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Shows e Festivais
Massacration: BH - MG | Massacration: BH - MG |
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| Por Raquel Camargo | |
| 11 de fevereiro de 2006 | |
Foi lamentável a noite de 10 de fevereiro. O show do Massacration estava marcado para as 21 horas. Coisa rara de acontecer: 20:45 o público já estava entrando na casa de shows. O público até então era pequeno, talvez fosse por causa da chuva, talvez por ser sexta feira, ou talvez pelo preço do ingresso que indignou muitos fãs. As 21:30 Seatle Voice abriu o evento. Em seguida tocou OverDrive. Aos poucos a casa ia enchendo, entretanto o público não estava lá muito animado. Sem atraso as bandas Brave e Inner Fire tocaram. A primeira fase do show ocorreu tranqüilamente, os músicos fazendo sua parte, com ânimo, respeito ao público e pontualidade. Findando os show das bandas de abertura, como de praxe, um intervalo. Dez minutos, o público ansioso. Em trinta minutos, o público já estava no chão, alguns até cochilando.As 00:10 começou a confusão. O público gritava “eu quero meu dinheiro” e chutava as placas que separavam a pista do palco. Quinze minutos depois, um representante da organização do show subiu no palco e informou o atraso, dizendo que o Massacration já estava chegando, e que com certeza estavam atrasados por causa das “bebedeiras”. Os fãs não acharam a menor graça e começaram a atirar latinhas no palco. Em poucos minutos o caos tomou conta do local. O público gritava, o barulho dos chutes nas placas era forte, e latinhas no ar compunham o cenário. Acertaram uma latinha na bateria! Os seguranças se reuniram no palco. Seguranças estáticos, olhando para o público e com latinhas vindo em sua direção. Acabando o estoque das munições, o público, que já estava para lá de furioso, tacou as lixeiras no palco. Impressionante foi a calma dos seguranças, que permaneceram como estátuas no palco, sem tomar uma atitude para tal. Pouco depois já retiravam os microfones do palco e outros materiais. O clima oscilava: ódio, rebeldia, indignação... Quando menos se esperava, um grupo de fãs passou pelo público carregando uma mesa. Chegaram na beira do palco e, unidos, tentaram jogar a mesa contra as pessoas que estavam no palco. Finalmente os seguranças moveram seus músculos para evitar a ação. Em poucos instantes a polícia já estava lá. A sensação era de que o conflito estava apenas começando. Alguns instantes depois um PM subiu no palco para prestar satisfação ao público. Ele atribuiu os problemas do show à produtora. O público não deixava o policial, que estava sem microfone, concluir sua fala. Ele continuou dizendo que a produção não pagou o que deveria ao Massacration e pretendia pagar o resto com o dinheiro que fosse arrecadado com a venda de ingressos do dia, porém o valor não foi o suficiente. Os policiais orientaram todos a registrar ocorrência na delegacia mais próxima e procurar o PROCON para recuperarem o valor pago.E mais uma vez, BH sai perdendo. O público se exaltou demais, sujando o nosso nome. Se mesas-voadoras trouxessem soluções, o mundo seria bem melhor! Manifesto é um direito público, nada mais certo que soltar a voz e lutar pelo que foi pago, entretanto essa estratégia com pitadas de violência não foi a mais sutil. Informações adicionais: Massacration: Ressarcimento Vídeo disponível Massacration não sobe ao palco em BH Seatle Voice fala sobre Massacration Massacre do Massacration em BH Nós já entramos em contato com a produtora e com a assessoria do Massacration e estamos aguardando resposta. |
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