Entrevistas
Marcelo Barbosa - Khallice | Marcelo Barbosa - Khallice |
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| Por Rafael Oliveira | |||||
| 15 de março de 2008 | |||||
A história da banda de rock progressivo Khallice começa em 1994 na
cidade de Brasília – DF. Nesta época, a banda tocava apenas covers de
grupos consagrados e que também o influenciaram como Rush, Pink Floyd e
Deep Purple.
Em 1999, com a entrada do vocalista Alírio Netto, o projeto começa a ganhar forma e culmina no álbum “The Journey”, lançado em 2002 e ganhando elogios da mídia especializada. Atualmente, o grupo é composto por Alírio Netto (vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Michel Marciano (baixo), Renato Gomes (teclado) e Maurício Barbosa (bateria). O Metal Clube teve a oportunidade de conversar com Marcelo Barbosa, que nos falou um pouco mais sobre a banda e os projetos futuros:
Metal Clube - Olá Marcelo, agradecemos desde já pela entrevista e desejamos sucesso para a banda Khallice: Marcelo Barbosa - Obrigado. Eu que agradeço o interesse. Metal Clube - Como começou o seu interesse pela música, mais especificamente o rock progressivo? Marcelo Barbosa - Comecei a tocar guitarra relativamente cedo, acho que com uns 12 anos de idade. Na época o rock nacional estava em plena evidência e eu tocava algumas músicas com amigos da minha vizinhança. Depois conheci AC/DC e Iron Maiden e pirei. Isso aconteceu mais ou menos na época do Rock in Rio I, o que fez com que eu tivesse acesso ao rock e ao metal internacional mais profundamente. Só aos 14 ou 15 anos fui apresentado por um amigo ao Rush, que acredito que até hoje seja a banda de prog que eu mais ouvi. Depois veio Yes e Pink Floyd e com aproximadamente 17 ou 18: Dream Theater. Lembro-me da surpresa de ouvir o DT pela primeira vez. Aquilo era bem diferente do prog que eu costumava ouvir, pois misturava o prog setentista com bastante do metal contemporâneo. Metal Clube - Como ocorreu a idéia de formar o Khallice? Marcelo Barbosa - O Khallice surgiu um ou dois anos depois de eu ouvir DT pela primeira vez. Na época, quase ninguém conhecia o DT e eu morria de vontade de tocar alguns covers e também de compor algo na linha. Aos poucos fui achando amigos interessados no mesmo estilo e em pouco tempo a banda estava na ativa. E compondo para a gravação do que seria a nossa primeira demo tape. Metal Clube - Por que a banda decidiu alterar as letras, anteriormente em português para o inglês? Marcelo Barbosa - Não me lembro exatamente o ano em que isso aconteceu, mas em determinado momento o Mário Linhares, que na época cantava no Dark Avenger, assumiu os vocais da banda. Ao mesmo tempo em que trocamos de vocalista, resolvemos mudar a abordagem das letras para a língua inglesa também. O fato é que o brasileiro está acostumado a ouvir rock em inglês e isso não lhe causa estranheza. O mercado europeu e japonês é a menina dos olhos de qualquer banda de metal e não consigo imaginar uma banda desse estilo entrando no mercado deles cantando em português. Resumindo, a mudança para o inglês não atrapalhava a divulgação da banda no mercado nacional e ajudava no internacional. Sendo assim, a decisão não foi difícil. Metal Clube - O Khallice já teve a oportunidade de participar em grandes festivais, além de ser a banda de progressivo com mais downloads do site www.mp3.com , mesmo sem, na época, ter um álbum completo. A que você atribui esses feitos? Marcelo Barbosa - Que a modéstia me permita, acredito muito no trabalho do Khallice. Fazemos sempre o melhor que podemos e não poupamos esforços para trazer um som de qualidade para o nosso público. Tudo o que sei é que fazemos o nosso som de coração, com verdade e entusiasmo, o resto acredito ser conseqüência disto. Metal Clube - A banda já existe desde 1994, mas só lançou o seu primeiro álbum em 2002. Por que houve essa espera? Marcelo Barbosa - Houve diversas mudanças na formação da banda devido ao fato de que todos os integrantes e ex-integrantes serem músicos profissionais. Sempre pintava um cantor pra acompanhar ou uma banda de pop que desse mais grana que metal para entrar e a formação da banda foi mudando com isso. Fora isso, há uma década atrás era muito mais caro gravar um CD com qualidade e ninguém da banda tinha condições financeiras pra bancar isso. Por incrível que pareça, o primeiro CD foi pago com uma pequena herança que a minha saudosa avó me deixou quando se foi. Mal sabia ela a quantidade de frutos maravilhosos que colheríamos deste investimento. Metal Clube - O álbum “The Journey” teve uma grande recepção mundial, considerado pelo Whiplash! como o “Image and Words” nacional. Agora vocês tiveram a oportunidade de abrir o show do Dream Theater no Rio e Janeiro. O que esse show significou para vocês? Marcelo Barbosa - Acho que a ficha ainda não caiu. A comparação com o maior ícone do prog mundial sempre é inevitável e ter sido escolhidos pela própria banda para abrir este show foi, no mínimo, uma consagração. Foi à realização de um grande sonho. O DT é referência mundial no estilo e uma grande influencia para todos nós. Tocar no mesmo palco que os caras e conhecê-los pessoalmente foi algo no mínimo muito estimulante. Fomos muito bem tratados, tanto pelos músicos quanto pela produção do DT que nos deu todo o apoio necessário para que a nossa apresentação fosse a melhor possível. Só temos a agradecer esta grande oportunidade. Metal Clube - Quais são as expectativas da banda após essa apresentação? Marcelo Barbosa - Esperamos abrir um pouco mais o mercado para nós e para aproveitar a oportunidade da melhor maneira possível. Tocar para o público da maior banda de prog da atualidade é simplesmente perfeito para uma banda do mesmo estilo. Esperamos colher bons frutos deste show. Metal Clube - Como estão os preparativos para o segundo álbum? Marcelo Barbosa - O segundo álbum está quase totalmente gravado. Mixamos cinco músicas para o EP e faremos ainda a mixagem das restantes. Estamos muito felizes com o resultado e acredito que os fãs de uma maneira geral ficarão bem entusiasmados com o resultado final. Metal Clube - Já existe a idéia da gravação de um DVD? Marcelo Barbosa - Sim, sim. Chegamos a gravar um DVD que não chegou a ser lançado por uma série de problemas que não dizem respeito a nós diretamente. É incrível como essa história rende e dá pano pra manga. Um dia eu a explico em detalhes, mas uma das coisas que aconteceu foi que a casa da pessoa que estava mixando o áudio foi roubada durante o processo de mixagem e dentre os itens levados estava o nosso HD... Metal Clube - O público mineiro já pode esperar por um show do Khallice no estado? Marcelo Barbosa - Tocamos em Belo Horizonte uma vez e acredito que tenha sido a única vez que estivemos em Minas Gerais. Esse foi um show com o Evergrey e temos excelentes recordações dele. Estamos sempre dispostos e ansiosos para tocar e seria uma grande felicidade. Infelizmente, a nossa ida depende exclusivamente do interesse dos produtores locais em levar a banda. Quem sabe através desta entrevista não fechamos algo? Metal Clube - Além do trabalho na banda, você fundou a maior escola de guitarra do Centro-Oeste e uma das maiores do Brasil (GTR). Nos conte mais sobre como surgiu esse projeto. Marcelo Barbosa - Comecei a dar aulas de guitarra cedo, aos 16 anos de idade mais ou menos. Em pouco tempo me tornei do quadro de professores de algumas das mais importantes escolas de música de Brasília na época. Como me apresentava muito pela cidade, o número de alunos foi aumentando e acabou surgindo a idéia de montar o meu próprio negócio. Descobri o meu lado empreendedor aos poucos e, graças a muita dedicação, a escola cresceu bastante se tornando uma referência no ramo aqui no DF. Metal Clube - Marcelo agradecemos novamente pela atenção e pedimos para que você deixe uma mensagem para todos os fãs do Khallice e os leitores do Metal Clube. Marcelo Barbosa - Eu é que agradeço mais uma vez. Quero deixar aqui o convite para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o nosso trabalho. O nosso site oficial é www.khallice.com.br e temos também o www.myspace.com/khallice. Até a próxima!
ALEXANDRE SANTOS
said:
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| Para quem conhece a banda, sabe como o guitarrista é excelente! Poderiam ter explorado mais na entrevista |
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