Entrevistas
Fábio Rocha - Shining Star | Fábio Rocha - Shining Star |
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| Por Reynaldo Trombini | |
| 22 de abril de 2008 | |
Formado em 2001, o Shining Star pode ser considerado atualmente como um dos grandes e mais bem trabalhados projetos do metal nacional, tendo em seu currículo participações de músicos conceituados como os irmãos Andria e Ivan Busic, ambas da banda paulista Dr.Sin. O Metal Clube conversou com o fundador do Shining Star, o guitarrista e produtor Fábio Rocha. O músico nos conta tudo sobre seu projeto e ainda detalhes sobre o mais novo trabalho, o álbum ‘Reset’. Metal Clube – Olá Fábio. Gostaríamos de agradecer pela oportunidade e gostaríamos de saber quando começou seu interesse por música e desde quando vem essa idéia de montar um projeto próprio. Fábio - Eu que agradeço a oportunidade de divulgar pelo Metal clube o meu mais novo trabalho chamado "RESET". Comecei a tocar guitarra aos 13 anos por achar um tipo de arte que me chamava à atenção, mas decidi realmente me tornar músico após conhecer o trabalho daquele que considero o meu mestre na guitarra: o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen. Por longos anos pratiquei, estudei vários guitarristas e estilos e no ano de 2000 resolvi montar o meu primeiro projeto chamado de "Fabio Rocha´s Shining Star". Metal Clube – Quais são suas principais influências como guitarrista?Fábio - Atualmente a minha maior influência é o guitarrista canadense Jeff Waters do Annihilator, mas Yngwie Malmsteen, Ritchie Blackmore, Richie Kotzen e Van Halen fazem parte do meu time preferido. Metal Clube - O Shining Star teve seu início em 2001, com o lançamento do álbum ‘Fatal Mistake’. O primeiro trabalho ficou marcado pela participação dos irmãos Andria e Ivan Busic, da banda Dr.Sin. Já no segundo material, foi à vez do vocalista americano Lance King (Balance of Power) apimentar o projeto. Conte-nos detalhes de como surgiu à idéia de montar o Shining Star. Porque a escolha por novos músicos a cada disco? Fábio - A Idéia de montar o Shining Star nasceu naturalmente da minha vontade de mostrar as minhas composições as outras pessoas e de mostrar o tipo de arte que sei fazer para um público maior. Quanto às mudanças de formação, são devidas as diferentes características de cada disco. Não tenho pretensão de fazer sempre o mesmo cd, gosto de evoluir e o Shining Star tem evoluído ao longo do tempo, antigamente no Fatal Mistake nosso som era um hard/heavy, o Reset é um álbum totalmente diferente de todos. É um trabalho que eu diria que é exclusivamente metal. Metal Clube – Falando mais do passado, o disco ‘Fatal Mistake’ conseguiu ótima repercussão em território nacional. Como você avalia o trabalho realizado naquela ocasião? Conte-nos detalhes sobre a escolha dos irmãos Busic e do vocalista Nando Fernandes (Cavalo Vapor). Como foi trabalhar com eles? Fábio - Como todas as bandas nacionais tivemos inúmeros problemas com a gravadora da época que dificultou em muito a nossa trajetória com o primeiro cd, resumindo, nada foi feito em termos de divulgação, a gravadora apenas nos explorou financeiramente e nada mais. Quando entrei em estúdio admirava muito o trabalho dos Busic, então liguei para o Ivan e ele me pediu demos do projeto para ouvir, enviei e depois de algumas semanas eles me ligaram dizendo que estavam interessados em participar da gravação e do shows com a banda e até hoje tenho um imenso carinho e respeito por eles. São pessoas do mais alto caráter com quem já convivi na minha vida pessoal e musical, quanto ao Nando Fernandes não tenho nada a declarar. Metal Clube – Como você avaliou o resultado final de ‘Fatal Mistake’? Já esperava tanta repercussão? Fábio – Para ser sincero não, pois era o meu primeiro trabalho, porém havia uma expectativa legal pelo fato de ter músicos conhecidos participando do projeto, o álbum foi eleito por uma pesquisa do site da Rock Brigade como um dos 100 melhores discos de metal de bandas brasileiras e alcançou altíssimas notas fora do pais nos reviews de sites e revista especializadas em rock e metal. Metal Clube - Após 1 ano e meio, é gravado o segundo álbum do Shining Star, o disco intitulado de ‘Enter Eternity’, lançado apenas nos EUA. Qual o real motivo do lançamento do trabalho apenas em solo americano? Fábio - Para o disco "Enter Eternity" fechamos contrato com uma gravadora chamada Frontline, que deu inicio ao projeto, mas faliu no meio das negociações causando empecilhos jurídicos que impossibilitaram o lançamento do cd no Brasil. Metal Clube – Você pretendia lançar o trabalho também no Brasil?Fábio – Sim, óbvio. Gostaríamos muito que o Brasil conhecesse o "Enter Eternity", temos um Myspace nos EUA com aproximadamente 12.000 membros e com mais de 70.000 mil visitas, este álbum foi muito bem recebido e vendido nos EUA e EUROPA. Metal Clube – Para não ser diferente de seu primeiro registro, o álbum ‘Enter Eternity' também agregou nomes de peso. A bola da vez ficou a cargo da participação do americano Lance King (Balance of Power) nos vocais. Além disso, o vocalista também colaborou com a produção do disco. Não é isso? Fábio - Sim, após a sua saída do Balance of Power, Lance havia ficado sem banda e decidimos usá-lo para fazer este álbum. Ele topou e o fez muito bem, se trata de um grande vocalista. Quanto à produção, ele somente produziu seus vocais e o resto do álbum foi todo produzido por mim. Metal Clube – Quais os principais pontos positivos que Lance King trouxe para ‘Enter Eternity’? Fábio - Lance King é um vocalista versátil que tem uma enorme experiência em gravação, domina muito bem a técnica de cantar, é uma pessoa fantástica e amigável. Sem dúvidas o melhor vocalista com quem já trabalhei na minha vida. Metal Clube - Para dar continuidade ao projeto, houve nova reformulação para gravação de ‘Reset’. O material pode ser considerado um dos melhores já gravados até hoje. Você, na visão de músico, concorda com essas afirmações? Conte- nos detalhes sobre a escolha dos atuais membros. Fábio - Concordo com você, é com certeza o trabalho mais técnico e mais diferente do que já havíamos feito, devido às afinações das guitarras para D, letras mais agressivas, musicas mais diretas e menos melódicas, isso fez com o som se modernizasse bastante, criando uma textura de sonoridade diferente dos outros álbuns. Quanto à escolha não foi difícil, pois já havia trabalhado com o Juliano no Enter Eternity e conhecia também o irmão dele, Rodrigo, que acabou gravando os baixos. Por último se juntou ao time Ricardo Parronchi que é baixista da banda Destra, mas que acabou descobrindo que gostava bastante de cantar e resolvemos apostar nele. Os fãs irão gostar muito do trabalho dele neste cd. Metal Clube – Só após dois anos do lançamento do segundo disco, o Shining Star aparece novamente com ‘Reset’. Existe algum motivo especifico pela grande intervalo entre um trabalho e outro? Fábio - Existe sim, passei um período longo de depressão amparado por antidepressivos constantes que me deixavam impossibilitado de raciocinar direito e até prejudicavam minha técnica no instrumento. Cheguei a ficar quase dois anos sem pegar na guitarra devido a essa má fase que enfrentei na minha vida, por isso o álbum se chama RESET, era hora de reiniciar. Metal Clube – Voltando agora para as composições, o novo trabalho conta com uma linha mais agressiva, arranjos mais pesados e menos utilização dos sintetizadores. Também é notório que a banda vai criando uma identidade própria, ficando cada vez menos ligada a influências. Tal direcionamento ocorreu de forma natural? Até que ponto os novos músicos influenciaram nesse material? Fábio - Estamos cada vez mais longes das nossas influências e isso continuará assim enquanto o Shining Star estiver na ativa, é claro que no processo de gravação de um disco cada músico da uma opinião e vamos pegando as melhores idéias, mas geralmente toda estrutura musical desde riffs de guitarras, linhas vocais, letras, levada de bateria e outros são compostos por mim, ficando a cargo dos músicos executá-las e melhorá-las ao seu ponto de vista. Não sou nenhum ditador, apenas traço o caminho e deixo com que os músicos façam suas partes. Metal Clube – A exemplo dos outros discos, o mais recente material já tem lançamento previsto na Europa. Não é? Fábio – Sim! Nossa expectativa é de lançá-lo na Europa ainda este ano. Metal Clube - É evidente o objetivo e forte desejo que você tem de sempre divulgar seu material fora do país. Consegue distinguir a principal diferença entre o mercado nacional e o internacional? Fábio - Basicamente é o profissionalismo. Aqui no Brasil a cena ainda é muito amadora, alguns querem que você vá tocar com a banda de graça, sem equipamento legal e péssima divulgação. Prefiro ficar em casa vendo as boas bandas que gosto e admiro nos dvd´s que tenho do que perder meu tempos nessas roubadas. Já no exterior as coisas que dizem respeito a musica são vistas com outros olhos: mais profissionalismo e mais responsabilidade com o trabalho musical dos artistas. Metal Clube – Como está a agenda do Shining Star? A banda vem se apresentando com freqüência? Conte-nos detalhes. Fábio - Não, estamos bolando uma agenda legal para fazermos uma tour pelo país. Ainda não temos isso definido. Metal Clube – Fábio, mais uma vez gostaríamos de agradecer pela oportunidade e atenção, além de parabenizar seu excelente trabalho. Deixe um recado para nossos leitores e aproveite para informar aos interessados, como adquirir seu material. Valeu! Fábio - Para adquirir o cd basta acessar o site da www.silentmusic.com.br , em São Paulo em qualquer loja da galeria do rock ou nas lojas especializadas em metal do Brasil. Também é possível no Myspace da banda (www.myspace.com/shiningstarofficial ) e no Myspace americano (www.myspace.com/shiningstar7 ). Se você tem uma banda ou algum trabalho artístico e gostaria de ser produzido por mim, entre em contato pelo email Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou www.myspace.com/fabiorochashiningstar . Arte gráfica , edição, mixagens e masterizações. Confira o review do disco "Reset", acesse o link . |
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