Entrevistas
Marcelo Loss - Concreto | Marcelo Loss - Concreto |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||||
| 24 de agosto de 2008 | |||||||||||
O novo disco do Concreto já está nas lojas e mostra novamente o grande trabalho executado pelo grupo mineiro. Em entrevista ao Metal Clube, o vocalista e baixista, Marcelo Loss, fala bastante sobre o lançamento do disco “Quanto custa a vida” e ainda comenta a atual fase vivida pela banda. Metal Clube - Olá Marcelo Loss. Obrigado por mais uma vez atender nossa equipe e parabéns pelo novo disco. Excelente! Marcelo Loss - Nós é que temos que agradecer pela força que o Metal Clube nos dá, mais uma vez. Metal Clube – O novo trabalho tem ao todo vinte faixas. Dentre elas alguns interlúdios e breves passagens instrumentais. Uma característica que não foi adotada, por exemplo, no segundo disco “Aquele que tem”. Qual a explicação para essas passagens? Como essa idéia surgiu durante as gravações? Marcelo Loss - Desde o começo do processo de composição do disco já sabíamos que nesse trabalho a idéia seria uma liberdade maior na hora de compor, gravar, etc. Queríamos fazer um cd sem maiores compromissos com duração das músicas, formatos, instrumentos usados, etc. Como foi no “A Calma da Alma”. A idéia foi compor umas 12 músicas com a pegada m Metal Clube – O novo disco também serve como registro do primeiro trabalho em estúdio com o baterista Teddy Almeida. Em declarações anteriores, você mencionou que era um antigo “sonho” tê-lo nas baquetas do Concreto. Como você avalia o trabalho de Teddy nesse disco? Até que ponto ele conseguiu influenciar o resultado final das canções? Marcelo Loss - É verdade! Em duas oportunidades o Teddy já havia substituído nosso antigo batera em shows, e a gente sempre ficava horrorizado com o cara! Era um sonho mesmo tê-lo na banda! A entrada dele deu uma pegada bem mais forte na cozinha. Acho que isso fica claro logo nas primeiras faixas do cd! Ele tem uma batida mais forte, usa mais pedal duplo de bumbo... Acho que ele encaixou como uma luva! E dessas de couro com pregos, de metaleiro mesmo! Meta Clube – A banda ficou em torno de quatro anos sem lançar algo novo no mercado. Todo esse tempo acabou servindo para que “Quanto custa a vida” fosse lapidado de forma cuidadosa e detalhada. Essa afirmação está correta? Explique um pouco mais sobre esse hiato entre o disco “Vol. III” e “Quanto custa a vida”. Marcelo Loss - Pois é! Nesse período a gente teve a saída do Márcio da bateria. Fizemos alguns testes com outros bateristas e chegamos a tocar com o Alysson Hell, que gravou três faixas do novo cd. Depois teve a entrada definitiva do Teddy. Além dessas mudanças de integrantes passamos esse período fazendo shows e compondo para o novo cd, o que nos deu bastante tempo para tentar fazer um trabalho bacana. Metal Clube – As letras de cunho social e político são a temática de “Quanto custa a vida”. Comente um pouco sobre o recado que a banda pretende passar com as letras das canções. Marcelo Loss - Nós sempre nos preocupamos muito com as letras da banda. Sempre tentamos passar uma mensagem no sentido de fazer o ouvinte questionar as coisas que nos cercam: As religiões e seus falsos profetas, as desigualdades sociais e os questionamentos sobre a vida em geral. Dessa vez a gente pensou em seguir na mesma filosofia, mas centrando fogo na questão político-social, nos desmandos do poder público, nas misérias espalhadas pelo mundo e na necessidade de lutar contra tudo isso. Metal Clube – O disco parece resgatar um pouco cada característica adotada anteriormente nos trabalhos do Concreto. Ao mesmo tempo em que algumas passagens lembrem toda a essência “blues” que o disco “A calma da Alma” possui, também temos canções que possuem direcionamentos idênticos ao pesado “Aquele que tem” segundo trabalho da banda. Você considera correta essa afirmação? Toda esse lado eclético surgiu de forma natural? Marcelo Loss - Considero correto sim! Aliás, achei perfeita a análise que você fez do cd na sua resenha. Há umas coisas do “A Calma da Alma” mesmo, esse lado meio blues, meio progressivo. Eu diria esse lado meio sem compromisso. Há outras referências mais pesadas que lembram o “Aquele Que Tem”. Mas como falei, tudo surgiu naturalmente. Talvez o tempo que tivemos para compor e gravar o disco e a liberdade que surgiu tenham refletido nas músicas novas. Metal Clube – Canções como “O impostor”, “Sem saída”, “Ianques” e “Esquinas” comprovam que a banda está afiada musicalmente. Com idéias originais sem perder a essência que até hoje resulta em resultados positivos para o grupo. Boa parte desse resultado se deve ao guitarrista Túlio de Paula, que desde os primórdios surpreende com grandes participações, até mesmo nos vocais. Creio que para a banda é ótimo um membro com tamanha versatilidade e criatividade. Não é? Marcelo Loss - Sem dúvida o Túlio é um grande guitarrista e vocalista. E compositor também. Mas no caso das músicas citadas o resultado se deve mais à força das parcerias da banda. “O Impostor” e “Esquinas” foram compostas por mim e pelo Túlio. “Sem Saída” e “Ianques” são composições minhas, do Túlio e do Fidélis. E em todas elas estão presentes uma das principais características da banda: O vocal dividido entre o Túlio e eu.
Marcelo Loss - Não sei. Sinceramente. Totalmente satisfeito com um cd nós nunca ficamos. Há sempre uma coisinha aqui, outra ali... Um prato que podia ter aparecido mais aqui, um solo que pedia um efeito ali... Um vocal que podia estar mais afinado em determinado trecho... (Somos contra afinadores de voz eletrônicos, muito comuns nos dias de hoje). Mas no geral, acho que valeu. E pensamos sempre que o melhor cd ainda é o que está por vir! Metal Clube – O Concreto construiu um currículo encorpado ao longo dos anos, com todos os álbuns bem aceitos pela mídia e público, além de apresentações freqüentes em MG. Muitas bandas que se iniciam agora, não conseguem atingir o público da forma que traçaram. O que você tem a dizer para as bandas que ainda lutam por um espaço maior no cenário underground. Marcelo Loss - As bandas têm é que meter as caras e cair na estrada. Façam uma gravação bacana, o que está cada vez mais fácil e ainda é o principal cartão de visitas de uma banda. Apresente para as pessoas e corram atrás. É nos show, principalmente, que uma banda se desenvolve. E shows de todos os tipos, dos maiores aos mais toscos, pra mil ou pra dez pessoas. E o mais importante: a banda deve fazer um som que primeiro a agrade, sem concessões de nenhuma natureza. Conquistar o público é uma conseqüência do trabalho bem feito! Metal Clube - Como andam os planos para a divulgação do novo disco? Existem shows agendados? Marcelo Loss - Dia 7 de setembro tem um show na praça de João Monlevade, aberto ao público que promete ser legal. Em setembro também iremos lançar o novo cd em Congonhas, mas ainda sem data marcada e outros que estão pra confirmar. No site da banda www.bandaconcreto.com.br ou aqui no Metal Clube a galera pode ficar por dentro da agenda da banda. Metal Clube – Agradecemos mais uma vez pela atenção. Desejamos sucesso após o lançamento de “Quanto custa a vida”. O espaço é seu. Marcelo Loss - Valeu! Nós só temos a agradecer! Iniciativas como a do Metal Clube são fundamentais para a existência de uma cena forte! Vida longa ao metal!!
Luciano Teodoro
said:
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| Adoro vcis , mas eu sou o pai da Állice , eu precizo das fotos Ki tiramos em molevade . valeu |

| Essa banda é forte, sobrevive aos torpedos e manda de volta música pesada , densa e intensa!!! Amo vocês. |

| CARA,O CONCRETO TEM O TRABALHO DIFERENCIADO DAS DEMAIS BANDAS.TOCA ROCK DO JEITO QUE TEM QUE SER,NÚ E CRÚ.COM INFLUÊNCIAS PROFUNDAS RESGATANDO O QUE HA DE MELHOR NO CENÁRIO MUSICAL.PARABÉNS PELA ENTREVISTA!!!!!!!!!!! |

| Oh banda boa! Som rasgado e perfeito! |