Porque antes eu não sabia tocá-la (risos). Peguei emprestado com o pessoal de uma loja de instrumentos de São Paulo uma viola Rossini para treinar e tentar aprender. Peguei na internet algumas aulas de viola e conversei com alguns violistas. Mas, no fim das contas toquei do meu jeito porque a técnica de viola pura mesmo é diferente demais para mim. Depois que eu gravei, me apaixonei pelo instrumento e os fabricantes da Rossini me deram a viola de presente. Eles ficaram bem felizes que eu a utilizei na gravação.

Metal Clube – “Nacib Veio” é uma canção bem-humorada que retrata a realidade da vida no campo para muita gente. Podemos dizer que essa é sua “canção” politizada do álbum, já que muitos no país vivem de comer farinha e macarrão até se cansar, às vezes nem isso?

A idéia não foi exatamente “ser politizado”, mas recriar com bom humor cenas e imagens que podem parecer tristes, monótonas ou até duras de se ver para quem vive muito distante desta realidade. Porém, muitas vezes, as pessoas do campo gostam da vida simples e não conseguem imaginar a vida na cidade, não entendem a ganância e a ansiedade do cidadão metropolitano e é errado a gente pensar que todos que têm uma vida simples no campo invejam a vida urbana. Por isto, o lado bem-humorado mostra a vida simples dentro da beleza dela, sem apologia a nada.

Metal Clube – Essa faixa tem um dueto Country interessante, entre o violino do Amon Lima e você. Esse Country surgiu como influência ou como experimento no estúdio?

Eu já havia gravado o Country e pedi para o Amon fazer um acompanhamento, mas ele se empolgou e tocou nota por nota cinco minutos depois de ter ouvido a parte pela primeira vez!!! É uma das partes que mais me dão orgulho de ouvir no CD.

Metal Clube – “O Pastor” é uma regravação da canção do grupo português Madredeus. Sua versão tem mesmo uma pegada “In Flames + Soilwork”. Conte-nos como foi o processo de fazer essa ‘mistureba’ da letra de um fado, com New Age e música erudita, somado a Death Metal melódico e o seu jeito?


Bom, eu estava com muita vontade de gravar músicas em português. Este CD foi meu laboratório para isto. Ainda que eu tenha gravado apenas duas, eu testei e preparei várias opções. Isto é algo que eu sempre quis fazer e nunca tive muito espaço no Angra.

Escrever em português para Metal é um desafio por que ainda tem que ser inventado, ainda não foi popularizado dentro do estilo e há muitos fãs que torcem o nariz. Mesmo sem entender uma só palavra das letras em inglês que ouvem. Então, quis usar uma música que já existisse, que já tivesse uma boa melodia em português. Pesquisei várias e achei que esta era a melhor idéia. Como eu estava ouvindo muito In Flames e Soilwork na época, foi um pouco natural sair com uma pegada nesta onda.

Metal Clube – “Comendo Melancia” e “Primeiro Amor” são duas faixas instrumentais já conhecidas do seu público. Por que incluí-las?

Porque o meu projeto é também um portifólio das músicas que eu fiz e estilos que eu gosto de trabalhar. Elas representam diferentes fases e estilos de compor então, achei que acrescentariam pela variedade que, aliás, é o elemento que eu mais priorizei. Eu nunca tinha documentado estas músicas em trabalhos meus, então esta foi a melhor hora.

Metal Clube – Quando você resume que o conceito musical do álbum está na “era áurea do disco de vinil” faz transparecer que sua idéia foi despertar, com esse trabalho, aquela vontade antiga de ter o disco em mãos e colocá-lo pra tocar, é isso mesmo?

Exatamente. Sinto falta de um envolvimento mais íntimo entre o ouvinte e a música. Atualmente, o fã está mais interessado em saber o que o artista faz, o que ele come, a que horas faz isto, aquilo e com quem do que em ouvir música. Hoje é muito triste ver que o estilo que eu passei anos me preparando para estar apto a compor e executar se transformou num clube de fofocas. O fenômeno “orkut” no Brasil mostra com clareza esta realidade. Procurei criar um CD contagiante e cheio de elementos para quem realmente gosta de ouvir música. O problema é que eu sinto que as pessoas apaixonadas por música estão cada vez mais decepcionadas com uma cena mais interessada no shampoo de seus ídolos do que no som. Isto acaba afastando os bons ouvintes da cena Metal. E conseqüentemente os bons músicos também.

Metal Clube – No estúdio estiveram ao seu lado “duas bandas” com excelentes músicos. A idéia por detrás de “Brainworms I” era inovar e/ou improvisar e/ou experimentar? Como foi essa experiência? Afinal, foram mais de seis meses em estúdio.

Inovar, improvisar, experimentar: tudo isto foi usado no disco. São métodos de elaboração. A idéia de ter vários músicos foi para que eu pudesse compartilhar com todos eles, que são de diferentes áreas, suas vivências e pensamentos musicais, criando novas texturas, arranjos, ritmos, etc... A experiência foi muito boa e realmente tomou mais tempo do que eu imaginava.

Metal Clube – “Brainworms I” sugere ser o primeiro de muitos. Você já começou a anotar os ‘experimentos’ realizados em estúdio e que não foram inclusos no álbum?

Sim, quero poder fazer um “BRAINWORMS II”. Tenho algumas músicas que ficaram de fora deste e quero aprimorá-las. Mas não é um plano imediato. Não farei isto antes de 2010 ou 2011. É muito difícil fazer CD hoje em dia. É muito gratificante poder fazer o som que você gosta, mas é frustrante ver que as pessoas não dão valor. Em geral acham que é fácil pra mim, que a inspiração vem do “além”. Não é bem assim. Um CD deste nível dá muito trabalho e demanda de investimento para existir e não sei quando poderei assumir uma nova empreitada desta sozinho.

Metal Clube – Como foi cantar no álbum? Em 2006, durante um pocket-show no Manifesto Rock Bar, em São Paulo, você havia dito que não estava habituado a cantar e estava se acostumando com a idéia. Já se acostumou?


Sim, estou bem mais à vontade agora. Apesar de não ter muita experiência com apresentações cantando, eu sempre gostei de cantar. Fiz aulas de canto aqui e nos Estados Unidos, cantei em muitos corais, estudei a fisiologia da voz, passei por fonoaudiólogos para entender melhor minha voz, estudei a escrita vocal solista e coral, entre outras coisas... E sempre compus cantando, o que me deu bastante senso melódico. Eu realmente acredito que o segredo é uma boa melodia e a interpretação que se dá a ela.

Metal Clube – Sua voz está agradando os fãs, que já preparam uma grande carreira para o Almah com o Edu Falaschi (vocalista do Angra) e outra gigante para o Angra, com você nos vocais. Sabemos que esta não é sua intenção, mas como você encara esse reconhecimento?


A voz passa muitas emoções e isto nos aproxima dos fãs. O que eu quis passar cantando é que eu faço isto porque gosto e acho que eles sentiram que cada nota veio de dentro com a maior sinceridade. E a aprovação é sempre muito confortante. Me deixou bem feliz.

Metal Clube – Há cerca de um mês, entrevistamos o Gustavo Sazes, que preparou o encarte de “Brainworms I”. Nem mesmo ele sabe explicar a temática da capa. Você pode nos elucidar esta dúvida? (risos)

O Sazes foi genial nesta capa, apesar de sair do seu estilo usual. Poderia falar um tempão sobre a capa e os símbolos dela, mas serei sucinto. Sempre gostei de imagens estáticas nas capas, sem movimento. Gosto de estátuas, etc... Neste caso, fizemos um plano fechado que dá a sensação de estarmos diante de um muro. Isto gera uma inquietação. Queremos saber o que há atrás deste muro, gerando uma conseqüente curiosidade de saber o que há dentro do CD. Gosto também das ilusões de ótica e nós, eu e o Sazes, levamos um tempão para conseguir aquele efeito de ter o leão dentro do brasão. Não sei se todos perceberam que o leão está discretamente representado pelos elementos do brazão na capa. Os grifos, o escudo, compõem um leão. O leão tem aquele olhar sereno, pacífico, mas todos sabem que não se deve irritar um leão. Meu CD é um urro selvagem que exteriora sentimentos e pensamentos.

Metal Clube – Sobre as participações, no mês de fevereiro, o baterista Ricardo Confessori conversou conosco sobre a participação dele em seu trabalho. Agora perguntamos a você: como foi estar com Ricardo novamente em estúdio?

Foi muito legal. Depois de muitos anos, nos reencontramos no estúdio, diretamente para as sessões de gravação. E foi super tranqüilo, rolou uma sintonia pessoal e musical forte. Depois, continuamos nos falando e percebemos que a partir do profundo respeito mútuo que nunca foi embora e das boas memórias que temos do passado juntos, estamos reconstruindo nossa amizade. Somos muito mais amadurecidos hoje do que há dez anos atrás e isto nos dá uma visão bem diferente das coisas.

Metal Clube – Em uma entrevista no Metalclube, ele se mostrou um grande admirador de seu trabalho e revelou que as canções, das quais participou, eram músicas da época em que vocês eram parceiros de Angra, o que foi confirmado por você no lançamento do CD. Chamar o Ricardo foi uma maneira cômoda de não mexer no arranjo de bateria? Ou foi a oportunidade de unir talentos e vê-lo em “ação” novamente?

Foi uma união de fatores totalmente natural. Ele já havia gravado as músicas, tinha tudo a ver com o estilo delas e a gente estava se reaproximando por causa de um grande amigo comum, o Thiago Bianchi (vocalista do Shaman). Então quando as forças se convergem é melhor não tentar escapar.

Metal Clube – Como estão os planos de turnê promocional do álbum? A banda que o acompanhará será a mesma da ExpoMusic?

Sim, o time está formado e bem entrosado: o Felipe Andreoli no baixo, O Amon Lima no violino elétrico, Fabrizio DiSarno nos teclados e Marcell Cardoso na bateria. Fizemos algumas apresentações juntos na Expo 2008 e foram muito legais. Já estamos até dando uma nova cara aos arranjos. Fizemos alguns pocket-shows acústicos, na FNAC e na Livraria Cultura e dia 28 de novembro faremos na Saraiva Megastore do Shopping Ibirapuera. Dia 19 de novembro faremos um show junto com o ALMAH no Manifesto Bar, em São Paulo.

Metal Clube – Nos últimos tempos, você vem pedindo em suas apresentações que os fãs não gravem vídeos ou áudios. Mesmo assim, muitos fãs insistem em gravar e veiculá-los na internet. Qual a sua real preocupação com o uso destas imagens?

Estou começando a trabalhar minha imagem individual agora e eu não tenho bons vídeos ainda que me mostrem de uma maneira legal, do jeito que eu gostaria. Então, ter apenas vídeos toscos rolando por aí não é legal para mim. Às vezes toco uma música pela primeira vez, em fase de teste e não quero que sejam documentadas eventuais falhas, por exemplo. Este é um direito meu inviolável e aqui no Brasil, diferente do Japão, as pessoas acham que podem tudo, que não há limites, que os artistas é que são frescos. Eu sou chato neste ponto. Quero que o brasileiro acorde e perceba que as pequenas atitudes é que podem transformar a gente numa grande nação.

Metal Clube - Além disso, no encarte do CD você pede respeito aos direitos autorais. Vamos deixar claro aos nossos leitores e seus fãs quais as práticas que os levam a desrespeitar esses direitos?

É simples. Divulgar é positivo, mas baixar o CD e não comprá-lo é um desrespeito. Contrariar o direito do artista de não querer ser filmado naquela hora também é um desrespeito. Nos países desenvolvidos, esta prática é feita com menor intensidade. Isto é feito com mais freqüência nos países com baixo poder aquisitivo ou com pior acesso à informação. Nos EUA o download pago sustenta a indústria hoje, ainda que eles tenham a opção de baixar gratuitamente através de caminhos alternativos. Pessoas foram presas lá e TODOS sabem que é um ato ilícito. A troca de arquivos e a pirataria é forte na China, na África e na América do Sul. O acesso à informação dá aos cidadãos a consciência de que seus atos interferem no todo. Possuir um CD é fazer parte da engrenagem do artista, é apoiá-lo em sua profissão e carreira, como o chapéu do repentista que roda na praça. Contribuir com algo que você tem identificação é apoiar idéias que você compartilha. Não apoiar o artista que você curte fará com que ele tenha que ceder lugar para outro que você não curte tanto. Sem isto ele não poderá continuar, é uma lógica simples. O artista sempre foi ferrado pela indústria, pelos empresários, contratantes, etc... Mas ser ferrado por seu próprio fã, que o admira, mas se nega a desembolsar o preço de uma pizza por um CD é uma facada por trás.

Metal Clube – Como não podia deixar de perguntar, os fãs querem saber: quando e como o Angra retorna?

Estamos programando para voltar em março de 2009.

Metal Clube – Fique a vontade para usar esse espaço para enviar uma mensagem a seus fãs.

Falei bastante sobre desrespeito, mas queria agradecer a todo o respeito e carinho que tenho recebido dos fãs e amigos. Tenho tido muita satisfação e aprendido muito com este trabalho. Eu faço música para agradar o meu espírito e o dos outros também. Assim criamos um elo especial para compartilharmos os momentos quando meu trabalho é tocado. Fiz meu novo CD fiz pensando em vocês, fãs apreciadores de música. Muito obrigado a todos que curtem e apóiam a minha carreira dentro e fora do Angra. P*** m****, isto aqui está parecendo agradecimento de Oscar(risos)... Agora já foi...
Comentarios (3) >>

...sabará... said: _

  Poxa,ótimas respostas do Rafael.O Brainworms é um dos melhores albuns que ja ouvi,muito bem feito,perfeito.Agora é so esperar o novo do Angra e o Brainworms II quem sabe em 2010. Rafael boa sorte nos seus próximos trabalhos.
janeiro 18, 2009

Tiago Ravache said: _

  Acredito que a mistura de estilos, e o fato de ter explorado sons mais nacionais, música brasileira, isso colaborou pra abrir o campo de visão de algusn fãs, sempre tive um gosto variado, e esse CD é uma obra prima na minha opinião, mais uma vez Rafael "destruiu" e produziu um CD de primeira. Parabéns
novembro 15, 2008

Renan said: _

  Falando por mim msm... eu tenho todos albuns do angra, com excessão dos raros. mas para mim ter comprado eles, eu primeiro os baixei da internet. Conheci o Angra assim e apartir dai virei fã. Se naum fosse a internet, dificilmente e teria comprado os 10 albuns do angra q eu comprei. naum tenho certeza se estou certo, mas talvez a internet pode ajudar e aproximar muito os fãs da banda. Comigo pelo menos foi assim.
novembro 12, 2008
Escreva seu Comentario


Escreva os caracteres mostrados


busy
 
Caro leitor, o Metal Clube se reserva o direito de retirar mensagens ofensivas, abusivas, publicitárias ou fora dos temas publicados. O Metal Clube não se responsabiliza pelo conteúdo das mensagens enviadas pelos visitantes, sendo que o limite por comentário é de 1000 letras. Alguns comentários poderão não ser publicados imediatamente por algum motivo incomum ou por haver palavras censuradas, Caso ache necessário entre em contato com nossa equipe pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo


2 visitantes online
 
| Colaborar | Orkut | YouTube | Galeria de Fotos | Equipe | Anúncios | Contato |
 
Anuncios