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Diego Oliveira - Sacriffice Imprimir E-mail
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Por Reynaldo Trombini   
03 de maio de 2008
O Sacriffice tem conseguido ganhar cada vez mais espaço no cenário underground de BH. O responsável por isso é o EP “Streets of Fear”, recentemente lançado de forma totalmente independente. O Metal Clube conversou com o guitarrista Diego Oliveira sobre o trabalho e as demais novidades sobre o Sacriffice. Confira!
 
Metal Clube – Olá, Diego. Antes de começarmos, gostaríamos de agradecer a oportunidade.

Diego – Eu que agradeço a oportunidade de conversar com vocês e falar mais sobre o que é o Sacriffice. Vamos lá!

Metal Clube – Os atuais membros do Sacriffice já passaram por outros grupos antes de se juntarem à banda. A boa dose de experiência parece ter contribuído para o bom trabalho em “Streets of Fear”, não é mesmo? Conte-nos detalhes sobre as experiências musicais dos atuais membros.

Divulgação Diego - Gabriel, Gustavo e eu começamos juntos a tocar em uma banda de White Metal. Com o tempo sentimos necessidade de expandir nossa música e infelizmente o estilo e o ambiente colocavam algumas restrições. Então formamos uma banda de covers do Metallica, chamamos o Vitor que já tocava em uma banda de Pop/Rock e mais para frente o Bin (Fabrício), que já era músico profissional com uma longa bagagem. Antes de virarmos Sacriffice e fazermos nosso primeiro show, ficamos dois anos na garagem treinando e isso ajudou no entrosamento musical da banda. Toda a mistura de gostos gerou o “Streets of Fear”.

Metal Clube – Ouvindo as quatro faixas de “Streets of Fear”, podemos notar boa produção e canções impulsionadas pelo tradicional Heavy Metal. Como a banda avalia o resultado final das canções do EP?

Diego - Estamos orgulhosos desse resultado. Tínhamos muito medo de que nossas canções não soassem com a mesma força que ao vivo, por isso, trabalhamos muito em todas elas. Temos ‘Streets of Fear’ que tem uma levada mais Power Metal com boas levadas do Gustavo, temos ‘Killing in Your Name’ e ‘Red Garden’ que até hoje não sei que estilo elas são (risos) e ‘The Great Dictator’ que é mais Thrash - “a lá” Megadeth. Conseguimos fazer um trabalho tradicional que não soa tão tradicional assim. (risos)

Metal Clube - Quanto tempo a banda demorou para finalizar todo o processo de composição de “Streets of Fear”? Fale sobre as principais dificuldades que envolveram não só as gravações, mas também as composições e a produção.

Diego - Começamos as gravações no final de novembro do último ano e terminamos no final de Janeiro desse ano. Foram mais de dois meses dentro do estúdio. Treinamos muito para começar a gravar já que não queríamos perder tempo, fomos para lá com as músicas prontas, mas mesmo assim o processo foi lento, queríamos que tudo ficasse excelente, então, não podíamos correr. Íamos mais ou menos três vezes ao estúdio por semana e ficávamos lá em torno de sete horas por dia. Cansou mas valeu.
Nossa principal dificuldade foi a distância de nossas casas até o estúdio, já que quase todos os membros moram em São José da Lapa. Já chegávamos cansados, pois a viagem durava duas horas e ainda íamos começar a gravar. Era bem desgastante.

Metal Clube – No ano de 2004, o Sacriffice foi fundado com o objetivo de tocar covers de Metallica. A banda levava o nome de MetalBreath. Essa proposta durou cerca de um ano e meio e não teve nenhuma apresentação ao vivo. Se analisarmos a atual sonoridade do grupo, podemos concluir que o a banda optou por um estilo diferente das composições do Metallica em seu EP. Conte-nos um pouco sobre essa vontade de fazer covers do Metallica e também sobre o direcionamento da sonoridade do grupo, que deixou o Thrash Metal e optou para o Heavy um pouco mais tradicional.

Diego - Desde o início a minha proposta, do Gabriel e do Gustavo era formar uma banda que tocasse músicas próprias, mas sempre tentamos ser o mais “pé no chão” possível, então optamos a evoluir musicalmente primeiro através dos covers e depois partir para um vôo maior. Escolhemos o Metallica por que essa era a banda que tínhamos em comum.
Todos na banda escutam toneladas de coisas diferentes todos os dias, eu adoro escutar bandas do underground nacional e isso acaba ficando marcado em nós. Se houver uma influência na banda que realmente vale para todos e aparece em nossas músicas é o Dream Theater.

Metal Clube – Vocês são de São José da Lapa, cidade do interior de Minas Gerais. O fato da banda não ser da capital traz mais dificuldades, como oportunidades de show, conquista do público, etc?

Diego - Dificulta, mas não o tanto que parece, já que todos os integrantes fazem algo na capital (estudo ou trabalho), fora o fato do Gabriel morar em Venda Nova, bairro de Belo Horizonte. No começo tínhamos dificuldade em levar público já que nosso trabalho era desconhecido no meio Heavy Metal, mas aos poucos essas dificuldades estão desaparecendo à medida que conseguimos ganhar certo reconhecimento. Hoje através da internet tudo fica mais próximo e isso facilidade a banda a desenvolver contatos para shows e festivais.

Metal Clube – Falando agora do recente EP, Diego. Ele contou com uma produção especial vinda de Renato Kojima, baixista do Rosa Ígnea. Por que o músico foi escolhido para a produção? Como foi trabalhar com o Kojima?

Diego - Já tínhamos ouvido vários bons comentários sobre as bandas produzidas pelo Renato, como o Helltown e o próprio Rosa. Depois de uma boa conversa decidimos gravar com ele. Renato nos trouxe toda sua sabedoria e paciência japonesa (risos), ele foi fundamental para o resultado do trabalho, deu ótimas idéias que foram muito bem vindas foi muito paciente e o principal de tudo, tornou – se um grande amigo, gerando um clima agradável mesmo durante as cansativas sessões de gravação, sem contar a grande capacidade como música que ele tem.

Metal Clube - Outro detalhe interessante em “Streets of Fear” é uma detalhada biografia da banda, com fotos e até um vídeo clipe. Uma boa oportunidade para quem ainda não conhece ficar por dentro de toda a trajetória e objetivos do grupo, não é? Como surgiu essa idéia?

Diego - Queríamos além de dar um bom trabalho musical para o público, darmos também algo mais, que não fosse forçado e sim chamativo, surgiu à idéia do multimídia. Eu dei a proposta para que Gabriel e Gustavo produzissem o arquivo.

Metal Clube – Apesar de ainda recém lançado, quais as impressões que o Sacriffice tira desse primeiro trabalho? As impressões positivas, inclusive dos próprios membros do Rosa Ígnea que gostaram muito do trabalho de vocês, têm se confirmado nos fãs, de uma forma geral?

Diego - O trabalho vem sendo recebido da melhor maneira possível, temos críticas construtivas negativas e positivas, mas, ambas fazem-nos crescer mais. A cada dia aumenta a quantidade de pessoas que vem nos procurar para saber notícias da banda. O EP até agora nos rendeu um lugar na coletânea Web. Hell da Freemind Records, a execução de nossas músicas em várias rádios online, inclusive uma de Portugal e uma proposta para participar de uma coletânea da Argentina, entre outras coisas. A quantidade de shows vem subindo vertiginosamente, fora muitos elogios nos shows. Isso realmente nos deixa muito orgulhosos e com mais vontade de fazer logo um cd oficial.

Metal Clube – O cenário tanto nacional como de BH vem sendo cada vez mais disputado, com várias bandas surgindo e lutando com muita dedicação para garantir um espaço na cena. A pergunta é inevitável para as bandas que surgem agora. Como vocês avaliam o atual cenário nacional?

Diego - Existem muitas bandas ótimas no cenário Heavy Metal, que vem crescendo mais e mais, porém o apoio parece que caminha em outro rumo. Existem muitos organizadores que tentam manter espaço para bandas que estão começando, e até para bandas que já tem certo tempo de estrada, mas esse espaço dificilmente é expandido, simplesmente pela falta de apoio de grandes empresas ou marcas relacionadas ao meio. Então muitas vezes o destino de bandas que surgem agora e não tem recursos ($) é tocar em bares ou pequenas casas de show, sonhando um dia que alguém as reconheça. O Brasil tem uma cultura de que o Rock é para baderneiros, seja pop ou não seja nada. Essa é a realidade que maioria das bandas de Heavy Metal enfrenta atualmente. O que nos resta fazer? Correr atrás e soar muito a camisa.

Metal Clube – A banda tem conseguido algumas apresentações na capital mineira. Como foram as últimas apresentações do Sacriffice? As canções conseguiram boa repercussão ao vivo?

Diego - Esse ano fizemos uma apresentação na casa de show Matriz e estamos participando das eliminatórias para o Camping Rock, que caminha para a final. O público está respondendo muito bem as nossas músicas, passando muito energia para a gente durante a execução. O mais legal de tudo é ver as pessoas tentando cantar as músicas mesmo muitas vezes sendo o primeiro contato com a banda, isso é realmente demais.

Metal Clube – O grupo já trabalha em novo material? Fale para nós detalhes sobre o futuro do Sacriffice.

Diego - Estamos planejando participar de várias coletâneas e desfrutar um pouco de nosso recente trabalho, mas estamos também em fase de composição e prevemos entrar novamente em estúdio para gravar o álbum entre setembro e outubro de 2008.

Metal Clube – Toda a equipe do Metal Clube agradece mais uma vez e parabeniza a banda pelo lançamento de “Streets of Fear”.

Diego - Obrigado ao Metal Clube que sempre esteve ajudando muito as bandas que estão surgindo. Valeu pela força. Até logo!
 
Comentarios (2) >>

Dimao said: _

  Dá-lhe Sacriffice!
É bom ver os caras colhendo os frutos de um trabalho árduo e ingrato!
junho 15, 2008

André Dias Domingues said: _

  EU ACHO QUE O UNICO PROBLEMA DO SACRIFFICE É O GUITARRISTA DIEGO POIS JÁ FUI EM VÁRIOS SHOWS DELES E ELE É MUITO ESTRELINHA, PARECE QUE ELE SE ACHA O MELHOR DO MUNDO DIEGO NA BOA CARA SEJA MAIS HUMILDE POR QUE VC NEM TOCA TANTO ASSIM, E O SACRIFFICE SO ESTÁ EM ALTA POR CAUSA DO BATERISTA GUTÃO E O VOCALISTA FABRICIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!FORA DIEGO.
junho 12, 2008
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