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Shows e Festivais
Joe Satriani: Belo Horizonte | Joe Satriani: Belo Horizonte |
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| Por Rafael Almeida | |||||||||
| 06 de agosto de 2008 | |||||||||
Para começar muito bem o mês de agosto, Joe “O Professor” Satriani deu uma aula de virtuosismo, musicalidade e feeling no Chevrolet Hall. O guitarrista apresentou músicas de seu novo trabalho “Professor Satchafunkilus and the Musterion of Rock”. E algumas outras bem conhecidas do público, que assistiu extasiado.
As portas da casa de shows se abriram relativamente cedo, o que causou uma entrada organizada, com fila pequena (e certo alívio para aqueles que desde muito cedo já esperavam para entrar e conseguir um lugar mais à frente). Faltando cerca de uma hora para o horário marcado de 22 hrs, os roadies já se movimentavam ajustando os mínimos detalhes. Cerca de 21:40, o Chevrolet Hall já se encontrava significativamente mais cheio, e os técnicos pareciam terminar os últimos ajustes. O show não parecia que ia atrasar. E não atrasou. Muito pontualmente as luzes se apagaram, e sem cerimônia nenhuma (nem mesmo a tradicional vinheta de introdução da casa – que é muito freqüentemente escrutinizada pelo público ansioso pelo show – foi mostrada nos telões), Satriani aparece ao canto do palco e já empunha sua guitarra, dando um sorriso para a platéia enquanto discute algum detalhe com seu roadie. O público, meio surpreso, meio eufórico, fotografava furiosamente o guitarrista (ou pelo menos tentava), iluminando o palco com inúmeros flashes já antes da primeira nota.
O som começa a rolar com os pick scratches (é impossível falar de Joe Satriani sem utilizar algumas – na verdade muitas – expressões relativas à guitarra) de I Just Wanna Rock (veja no YouTube), música de seu mais novo disco, e que já ganhou um clipe promocional (veja em www.satriani.com). Com uma camisa com uma estampa de um alienígena (um dos temas favoritos do músico), o próprio Satriani foi o primeiro a entrar (mesmo) no palco. Em seguida, músico a músico, foi entrando a banda que o acompanhava, formada por Jeff Campitelli na bateria, o dançante Stuart “Stuuuuuuuu” Hamm no baixo e Galen Henson na segunda guitarra. A canção fala do desejo de um robô de ir a um show de rock, e, muito adequadamente, conta com seu tema principal sendo executado pela voz de Joe, modulada por um talk box.
Em seguida, ainda do novo álbum, vem Overdriver, introduzindo um clima mais místico na apresentação, como é a temática do CD de que faz parte, ao contrário da primeira música, que mesmo fazendo parte do novo trabalho é mais festiva. Voltando 20 anos no tempo, a próxima música é a “suingada” Satch Boogie (veja no YouTube), um clássico cujas primeiras notas já fizeram o público vibrar de nostalgia.
Antes da próxima música, Satriani pára pela primeira vez para falar com o público, e ‘nos agradece por trazê-los de volta a esse belo lugar’. Obviamente ele ou se referia ao país ou se enganou de cidade, pois é a primeira vez que o guitarrista se apresenta em BH. Em seguida, o “Professor” apresenta a banda (veja no YouTube). A luz individual de palco não ilumina o baixista Stu quando ele é mencionado, o que faz Joe dizer que ‘ele não precisa de luz’. Pudemos ouvir algumas vaias isoladas enquanto o baixista era apresentado. Na verdade, vaiar Stu Hamm já virou certa tradição nos shows de “Satch” desde o DVD Live In San Francisco. Segundo o próprio baixista explica em seu site oficial, isso aconteceu devido às pessoas prolongarem seu nome quando o gritam (“Stuuuuuuuu”), o que acaba parecendo uma vaia. Verdade ou não, os presentes que “vaiaram” Hamm pareciam estar mesmo fazendo piada, já que o baixista, carismático e competente, não deixou motivos para tal.
Apresentações feitas, Satriani anuncia Ice Nine, do mesmo álbum da música anterior, o Surfin’ With The Alien. A música expõe outro tema recorrente abordado pelo guitarrista, a ficção científica (Ice Nine é uma arma secreta do governo americano na série Cat’s Cradle). Ao fim da música, após uma breve pausa para aplausos, Joe mostra todo o seu domínio do instrumento brincando de mudar a nota da microfonia, enquanto Henson empunha um violão para darem início à aclamada Flying in a Blue Dream.
Antes da próxima música, mais uma interação com a platéia, e Satriani diz que, ‘apesar da próxima música não fazer realmente parte do novo álbum, eles a tem tocado por aí’. E completa: ‘essa música é sobre ver fantasmas em todo lugar’, iniciando assim a execução de Ghosts, que é na verdade a faixa-bônus do novo CD para quem o compra pelo iTunes. Ainda de “Professor Satchafunkilus”, ouvimos então a bela Revelation.
Na seqüência, temos Super Colossal, e em seguida, Joe, sozinho, improvisa um calmo blues, enquanto se aproxima do microfone e declara: ‘deixe-me falar para vocês de uma música... eu tive que escrevê-la para um filme alguns anos atrás (Joe se referia ao filme ‘Say Anything...’, ‘Digam o Que Quiserem’ no Brasil)... ela começou desse jeito (se referindo ao blues que tocava), mas eu acabei tornando-a muito mais rápida que isso’. E completa: ‘ela se chama One Big Rush’, partindo para a execução da animada canção (veja no YouTube), que se enquadra no grupo de clássicos mais antigos de Satriani. Quase sem parar, as luzes são abaixadas para a execução da mística Musterion (veja no YouTube, no mesmo vídeo da música anterior), música que abre o novo CD do guitarrista e empresta seu nome a parte do título do trabalho.
A próxima canção é Time Machine, com direito a novo comentário de Satriani, que diz que ‘nessa turnê estão misturando músicas antigas, de 10, 15, anos atrás, com músicas do novo CD, e isso é tudo como uma máquina do tempo’. Partimos para Cool #9, que mostra mais uma vez a musicalidade do guitarrista com seus pick scratches realmente melodiosos, antes de pedir que a platéia repita, em coro, o fraseado blueseiro da introdução da música. Durante a execução da música, pode-se ver mais claramente a criatividade de Joe com seu pedal oitavador, outra de suas ‘marcas registradas’.
Após a exótica Andalusia, o baixista Stu fica sozinho no palco para exibir sua técnica e animação para a platéia em seu longo solo de baixo (veja no YouTube), que na verdade foi em sua maioria composto por trechos de composições próprias do músico (como Nostalgia, Flow My Tears e Country Music [A Night In Hell], e Count Zero), e rendições ‘baixísitcas’ de temas famosos, como Linus And Lucy (Peanuts), e Star Trek, com inserções de temas brasileiros, como Aquarela do Brasil e outro que, muito provavelmente de maneira intencional, lembrava o clássico “Olê, olê olê olê” que costumamos cantar para saudar as bandas em shows. Enfim, uma grande demonstração de habilidade e simpatia do baixista, e fica a dica: quem gostou, confira o trabalho solo do baixista, que é realmente muito bom. A segunda parte do show pareceu reunir a maior concentração de clássicos da carreira de Joe Satriani. Tanto que, logo após voltar ao palco, o guitarrista inicia a execução da balada Cryin’ (veja no YouTube), uma de suas músicas mais aclamadas, e que certamente emocionou a platéia com a beleza de suas notas. Em seguida, The Mystical Potato Head Groove Thing, que ostenta em seu ‘refrão’ uma das técnicas pela qual Joe é mais lembrado, a de tocar as notas somente com a mão esquerda , segurando o braço da guitarra com a mão direita. Temos então outra balada, Always With Me, Always With You (veja no YouTube), uma das músicas mais famosas do repertório de Joe. Continuando a seqüência de tirar o fôlego, um hino: a animada Surfin’ With The Alien empolga a platéia, e ao terminá-la, Joe agradece a platéia (‘vocês foram um público fantástico, obrigado!’), e os músicos se despedem da platéia com um sorriso irônico, parecendo nem eles mesmo estarem acreditando na encenação que faziam.
Encenação, pois, como todos já desconfiavam, o show não terminaria ali. Mal a banda pisou fora do palco e começaram os gritos chamando pelo guitarrista, e, enquanto o chão literalmente tremia, os músicos voltam no palco e é colocado mais um microfone, para o guitarrista Henson. É iniciada a execução de Crowd Chant, música com forte participação da platéia, que faz literalmente parte da música. Para fechar a noite, Joe sozinho executa os harmônicos naturais característicos de Summer Song, que são seguidos pela platéia, extasiada e que canta a melodia juntamente com a guitarra de Joe durante praticamente a música inteira.
Ao final da música, Joe, Stu e Galen jogam palhetas para o público, e deixam o palco pela última vez com uma longa reverência. O show do Professor, parte da incrível seleção de shows históricos que passaram e que vão passar pela capital mineira este ano, vai ficar na história da cidade, e fica uma ponta de esperança para nós, que depois de ver Steve Vai e Joe Satriani na mesma cidade, vejamos os dois juntos no mesmo palco numa apresentação do G3. Set List:
THRASHER
said:
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| Fantástico!!! esta palavra resume o show de um dos melhores nomes da guitarra elétrica. |

| vi o show de SP, realmente uma noite memorável, e ótima resenha essa parabéns! |

| RAFAEL SEU COMENTÁRIO FOI NOTA 10, FALOU TUDO DO QUE REAMENTE FOI O SHOW AQUI EM BH. QUE O MESTRE SATCH, APÓS TER CONHECIDO ESTE FANÁTICO PÚBLICO DE BH VOLTE MAIS VEZES PARA NOS LEVAR AO DELÍRIO PLENO COM SUAS MÚSICAS BEM EXECUTADAS. VALEU PROFESSOR SATCHAFUNKILLUS LONG LIVE FOR YOU |
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