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Guilherme Falanghe - Vanquish Imprimir E-mail
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Por Reynaldo Trombini   
28 de junho de 2008
O início do mês de julho será bastante agitado para os paulistas do Vanquish, pois a banda desembarca em Minas Gerais para duas apresentações ao lado de um grande nome do Metal nacional, o Shaman. 
 
Em conversa com o Metal Clube, o vocalista e guitarrista Guilherme Falanghe conta sobre a expectativa do grupo para os shows nas cidades de BH e Conselheiro Lafaiete, além de boa parte da história da banda.

Metal Clube – Olá, Guilherme! Agradecemos muito pela oportunidade e desde já desejamos excelentes shows em território mineiro.

Guilherme Falanghe - Obrigado! Eu é que agradeço.

Metal Clube – O Vanquish se formou em 2002 e conta com o disco “Crossbones”, um material gravado sem grandes investimentos e de forma totalmente independente. Conte-nos mais detalhes sobre a história do Vanquish.

Guilherme Falanghe - Começamos em 2002, em São Paulo. Naquela época, a banda tinha uma formação um pouco diferente e também não se chamava Vanquish. O primeiro nome da banda foi Bad Harvest . Foi só depois que trocamos de baterista (entrou o Maurício) e gravamos o “Crossbones” que decidimos mudar o nome, pois percebemos que as pessoas em geral tinham uma dificuldade em pronunciar “Bad Harvest”, então mudamos para Vanquish (Verbo inglês que não tem uma tradução muito específica.  Significa algo como “conquistar” ou “derrotar em batalha”) .

A história do “Crossbones” é meio engraçada, pois na época nós não tínhamos a menor intenção de gravar um álbum completo. Queríamos gravar uma demo só com algumas faixas, mas quando chegamos ao estúdio, simplesmente resolvemos que seria mais interessante gravar o álbum todo, já que já estávamos ali...

Metal Clube – Ouvindo algumas canções de “Crossbones”, notamos faixas bem trabalhadas e ricas em melodia. Quais são as principais influências da banda?

Guilherme Falanghe - Acho que a maior influência do Vanquish é o Metallica, príncipalmente na época do “Black Álbum”. Sempre me espelhei nas composições de James Hetfield (especialmente as letras) quando compunha minhas próprias músicas.  Além disso, nossas composições são influenciadas pelas mais diversas fontes. Se ouço algo que me agrada, provavelmente lembrarei mais tarde e  isso se refletirá, mesmo que sutilmente, nas musicas da banda.

Além de Metallica, algumas boas fontes de inspiração são Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Dream Theater,  Queen,  Led Zeppelin,  Deep Purple, etc.

Metal Clube – Já estão marcadas apresentações da banda ao lado de um dos ícones do Metal Nacional,  o Shaman. A expectativa é grande, não é?  Como vocês encaram essa boa oportunidade e até que ponto isso pode ser favorável para a carreira do Vanquish?

Guilherme Falanghe - Estamos bastante ansiosos por esses shows. Adoramos o contato com o público e tocar nesses eventos é sempre um grande prazer para a banda.

Os caras do Shaman têm sido muito legais com a gente, dando uma baita força.  Acho que isso pode trazer grandes benefícios para a divulgação de nosso trabalho. Realmente é uma oportunidade de ouro e pretendemos  fazer o melhor possível para tirar o maior proveito dela.

Metal Clube – A banda vem se apresentando com freqüência no underground paulista? Explique para a gente como o Vanquish vem divulgando seu material e como tem sido a receptividade do público.

Guilherme Falanghe - Na verdade, faz algum tempo que não tocamos em São Paulo, mais por conta das gravações do novo álbum, que vem sendo desenvolvido há alguns meses.

Em geral, ficamos muito felizes com a maneira com que o público recebe nossas músicas. Houve até mesmo uma ocasião onde pude ver do palco algumas pessoas que eu não conhecia, e que não conheciam nossas músicas até então, começarem a cantar junto depois do primeiro refrão.  Isso pra mim não tem preço,  é uma mostra da excelente energia do público brasileiro sempre de portas abertas para novidades.

Metal Clube – Os shows por Minas Gerais estão marcados para os dias 11 e 12 de julho, em Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiate. Será a primeira oportunidade da banda em Minas Gerais? O que a banda tem a dizer do público mineiro?

Guilherme Falanghe - Na verdade,  já tocamos em Minas. Abrimos  para o Shaman no festival  Roça ´n Roll em Varginha. Foi bem legal. O público mineiro nos recebeu com um grande carinho, o que nos deixou bem à vontade com o pessoal.  A vontade que dá é de descer do palco e cumprimentar a galera um a um.  Que pena que nem sempre dá pra fazer isso.

Metal Clube – Especificamente em Belo Horizonte, existem ainda mais três bandas de abertura que dividirão o palco com o Vanquish. As bandas For Bella Spanka, Rosa Ígnea e Witchhammer são muito conhecidas do público mineiro e têm bastante força nos palcos de Minas Gerais, um motivo que talvez obrigue o Vanquish a superar toda a “preferência” da mineirada pelos grupos locais. Chegaram a pensar sobre isso?

Guilherme Falanghe - Não gosto muito de pensar em termos competitivos em relação a outras bandas.  O Rock não é um esporte e acho que é isso que o torna tão interessante. Pessoalmente, gosto bastante do contato com outras bandas. Sempre há algo a se acrescentar nesse convívio. É uma experiência muito enriquecedora, não só musicalmente.

Metal Clube – Você consegue diferenciar o público mineiro do público paulista?

Guilherme Falanghe - Pelo que percebemos até agora, os headbangers mineiros têm uma característica meio “Die-Hard”  na hora do show. Não importa se faça chuva ou se faça sol, barro, lama..., eles agitam pra valer e curtem o show como ninguém.

É uma galera muito divertida e é muito bom tocar para eles.

Metal Clube – Shows de grandes nomes com várias bandas de abertura têm sido normais no cenário nacional. Talvez seja essa a melhor forma das bandas sem muito espaço divulgarem seu trabalho, não?  Como vocês avaliam o cenário nacional?

Guilherme Falanghe - Todos sabem que o cenário do Rock nacional é bem difícil. Existe uma barreira que não deixa as bandas novas chegarem ao público facilmente. Felizmente, existem essas bandas já consagradas, como o Shaman,  que sabem ver a riqueza musical presente em bandas ainda não descobertas  e dão essa chance inigualável de se apresentar para um público grande e conquistar o apoio da galera.

Metal Clube – Alguma surpresa no set dos shows em Minas? Querem adiantar algo sobre isso?

Guilherme Falanghe - Surpresa?...  Bom, se eu dissesse, deixaria de ser, não?

De qualquer forma, preparamos um set list sob medida para a galera curtir bastante, com várias músicas conhecidas e algumas do nosso novo álbum.

Metal Clube – Vamos encerrando por aqui. Agradecemos e nos vemos dia 11 em Belo Horizonte. Deixe uma mensagem sobre o que os bangers de Minas podem esperar do Vanquish.

Guilherme Falanghe - Gostaria de mandar um grande abraço para todos os roqueiros de Minas e outro em nome do resto da banda que também está realmente entusiasmada em tocar para o público mineiro novamente.

Até dia 11! Esperamos ver vocês lá!

Guilherme

Vanquish.
 
 
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