São 11 onze faixas dedicadas a um puro Thrash Metal influenciado pelas décadas de 80 e 90 e ainda letras relacionadas ao Cristianismo, ideologia e estilo de vida de todos os músicos. Deixando as crenças um pouco de lado, o novo material vem para dar mais gás na seqüência de cinco anos de estrada, que já rendeu aos goianos a demo independente “Refuge”.
Mas o novo trabalho é a aposta oficial do Arnion, que a exemplo de muitos grupos acabam sofrendo com inúmeras alterações no line-up, tanto que o vocalista Pedro Neto se desligou da banda enquanto o disco ainda era produzido. Mas o ex-membro está firme em todas as faixas contidas em “Fall like Rain”, que ainda conta com os músicos Rinaldo Macedo (Guitarra), Rogério Paulo (Bateria) e Léo Araújo (Baixo).
Dono de um instrumental encorpado, o material se inicia com uma simples intro, que abre as portas para ‘Visions from Hell’ mostrar o quanto à banda se inspira em um thrash direto e ao mesmo tempo moderno. Em ‘Zombies’, chamativas passagens proporcionada pela vontade de executar uma canção pesada e bem trabalhada! Vários riffs incendeiam a faixa, que ainda conta com um vibrante acompanhamento do baterista Rogério Paulo.
Mas legal mesmo é o início de ‘Get ready for the war’, que une baixo e bateria de forma eletrizante para que só após entrasse a distorcida guitarra de Rinaldo Macedo. Os goianos parecem não abrir mão de um grande trabalho instrumental em todas as faixas. O disco é um verdadeiro amontoado de características vinculadas ao thrash. A linha de vocais de Pedro Neto mesmo sendo simples e variando entre linhas limpas e outras mais agressivas, se encaixa bem ao instrumental do grupo, que parece sofrer influências de Metallica, Megadeth, além de outros ícones mundiais.
Nas faixas ‘Fall like Rain’ e ‘Regreat be healed’ não faltam provas disto, ambas são uma das mais pesadas do material. Com furiosos riffs de abertura, repetitivas (não cansativas) linhas de pedais duplos e ainda alguns solos, tudo coberto por um fator que pode contribuir muito em ‘Fall like Rain’: a produção e mixagem. Nesse quesito, uma grande carta na manga dos goianos! A sétima canção continua seguindo os padrões de sonoridade do grupo, apenas o que se alterou na faixa ‘Manipulação S.A’ foi o idioma. A letra em português evidencia o cristianismo, tema abordado em todo o material.
Mesmo não apresentando um trabalho fortemente inovador, a banda tem algumas peculiaridades e características que podem soar como pontos positivos para a jornada do Arnion. Por exemplo, em ‘Obtenetration’, momentos que priorizam bases velozes unidos a riffs trabalhados, evidenciando boa quantia de técnica nas veias dos músicos. O grupo usa de suas artimanhas na dose certa, tanto que em ‘Human Holocaust’ a velocidade demonstrada nas faixas anteriores, agora é deixada de lado.
E parece que valeu à pena, a nona faixa agrada devido ao bom trabalho vindo das guitarras e ainda das notas graves do baixo de Léo Araújo, que aparecem como nunca. Aliás, vale ressaltar que a “cozinha” é muito bem definida por aqui.
Muito se fala que a primeira impressão é a que fica, então, parece que o grupo resolve encerrar o álbum com o de melhor que tem em mãos. Após uma espécie de intro batizada de ‘Renascitur ex Cineribus’, aparece a versátil e excelente ‘Whitened Graves’. Trata-se de seis minutos de pura agitação, criatividade em alta e ainda participação inspirada do quarteto. Faixa que merece bastante atenção!
Conforme dito, o disco não traz grandes ares de inovação ou algum outro fator que possa ser encarado como um grande diferencial em termos de sonoridade. Mas o que importa? O objetivo parece ter sido alcançado nas onze faixas de ‘Fall like Rain’, canções evidenciadas pela essência do thrash e a impressão que o caminho trilhado parece ter sido o correto.
Arnion - Fall like Rain
- Intro -





- Visions from Hell -





- Zombies -





- Get ready for the war -





- Fall Like Rain -





- Regreat be healed -





- Manipulação S.A. -





- Obtenetration -





- Human Holocaust -





- Renascitur ex Cineribus -





- Whitened Graves -




