| Krisiun - Southern Storm |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||
| 16 de agosto de 2008 | |||||||||
Que o novo disco do Krisiun viria da forma mais brutal possível todos nós já imaginávamos. Mas o que realmente nos deixa de queixo caído nesse material é a grande produção de Andy Classen. O responsável pelo álbum “Assassination”, agora deixa sua marca em “Southern Storm”, nova aposta do trio gaúcho. Logo que noticiado que o Krisiun já trabalhava em novas composições, toda uma grande expectativa foi criada em cima de “Southern Storm”, tendo em vista que seu antecessor conseguiu ótimos resultados e ainda contou com uma turnê bastante extensa de divulgação. Já na ocasião do lançamento de “Assassination” (2006), era interessante ver o quanto a banda se supera em estúdio, pois toda a brutalidade e o feeling necessário para um bom metal extremo estavam evidenciados de forma categórica no disco anterior. “Southern Storm” pode ser tranquilamente citado como um dos grandes trabalhos do trio formado por Max Kolesne (bateria), Moyses Kolesne (guitarra) e Alex Camargo (baixo e vocal). Tudo porque “Southern Storm” parece evidenciar a evolução da banda e até mesmo certa vontade de soar, quem sabe, um pouco mais moderno sem perder a brutalidade já constante em lançamentos anteriores. Foi um pouco assim no antecessor “Assassination”, as faixas perderam em alguns momentos toda aquela velocidade que o trio desempenhava nos desenrolar das canções, por exemplo, do antigo “Conquerors Of Armageddon” (2000). Entretanto, o que se vê agora é uma dose a mais de técnica, riffs e passagens de bateria que não priorizam apenas a velocidade. Muito bom, pois todas essas citações ganham validade logo na primeira faixa de “Southern Storm”, que leva o nome de ‘Slaying Steel’. Mas os conservadores de plantão podem ficar tranqüilos, o som dos gaúchos em “Southern Storm” continua brutal, extremo e matador. Para não ser radical, é justo dizer que existem passagens que resgatam a velocidade característica dos discos antigos, basta ouvir ‘Sentenced Morning’ e tirar suas próprias conclusões. A segunda faixa do material é tão furiosa quanto qualquer outro clássico do grupo, toda a ‘roupagem’ tradicional do Krisiun aparece por aqui. Pedais duplos, blast beats e muitos riffs palhetados, ao maior estilo de Moyses Kolesne. Para a alegria dos bangers, pois logo em seguida a turbinada ‘Twisting Sights’ compensa qualquer fator negativo que possa surgir, com amostra de bastante energia, principalmente por parte do baterista Max Kolesne. Na quarta faixa uma canção mais cadenciada. A prioridade em ‘Minotaur’ fica por conta de arranjos pesados, a tradicional “metralhadora” nos pedais duplos e riffs que variam entre os mais velozes e os mais trabalhados. Também sobra tempo para um interessante solo concluir toda a atmosfera dessa faixa, que não apresenta nenhum grande fator que a diferencia da grande “leva” de canções dos gaúchos. Talvez toda a ansiedade pelo lançamento do disco, tenha se dado pela faixa ‘Combustion Inferno’, uma das escolhidas para a divulgação do material, tanto que antes mesmo do lançamento do disco a canção já figurava no Myspace dos gaúchos. Uma boa canção, que apresentou aos fãs a grande produção realizada no álbum e o caminho que o Krisiun pretendia percorrer com o lançamento. Em seus quatro minutos a prova concreta da variação que ocorre em todo o álbum: passagens mais cadenciadas oscilando com os velozes arranjos já conhecidos da galera. Uma escolha interessante para a divulgação do disco! Os acostumados com a “quebradeira” dos antigos “Black Force Domain” (1995) e “Apocalyptic Relevation” (1998) se sentirão em casa ao acompanhar as canções ‘Massacre Under the Sun’ e ‘Bleeding offers’. As faixas são simplesmente uma viagem por toda a trajetória do Krisiun, com lembranças de momentos registrados nos primórdios do grupo aliados a boa dose de evolução em termos de musicalidade, e dessa vez, com um toque imensamente mais profissional. Um dos momentos que mais agrada em “Southern Storm”. Na seqüência uma faixa que divide opiniões, trata-se do cover de ‘Refuse/Resist’ do Sepultura. Uma coisa é certa, a canção nas mãos do Krisiun não ficou nem pior, nem melhor que a versão original. O trio parece apenas a se limitar executar da forma mais fiel possível toda a música. Interessantíssimo para quem curte a idéia dos covers, e no máximo, “legalzinho” para quem queria mesmo escutar as novas canções do trio. Na seqüência ‘Origon of Terror’ e ‘Contradictions of Decay’ também bons resultados. A dupla aparece de forma tão marcante como as anteriores, mais uma vez o baterista Max Kolesne esbanja dos pedais duplos e ao mesmo tempo mostra boas viradas, proporcionando bastante peso nas canções. E peso por aqui é o principal objetivo, diante de vários discos já lançados o trio é extremamente fiel ao metal extremo, ora com o ar mais veloz, ora com um toque a mais de modernismo, como nos discos mais atuais. Sinal de evolução, tanto na musicalidade como no profissionalismo do grupo. Tudo isso ainda percorre o desfecho do álbum com ‘Sons Of Pest’ e a dobradinha ‘Black Wind’ e ‘Whore Of The Unlight’. É gratificante ver uma banda nacional conseguir alçar vôos mais altos e se aprimorar a cada dia que passa. Com o lançamento de “Southern Storm” o Krisiun mostra que está vivendo uma grande fase, pois tem em mãos um disco bem produzido e repleto de faixas que ainda vão dar o que falar. Que venha agora a tour de divulgação! Krisiun - Southern Storm (2008) ![]()
helomar aguiar
said:
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| esse cd é excelente! muita agressividade! krisiun! |

| peso total! |

| krisiun fez um excelente trabalho nesse disco! Peso total! |
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