| Concreto - Quanto custa a vida |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||
| 04 de agosto de 2008 | |||||||||
Anos de estrada, reconhecimento maior a cada disco e muita maturidade adquirida ao longo do tempo. É em cima desses fatores que já circula desde o início de 2008 o novo trabalho da competente banda mineira Concreto, o disco batizado de “Quanto custa a vida”. Além de suprir um grande intervalo entre um disco e outro (aproximados quatro anos), o novo disco do Concreto apaga o alto nível de ansiedade que trafegava nas veias dos fãs e ainda apresenta o primeiro registro de estúdio de seu novo baterista, Teddy, que substitui o ex-membro Alysson Hell. Vale destacar antes de qualquer análise a boa iniciativa do grupo de dar os devidos créditos para o antigo baterista, que conforme consta no encarte do disco tem participação em três das vinte faixas do novo trabalho. O que imaginar de um novo trabalho de um grupo vencedor e cada vez mais merecedor de seu sucesso? Um disco excelente, bem produzido, e impulsionado por toda a química que acompanhava seus antecessores, unidos à boa dose de amadurecimento e experiência. Palavras que definem bem todo o percorrer das vinte faixas do material. Aliás, é de se causar certa estranheza o número elevado de faixas para um único trabalho, porém, “Quanto custa a vida” é repleto de interlúdios entre uma canção e outra. E as tais vinhetinhas já aparecem nas duas primeiras faixas, para que só depois, os músicos Marcelo Loss (baixo e vocal), Túlio de Paula (guitarra e vocal), Adriano Fidélis (guitarra) e Teddy Almeida (bateria) iniciassem a empreitada de forma mais completa. Após as breves e experimentais ‘Os anjos e as nuvens’ e ‘O primeiro sonho’, surge a primeira canção, faixa que leva o nome do disco. A furiosa canção é pesada, passeia por estilos mais calmos e ricos em melodia, além de trazer toda a “viagem” que o quarteto transmite desde os primórdios, com direito aos vocais gritados do excelente músico Túlio de Paula. Um grande cartão de visita, digamos agressivos e indispensáveis! Também já está na boca da galera a trabalhada ‘O Impostor’, canção que vem logo depois. A quarta faixa é mais uma de se tirar o chapéu e representa bem o estilo adotado pela banda no decorrer de sua carreira. Por mais uma oportunidade, guitarras eletrizantes e revezamentos nos vocais, ora com Marcelo Loss, ora com Túlio de Paula. O resultado? Potente Hard Rock! Os interlúdios novamente apimentam o disco, agora com quarenta segundos bem aproveitados à frente de um violão, intitulando a quinta faixa de ‘Led’. Mas o melhor mesmo estava por vir. A swingada ‘Sem saída’ carrega em seus breves três minutos riffs que ecoam por todo andamento da faixa, com mais uma participação magistral de Túlio de Paula. Não é de hoje que os fãs do grupo idolatram a versatilidade do guitarrista. Quando não “detona” com riffs e solos matadores, o músico incrementa qualquer canção com linhas de vocais inspiradoras. Foi assim também na faixa ‘O Salmo’, por vários minutos ficou evidente todo o bom trabalho das guitarras, vinculadas aos eletrizantes arranjos de Teddy Almeida na bateria. Vale lembrar que o novo baterista é tão bom quanto seus antecessores e boa parte do peso encontrado em “Quanto custa a vida”, deve-se a ele. Mas na nona faixa, nada de peso ou agressividade. Pelo contrário, está presente a bela ‘Viver sem Saber’, mais uma daquelas faixas calmas, que prioriza a melodia com bons arranjos e linhas de vocais simples. Como aperitivos alguns rápidos solos e algumas lembranças do primeiro trabalho do grupo, que possui direcionamento idêntico ao de ‘Viver sem Saber’ por vários momentos. A décima canção também é indispensável quando o assunto for relacionado a sucessos do Concreto. Tudo indica que a depressiva ‘O Sonho II’ será mais uma daquelas que marcará a carreira do grupo, pois a canção conta com um pouquinho de cada característica que a banda traz em seus álbuns, como arranjo “viajante”, vocal melodioso e solos “pra dar e vender”. Na sequência uma canção, no mínimo, curiosa. A pesada ‘Quero sair daqui’, surge com riffs interessantes executados por guitarra e baixo, além de marcante desempenho da bateria de Teddy Almeida, uma união proveitosa. Mas tudo durou pouquíssimo, com um minuto e meio, um assobio faz com que a música seja interrompida sem motivo aparente. “Sacada original”! Por falar em originalidade, mais um daquelas breves faixas regadas apenas a violão. Dessa vez, na décima segunda faixa, a simples e bem cantada ‘Paz no vento’ serve apenas como aperitivo para ‘Ianques’. Incrível, hard rock de primeira! A canção começa da forma mais empolgante possível, com Marcelo Loss atingindo grandes marcações com seu baixo e ao mesmo tempo abrindo espaço para que as guitarras assumissem a comissão de frente da faixa. Nos versos, calmaria de sobra e inspiração, que logo são substituídos por muita distorção e variações rítmicas. O ouvinte agradece! Abanda soa bastante eclética nesse novo disco. Mesmo tendo uma veia hard rock quando se trancam em estúdio. Porém, em vários momentos os músicos soam de forma bem influenciada por outras vertentes ou direcionamentos. A alegre ‘Fantasmas’ tem refrão pop e arranjo similar ao estilo citado. Não é por isso que a décima quarta faixa é menos importante que qualquer outra. É uma característica do novo disco, cada faixa tem seu espaçinho garantido nos bons resultados que o grupo possa vir a conseguir com “Quanto custa a vida”. Mas os mais radicais e puros fãs do Hard Rock que o grupo aposta terão motivos para dizer que a próxima canção bem perto do ápice do disco. Não é exagero nenhum dizer que ‘Esquinas’ é surpreendente e uma das mais qualificadas no meio de tantas e diversificadas canções. Nela, as distorcidas guitarras aparecem firmes, com bases criativas e momentos mais velozes, velocidade que também se enquadra na “cozinha” de Loss e Teddy, resultando em outra obra-prima do Concreto. É difícil saber se a banda consegue melhor resultado com baladas ou músicas mais pesadas. Afirmação que toma grande porte ao acompanhar a suave e original ‘Caminhando’, outra que possui violões e atmosfera alegre. Para se ter uma noção, ‘Caminhando’ é algo que lembre a canção ‘Aquele que tem’, do segundo disco. Já chegando ao fim, aparece a longa ‘Cartel a Pátria’. Longa mesmo, difícil ver uma canção com quase dez minutos vinda das mãos de Marcelo Loss e Túlio de Paula. Porém, não é esforço acompanhar atentamente a penúltima faixa, pois ela carrega o “amontoado” de influências e direcionamentos que não só esse disco possui, mas que a toda carreira da banda já apresentou para os fãs. Nunca é bom aguardar tanto tempo por um disco de uma banda que admiramos. Mas no caso do Concreto, valeu à pena esperar. É indiscutível que todo esse tempo serviu para que o disco fosse produzido da melhor forma possível e conseguisse fazer com que a banda subisse mais um degrau em sua carreira. Anos se passam e a banda consegue manter uma regularidade de dar inveja a muita gente no cenário musical. Com o lançamento de “Quanto custa a vida”, o Concreto se firma ainda mais e de forma categórica, principalmente no cenário mineiro. Se continuar assim, uma coisa é certa: o próximo será ainda melhor! Concreto – Quanto custa a vida (2008) ![]()
Alisson Cruz
said:
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| Como sempre os trabalhos da Banda Concreto são excelentes e não poderia ser diferente com "Quanto Custa a Vida". Vale a pena conferir os shows, os caras põem pra quebrar. Abraços |

| Disco pirante, pirante!! Maravilhoso.. sonho II é viagem perfeita de arranjos! Parabéns pelo trabalho!! |

| Long Live Concreto! Parabens pelo novo trabalho! Abraços |
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