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Resistance Metal Fest: Belo Horizonte | Resistance Metal Fest: Belo Horizonte |
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| Por Rafael Almeida e Reynaldo Trombini | |||||||||||
| 16 de agosto de 2008 | |||||||||||
Após uma extensa e organizada divulgação um bom público compareceu as dependências do Lapa Multshow em BH para acompanhar o Resistance Metal Fest. O festival que aconteceu no último dia 09/08 contou com um cast encabeçado pela banda Eminence, que lançou oficialmente o seu novo disco, batizado de “The God off All Mistakes”. Mas parece não ter sido apenas esse o motivo do bom comparecimento da galera, afinal, alguns fortes nomes do underground mineiro também “deram as caras”. As bandas Dynasty, Khyrius, Escarpus, Hellcome e Hell Trucker ajudaram a apimentar ainda mais o festival, que teve seu início marcado para 19h30. Horário mais uma vez, que serviu apenas como fachada, tendo em vista que a banda responsável por abrir o evento iniciou sua apresentação por volta de 20h30. Uma hora depois do horário marcado para o início do festival, sobe ao palco o Dynasty, banda responsável por abrir a noite. O quinteto formado por Nahor (vocais), Tuta (guitarras), César (guitarras), Samuel (baixo) e Ricardo Linassi (bateria) apresenta seu novo trabalho "Warriors of the King" e infelizmente tocou para o menor público da noite, tanto devido ao fato de várias pessoas chegarem deliberadamente mais tarde ao Lapa, quanto ao fato de vários ainda se encontrarem na portaria do local e/ou nos bares das redondezas. O grupo apresentou um heavy metal direto, mas sem abrir mão de passagens técnicas bem trabalhadas, que mostram a capacidade e confiança dos integrantes. Além das composições próprias, a banda incluiu em seu set list dois covers, de modo a manter a platéia atenta, e que foram muito bem escolhidos. No meio do show, a platéia ouve ‘To Hell With The Devil’, do Stryper, mas foi mesmo no final do show que a agitação foi ao máximo com a conhecida ‘Wasted Years’, do Iron Maiden. Pouco antes desse último cover o vocalista Nahor anuncia que, devido a estar trabalhando em outro continente não pôde ensaiar a música corretamente para esse show e pediu a participação da platéia. O que é uma pena, pois nos momentos que cantou, demonstrou ótima performance interpretando o clássico feito famoso por Bruce Dickinson. A próxima atração, o Escarpus, traz um thrash metal “old school”, influenciado por bandas dos anos 80 e 90. O grupo vem com Lêxa (vocais), Eder Marques (guitarras), Alexandre Marques (guitarras), Luiz Gustavo (baixo) e (de novo!) Ricardo Linassi (bateria). A banda apresentou um show de músicas próprias, do seu debut “Fear”, cujo nome explica a própria temática abordada pela banda nas letras: “os medos do ser humano em diferentes contextos históricos e culturais”. O show começou com uma introdução instrumental com as cortinas ainda fechadas. Entretanto, elas não foram abertas a tempo de a banda emendar a primeira música, ‘Face to Face’, o que causou uma falta de continuidade desconfortável na fluidez do show. A partir desse momento, o show ocorreu em grande estilo, com a platéia demonstrando seu apoio às agitadas canções em moshs e “batendo cabeça” loucamente. Quarenta minutos depois de subir ao palco e executar algumas de suas composições, o Escarpus se despede da platéia, que certamente curtiu muito a apresentação do grupo. Por mais uma vez, uma banda com bastante disposição e fortes composições apresentou seu trabalho no Resistance Metal fest. Intercalando com os vocais agressivos da atração anterior, vem ao palco o Khyrius, que conta com um estilo mais voltado ao power metal, com toques progressivos. A banda se apresentou com Felipe Koopk (vocais), Matheus Henrique (guitarra), Matheus Costa (bateria), Paulo Freitas (guitarra) e Felipe (baixo). A banda apresentou canções de seu primeiro trabalho, “A Prision of Lies”, e contou com forte presença do público de sua cidade natal Sete Lagoas, que compareceu em peso ao festival. Mesmo exibindo técnica apurada dos integrantes, o show do Khyrius foi pontuado de problemas. Para começar, o banner de fundo não foi trocado antes do início do show e a banda acabou tocando praticamente metade de seu tempo de palco ainda com a bandeira do Escarpus ao fundo. Além disso, em alguns momentos olhares mais atentos conseguiram perceber certa falta de entrosamento dos integrantes, que muitas vezes se entreolhavam para se situar musicalmente em relação aos companheiros. Já um destaque positivo do show foi à execução de “Fire”, composição instrumental da banda e que mostra sua veia progressiva. O vocalista Felipe assume o baixo, mas continua com atitude de front-man ocupando o centro do palco e se aproximando da platéia. Em uma clara menção ao Dream Theater, a canção tem momentos de destaque individual dos instrumentistas (onde Felipe mostra que não sabe só cantar, o que faz muito bem), mas passagens de conjunto intrincadas que testam o entrosamento da banda, e onde o Khyrius, novamente, teve alguns tropeços. De qualquer maneira, uma boa apresentação dos setelagoanos, que buscam se lançar no cenário da capital e merecem atenção. A quarta atração é mais uma que vem escrevendo bem seu traçado dentro do cenário mineiro, com apresentações em eventos de porte mais elevado já há algum tempo. Exemplo disso foi à última apresentação do grupo no Wacken Metal Batlle, em BH. O Hell Trucker, formado em 2002, trouxe mais uma vez seu poderoso death metal, com canções próprias que já não são novidades para quem costuma freqüentar as apresentações da banda formada atualmente por Fraga (vocal), Manfredo (bateria), Spencer (guitarra) e Bernardo (baixo). Mesmo sendo apenas um coadjuvante devido ao fato de não ser headliner do festival, a banda cumpriu muito bem o seu papel e conseguiu ganhar admiração quase unânime da platéia, que assistiu animada a primeira canção ‘Soul Corrosion’, que integra a primeira demo do grupo. Mesmo tendo direito de usufruir um tempo relativamente reduzido, a banda mostrou muita disposição para aproveitar cada minuto que lhe foi dada como oportunidade, e claro, não decepcionar. Então era de se esperar toda a agitação peculiar do vocalista Fraga, que abusa de linhas fortes e agressivas, como na sequência composta por ‘City Of The Living Dead’ e ‘Psalm of The Maggots’, respondida a altura pela platéia que abriu alguns moshs e agitou de forma voraz. A banda vem conseguindo cada vez mais entrosamento e canções mais encorpadas em cima do palco, variando entre a velocidade e toda a ferocidade já característica do grupo, evidenciando bastante a destreza de seus integrantes. Depois de aproximados 40 minutos e muita interação com a galera, além de quatro canções, era chegada a hora de ‘HellSecker’ selar mais um capitulo proveitoso na carreira do Hell Trucker. Com canções executadas à risca, e o melhor, resposta positiva da galera. Mais do que merecido! Parece que toda a boa atmosfera positiva e o bom relacionamento público/banda que circulou no show do Hell Trucker conspiraram, também, a favor da penúltima atração, o Hellcome. O grupo formado por Rodrigo Fonseca (vocal), Fabio Debrot (guitarra), Marco Aurélio (baixo) e Rogério Castro (bateria) trouxe para o público canções do disco que a banda acaba de disponibilizar. E por vários momentos, o guitarrista Fábio Debrot anunciou sobre a venda do material, além de camisas com o logo da banda. Ainda bem, pois o grupo vem em uma crescente interessante se analisado a apresentação no Resistance Metal Fest. Usando o mesmo padrão de tempo das bandas anteriores, foram executadas as canções que integram o recente debut, todas com muita animação e entrosamento de sobra. Após a intro (gravada especialmente para o show), a banda abre com uma novidade que está fora do disco lançado. A novíssima ‘Hellvolucionow’ já dava menções que o show seria mesmo de arrepiar. E foi, pois além de apresentar o baixista Marco Aurélio a banda ainda trouxe no set canções que se resumem em pura brutalidade, riffs furiosos e participação inspirada do vocalista Rodrigo Fonseca. Faixas como ‘Stronger Than Ever’, ‘Lokomotive’ e ‘Whatta’ mostraram que o quarteto está bem afiado ao vivo e que o trabalho de estúdio promete ser de bom nível, com bastante peso. O Resistance Metal Fest também serviu como uma ótima chance para o grupo divulgar seu trabalho, provar novamente sua força e rechear ainda mais o currículo da banda, que já tocou ao lado do Brujeria em dezembro de 2007. Bom show, interessantes participações individuais e canções bem executadas marcaram os quarenta minutos que a banda esteve no palco. Assim satisfazendo o bom público presente no Lapa Multshow. Público que parecia ansioso para não perder nada da atração principal. Não tardou, apenas alguns minutos de ajustes e sobem ao palco os músicos Alan Wallace (guitarra), André Márcio (bateria), Wallace Parreiras (vocal) e Bruno Pessoa (baixo) para divulgarem o excelente ‘The God off All Mistakes’, lançado recentemente. Mesmo se tratando de um recente trabalho, as canções já estavam na boca da galera que cantou a maioria, abriu vários moshs e ainda acompanhou de forma muito animada todo o show, que se iniciou por volta de meia-noite. Não é por acaso que o Eminence conquistou muito sucesso e reconhecimento ao longo dos anos de estrada, os discos 'Chaotic System’ e ‘Humanology’ repercutiram da melhor forma possível e trouxeram o status de uma das grandes forças do metal nacional. Com o lançamento agora de ‘The God of All Mistakes’, ainda melhor! Então o que esperar de um show do Eminence em uma noite com um público bastante animado? “Muita porrada” e agitação do início ao fim. Isso realmente não faltou, a energia e empolgação dos rapazes em cima do palco é algo assustador. Após a agitada abertura com ‘Enemy Inside’ seguida de ‘Citizen Zero’, um grande momento. A execução da canção ‘The god of All Mistakes’ gerou bastante euforia logo em seu riff inicial, executado por Alan Wallace que foi rapidamente acompanhado pelos seus companheiros de banda, resultando em momentos de pura brutalidade unidos a boa repercussão que a primeira faixa do novo disco ganhou ao vivo. Os admiradores do vocalista Wallace Parreiras saíram do Lapa com a “alma lavada”, pois o front-man é impecável ao vivo, não só no quesito agitação, mas também em termos de musicalidade. Interessante a variação entre os vocais urrados e momentos mais melódicos no decorrer das faixas do novo disco. A divulgação do novo disco foi realmente inspiradora, ainda figuraram no set ‘Writen in the Dust’ e a solicitada ‘Day 7’ (primeiro single de ‘The God of All Mistakes’) que sem dúvida se tornou um dos grandes momentos da apresentação. O pesado arranjo foi executado à risca, com já notável e tradicional competência do ex-overdose André Márcio, um dos grandes bateristas do cenário mineiro, que também despejou toda sua ferocidade em ‘Injected Lies’. Por alguns momentos entre uma canção e outra o vocalista Wallace Parreiras se comunicava com a platéia, agradecendo bastante a presença de todos. Não era para menos, o público cumpriu muito sem seu papel e compareceu em ótimo número ao festival. Mas quem apareceu agora foi Bruno Pessoa, seu baixo distorcido ditou o ritmo da veloz e empolgante ‘Stainer’, faixa que encerra o novo material. O trabalho de André Márcio e Bruno Pessoa aparece da melhor forma possível e servindo como boa um grande acompanhamento para que a guitarra se tornasse simplesmente impecável durante a longa apresentação do grupo. Apresentação que parecia não desgastar nem um pouco todo o público atento ao show, logo sobrou animação para que fossem executadas a nova ‘Resistance’, ‘Evolution’, ‘Undermind’ – uma das melhores do novo trabalho, ‘Hawking Radiation’ e ‘Devil´s Boulevard’, outra recém lançada. Totalizando um pouco mais de uma hora sobre o palco, sem motivos para descanso. Como já era de se esperar, após um set focado no novo disco a banda se retira do palco para que em alguns minutos fosse executado o BIS, e nesse caso, de forma mais do que caprichada com uma versão potente da conhecida ‘Rota’, cantada em português. Após vários agradecimentos e bastante saudação do público a banda se retira do palco, deixando o Lapa com a melhor impressão possível e um show memorável no currículo. Um dos grandes shows na capital em 2008 e um bom aperitivo para o grupo, que embarca em setembro para a realização da turnê européia! Não só a apresentação do Eminence, mas como todo o evento acabaram se transformando em uma aula de profissionalismo, dedicação e amor a música. Novas iniciativas como o Resistance Metal Fest só indicam o fértil cenário mineiro como sendo um dos mais fortes do país. Set Eminence:
Ricardo Linassi
said:
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| Só esclarecendo que do cd Fear foi apenas tocada a Battles for the Unknown; as outras fazem parte do novo CD Face to Face a ser lançado ainda este ano. Obrigado a todos por prestigiarem os shows. Afinal, todo mundo fala que não evento bom de metal em BH... eis um evento digno de ser assistido. Parabéns à produção do evento. Metal forever !!! |

| boas bandas, mas o eminence não devia deixar de tocar musicas do maravilhoso chaotic system, lançado em 99 pela cogumelo, mas valeu |

| Agradeço em nome da banda, ao pessoal do Eminence pelo apoio e oportunidade concedida a nós. Também ao público que lá estava e nos ajudou bastante. Logo, logo estaremos de volta com um show completo e o novo CD em mãos, desejamos que o metal mineiro, independente de estilos ou otras diferenças, possa voltar a ser o mais forte do Brasil. E finalmente, mais uma vez ao pessoal do Metal Clube, pelo belo trabalho que tem prestado à esta causa. |

| Excelente resenha do Rafael Almeida e do meu amigo e xará Reynaldo Trombini, parabéns a todas as bandas, proporcionaram shows de nível realmente muito bom e o Metal Clube tava lá mais uma vez registrando tudo, gostaria também de colocar uma observação quanto ao material oferecido pelas bandas com um preço muito barato e de muita qualidade talvez seja esse o caminho certo a se tomar. |
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