Entrevistas
Marcio Mota - Rockwalk Brasil | Marcio Mota - Rockwalk Brasil |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||||
| 27 de julho de 2008 | |||||||||||
Um projeto espetacular vem chamando bastante a atenção dos amantes do Rock nacional. Trata-se do RockWalk Brasil, projeto que homenageará os grandes nomes brasileiros em uma espécie de Calçada da Fama. Em conversa com o Metal Clube, o organizador do projeto Marcio Mota nos conta detalhes e várias novidades sobre o RockWalk Brasil. Metal Clube – Olá Marcio, desde já agradecemos a oportunidade.
Marcio Mota - Eu é que lhes agradeço pelo interesse. Obrigado. Metal Clube – Conte-nos um pouco sobre o RockWalk Brasil. Quando surgiu a idéia do projeto e quem são seus principais fundadores? ![]() Marcio Mota - Na realidade, trabalhamos com eventos temáticos, entre eles o BeatleFEST Brasil e a ExpoCINEMA, entre outros, especialmente desenvolvidos para Shopping Centers. Em 2006, iniciamos as primeiras pesquisas sobre um novo tema, batizado de “ExpoRock And Roll”, minha grande paixão desde sempre. Nossa primeira viagem a Los Angeles não demorou a acontecer, pois, assim como o fizemos para criar e produzir a ExpoCINEMA, fomos direto a Meca do rock mundial, visitamos museus, lojas, bares, casas de shows e todos os guetos californianos a procura de material para compor o assunto. Num desses vôos, caímos na Sunset Boulevard, Hollywood, bem na RockWalk, a Calçada da Fama do Rock, em frente à Guitar Center e ao lado da Sam Ash, duas famosas megastores de guitarras, o playcenter dos roqueiros de todo o mundo. A primeira intenção era fotografá-la e reproduzi-la para a exposição sobre o Rock and Roll, da mesma forma que o fizemos com a calçada do cinema de Hollywood. Voltando ao Brasil, no entanto, aquela imagem não me daria mais sossego, e até fluir a idéia da RockWalk Brasil seria apenas uma questão de tempo. Aliás, de muito pouco tempo. E a Expo Rock And Roll não dançou, apenas deu um tempo para que o novo projeto, que costumo chamar de “o projeto da minha vida’, pudesse nascer e vingar. Metal Clube – A versão nacional do projeto tem uma diferença em relação ao RockWalk americano, inaugurado na Califórnia em 1985. A idéia do projeto nacional é ser itinerante, não é? Explique um pouco sobre isso. Marcio Mota - Sim. Em nossa pesquisa, acusamos um número de visitantes / turistas que vão a L.A. conhecer a RockWalk americana, muitas vezes inferior ao que poderíamos obter expondo a nossa “Calçada da Fama do Rock Brasileiro” em Shopping Centers pelo Brasil afora, sem contar que facilitaria extremamente o acesso aos fãs de rock e outros interessados pelo fato de ser itinerante, levando assim literalmente a calçada ao visitante em todas as partes do país. Atualmente temos cerca de 600 Shopping Centers no Brasil, além dos que se encontram em construção. E a conta é simples. Se podemos estar em, no máximo, quinze Shoppings por ano, já que nos meses de dezembro a fevereiro os mesmos se concentram nas campanhas de Natal e, portanto, não captam eventos externos, levaríamos 40 anos para estarmos em todos, teoricamente, afinal, nem todos eles possuem infra-estrutura para receber o projeto, sem contar que ao longo dos anos outros empreendimentos irão surgir. Metal Clube – Para a realização do projeto estão previstas cerca de noventa placas, que deverão trazer literalmente todos os nomes das celebridades que ajudaram a escrever a história do Rock brasileiro. Grandes nomes do Rock Nacional serão lembrados no RockWalk Brasil, tais como Roberto Carlos e Rita Lee, por exemplo. Como é o critério de avaliação para a escolha dos homenageados? Marcio Mota - Somos um comitê formado por seis pessoas no total. Entre nós temos músicos profissionais e consagrados, produtores musicais e formadores de opinião, e todos, com capacidade indiscutível para avaliar cada nome, além de credibilidade irretocável. Alguém levanta uma sugestão, todos votam e eu, como fundador-presidente do comitê e do projeto como um todo, faço o convite formal ao artista indicado à homenagem. Algo meio parecido com Hollywood, guardadas as devidas proporções. Metal Clube – No último dia 11 de julho em BH, o projeto homenageou os paulistas do Shaman. Toda a celebração aconteceu em cima do palco e “interrompeu” o show do grupo, despertando olhares curiosos de todos os presentes. Ao fim, uma homenagem com direito a gravações para o DVD que a banda prepara para esse ano. Esse padrão de homenagem será adotado com outras bandas premiadas? Marcio Mota - Havia uma sugestão semelhante dada pela banda Dr. SIN e posteriormente pelo Roupa Nova, casos que ainda não aconteceram por questões de agenda. No entanto naquele dia com o Shaman rolou, após um papo a respeito com o Thiago, o vocalista do grupo, que topou a idéia na hora. A gente faz no camarim, no palco, na casa do artista, no estúdio, durante um programa de TV, no meio da avenida Paulista ou no telhado de algum prédio, ou aonde a imaginação de nossa equipe ou do homenageado puder chegar. Metal Clube – Além de contar com a impressão das mãos dos músicos, o RockWalk ainda contará com a exposição de guitarras que levarão a assinatura dos artistas. Explique um pouco melhor essa idéia. Marcio Mota - As placas, após a maturação do concreto especialmente desenvolvido para a RockWalk Brasil, de no mínimo 30 dias, recebe um tratamento específico com pequenos retoques se necessários, um acabamento tipo marmorização, uma moldura de metal dourado, e finalmente uma placa em latão em baixo-relevo com o nome do homenageado, local e data da captação. A idéia das guitarras surgiu para incrementar ainda mais a exposição, torná-la mais atraente do ponto de vista visual. Essas guitarras, expostas em cases especiais com tampos de vidro temperado, deverão ficar ao lado de um grande painel que trará um perfil do artista, biografia, discografia, e muitas fotos, incluindo as tiradas durante as cerimônias de captação das impressões e dos autógrafos nos instrumentos, um verdadeiro ‘certificado de autenticidade’ das peças. Além de tudo, ainda haverá expositores de vidro trazendo muitas peças e objetos pessoais dos homenageados, assim como roupas e/ou acessórios que utilizaram em algum show ou evento, desenhos, songbooks, livros, amuletos e outras curiosidades e gostosas excentricidades dos astros, formando um arsenal curiosíssimo e de valor inestimável, uma verdadeira relíquia para os fãs e a história do rock brasileiro. Metal Clube – Falando um pouco mais da atualidade, como você avalia o atual cenário do Rock brasileiro? Na sua visão, quais os principais fatores que diferenciam o Rock atual com o de décadas atrás?Marcio Mota - Talvez eu seja muito suspeito para essa opinião, já que estou com 49 anos e vivi Led, Pink Floyd, Supertramp, Slade e Yes, entre outros desse quilate e dos Beatles, no topo da minha lista, além de uma boa parte da Jovem Guarda com o Tremendão, Mutantes, Raul e por aí afora. Também experimentei o rock de cima do palco, quando viajei parte do Brasil fazendo bailes e pequenos shows. Produzi também muitos shows com Erva Doce, 14 BIS e Jorge Bem, A Cor do Som e etc., sempre muito roqueiro, mas, afinado com (quase) todas as tribos do momento. No entanto, o óbvio, é que, para mim, antigamente, era necessariamente fundamental ter talento para gravar um disco e fazer sucesso; hoje, acredito que o que importa para as gravadoras é ter lucro e para o artista é ter sucesso. A qualquer custo, mesmo que em detrimento da qualidade. Metal Clube – Qual sua opinião sobre a “moda” dos mp3's? Até que ponto ela pode prejudicar o Rock ou qualquer outro estilo de música? Marcio Mota - A fila anda. E se o mercado lança o MP3, MP4, free downloads, blu-ray, bluetooth, dita a ordem do dia. Mas amanhã será também um outro dia. E quem viver verá. Metal Clube - Como você avalia toda a repercussão que o RockWalk vem conseguindo na mídia especializada? Os artistas também têm aceitado imediatamente o convite para participar do projeto, não é? Marcio Mota - No ato. É difícil você recusar um convite para um evento onde você é o homenageado, não? Sem contar que, acredito, ninguém faz sucesso à toa. Tem que ser alguém especial. E alguém especial, logo vê que sua participação empresta ainda mais prestígio ao projeto, e afinal, o Brasil também é faminto culturalmente. Então vamos alimentar nossas futuras gerações, e deixar, no mínimo, o fantástico registro da história do rock brasileiro. Aliás, gostaria de deixar aqui, oficial e definitivamente, o meu muito obrigado, assim como também o de todos os cidadãos brasileiros de bem, a todos os artistas, produtores, assessores e empresários, que tão bem tem recebido nossa equipe e fomentado ‘o projeto da minha vida’, e que, se Deus quiser, há de se tornar um documento de relevante importância para as futuras gerações. Metal Clube - Márcio, toda nossa equipe deseja muito sucesso ao Rockwalk e lhe parabeniza pela iniciativa. Esperamos ver o RockWalk rodando por todo o Brasil! Marcio Mota - Nos veremos em BH, pessoalmente, em nossa primeira estada com a RockWalk Brasil. Quem viver verá. Obrigado. Rockwalkabraços para todos de sua equipe. Marcio Mota
jose k silvelin
said:
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| BRILHANTE. Já estava na hora de alguém fazer algo pelo rock nacional, e a idéia é genial. Vamos prestigiar. |

| Esse trambiqueiro promovia um festival de Beatles. Participei com minha banda na época, vencemos e até hoje não recebemos o prêmio, que seria uma viagem para Liverpool. TRAMBIQUEIRO. |

| o brasil estava mesmo precisando de uma calçada da fama,otima ideia vc teve,boa sorte |

| Parabens Marcio,o Brasil esta mesmo precisando de grandes iniciativas como essa. |
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