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Marcus Larbos - Panaceah Imprimir E-mail
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Por Ariane Ferreira   
20 de fevereiro de 2008
O PANACEAH, banda carioca de Metal Progressivo,  formada por Marcus Larbos (vocal), Rodrigo Dussak (baixo), Rodrigo Loonan (bateria) e Victor Lountri (guitarra), concederam ao Metal Clube uma entrevista que foi realizada durante uma “Jam”, na qual a banda estava analisando um candidato ao posto de tecladista - deixado pela membro fundador Daniel Lammas.
Sem revelar o nome do escolhido, a banda mostrou-se satisfeita com o talento demonstrado e a afinidade musical entre todos.

Originado das idéias de dois membros da banda de Rock Clássico “Cactus Peyotes”, o Panaceah é fruto de influências de Rock Clássico, Progressivo e Heavy Metal, produzindo um som único e com qualidade. Conheça um pouco mais sobre mais esta banda que está ganhando destaque na cena Heavy Metal do Brasil.

Metal Clube: Qual o significado do nome PANACEAH?

Marcus: É grego, termo usado pela alquimia. Significa: a cura para todos os males. Escolhi esse nome tanto pela sonoridade - algo que soasse o mesmo em português e inglês - bem como o significado em si.

Metal Clube: Vocês procuram um tecladista segmentado em metal progressivo? Ou procuram um talento?

Marcus: Olha, o melhor seria alguém com conhecimento em vários estilos para agregar ao som da banda, mas, é claro que alguém com conhecimento no estilo seria o ideal.

Metal Clube: Já que no momento estão sem tecladista, como estão as atividades e compromissos da banda?

Marcus: No momento estamos ensaiando e em processo de composição de novas músicas para nosso próximo álbum.

Metal Clube: Vocês já têm muito material para este futuro trabalho, já têm um direcionamento?

Marcus: Algumas idéias, mas, com certeza será mais pesado que nosso primeiro CD. Até porque, como estamos com novos integrantes na banda, as idéias e influências estão mais variadas, os direcionando para algo mais pesado e mais trabalhado.

Metal Clube: O novo trabalho será denso em todos os sentidos?

Rodrigo: Com certeza! Queremos nos aprofundar em alguns conceitos e que as letras estejam completamente entrosadas com a música do nosso próximo álbum, não será algo conceitual, mas queremos algo com conteúdo.

Metal Clube: Conteúdo? Isso é bem interessante. Vocês pensaram em focar em algo filosófico ou ideológico sem filosofia consolidada?

Rodrigo: As letras não seguirão uma temática específica, vamos deixas as músicas fluírem e aí sim pensaremos na temática das letras.

Metal Clube: Então, a temática será desenhada com um material pronto para ser escolhido?

Rodrigo: Sim, isso mesmo.

Metal Clube: O primeiro álbum é um CD muito forte, é raro ver um trabalho assim. A força da banda aumentou com tudo que foi agregado pelos novos integrantes?

Rodrigo: Primeiramente, obrigado pelo elogio.  O primeiro CD foi idealizado através de um projeto do nosso vocalista Marcus Larbos e o guitarrista/tecladista Daniel Lamas (ambos ex-membros da banda de Rock Progressivo Cactus Peyotes). Depois do cd pronto, o Daniel, devido a compromissos com sua outra banda de covers, o "Black Dog" não pôde continuar no projeto. Sendo assim, o Marcus começou a procurar novos integrantes para o Panaceah. Que somos nós!

Metal Clube: Então, a atual formação seguiu o projeto do Daniel com o Marcus e aos poucos está polindo o "Panaceah" como a sua marca?

Rodrigo: Depois da saída do Daniel, o Marcus me contatou através de um site de procura de banda Tosebanda (www.tosebanda.com.br) e me mostrou o trabalho. Fiquei muito impressionado com a qualidade do material e da gravação e imediatamente segui com ele para procurar os demais integrantes. Depois disso, contatamos nosso baterista, Rodrigo Nogueira, que já era conhecido do Marcus. E depois de algumas conversas, contatamos o Carlos e começamos a ensaiar como um quarteto. Depois de muito procurar, encontramos o Rafael (nosso ex-tecladista) e começamos a divulgar nosso trabalho, fazendo shows e levando no nome do "Panaceah" para os quatro cantos do mundo! (risos)

Metal Clube: Vocês são do Rio, certo? Como divulgar o nome de uma banda na cena do Metal Nacional num estado que tem uma cena satisfatória, mas, muito pequena se comparada às cenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Como vocês trabalham?

Marcus: Realmente é difícil. Não há muitos espaços, às vezes esbarramos com problemas para arrumar bons lugares pra tocarmos. Estamos com projeto de começarmos a tocar fora do Rio, com o intuito de divulgar melhor o trabalho.

DivulgaçãoMetal Clube: Cenas musicais como a mineira e a paulista, estão bem perto de vocês e é um bom caminho para seguir carreira. Por isso optaram por disponibilizar o CD on-line?

Marcus: É verdade, principalmente porque nenhum selo nacional se interessou pelo nosso trabalho. Não sei se o estilo não é muito rentável. Sei lá!

Metal Clube: Vocês acreditam em uma mídia pequena e movida pelos interesses comerciais?

Marcus: Acredito naquilo: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Então, o cara quer só ganhar, sem pensar na banda e opta ainda por lançar bandas de gente que ele conhece, ainda que haja outras com muita competência. No Brasil é difícil, geralmente os selos não dão respaldo para as bandas e o máximo que fazem é divulgar em revista, porque também interessa a eles. Mas arrumar shows, bancar passagens etc, isso ainda não vi e se for pra não ganhar nada, só a divulgação, então melhor que o pessoal da net possa conhecer a banda, acho mais justo. Ainda estamos tentando lançar esse álbum, mas, não podemos nos estagnar, pois temos novas idéias a caminho.

Metal Clube: E o processo criativo é o que faz a banda caminhar?

Marcus: Sempre. Acho que o percurso de toda banda é divulgar o álbum para o maior número de pessoas e sempre ter algo novo para apresentar aos fãs. Mesmo porque esse álbum já tem mais de um ano que foi gravado. No meu caso, consegui fazer um negócio legal com o resto da galera, já que nenhum deles participou das composições das faixas e consegui motivá-los. A banda hoje está completamente entrosada em todos os sentidos.

Metal Clube: Como você os motivou?

Marcus: Fazendo com que se incorporassem nas músicas, colocando detalhes pessoais, influências, mas sem descaracterizar o som e isso foi ótimo!

Metal Clube: Todos vocês são músicos em sua formação?

Marcus: O guitarrista e o baterista estudam música, sim. O baixista é autodidata, mas estuda em casa. No meu caso, canto por extinto, nunca fiz aula de canto ou algo parecido, mas tenho certa experiência, pois já fui de várias bandas de estilos diferentes.

Metal Clube: Vocês ganham a vida com a banda?

Marcus: Não, isso a gente faz por prazer mesmo, todos trabalhamos. No Brasil viver de metal, rock é bem difícil. Então, eu encaro como um hobby, uma válvula de escape.

Metal Clube: Em relação ao som, o que há de novo? Existem bandas que seguem sempre a mesma linha, a mesma base e outras que nem trocam os acordes, como fica pra vocês?

Marcus: Olha, dou muito valor a bandas que se influenciam sem copiar ninguém, coisa difícil hoje. Mas, há boas bandas, nós, por exemplo, procuramos nos influenciar por bandas que curtimos, sem nos preocupar se é a banda da moda ou não. Aliás, o nosso som é muito calcado em bandas dos 70 e 80.

Metal Clube: Aliás, ótimas influências. Eu senti um que de 'Uriah Heep' em “New messiah”?

Marcus: (risos) É uma das minhas prediletas! Aliás, uma das minhas principais influências como vocal é o David Byron! Tem gente que diz que somos um “Queensryche” com teclado e mais progressivo.

Metal Clube: “New messiah” me lembrou “Man On The Silver Mountain”...

Marcus: Rainbow! Outra influência nossa.

Metal Clube: Queensryche é bem forte nos arranjos, principalmente em “Dreamland”.

Marcus: Inclusive estamos armando pra depois do carnaval, iniciar os preparativos pra gravar um clipe dessa faixa. “Dreamland” é a minha favorita, gosto da melodia, bem atmosférica.

E geralmente gosto de por a letra de acordo com o tipo de som. De mais triste, se mais seria. Gosto quando encaixo o tema à melodia e nesse cd confesso que fui feliz nisso. Por exemplo: “Treasures and tales”, a última do CD; fala do fundo do mar, e conseguimos, com a textura do teclado e da voz, algo meio setecentista, a lá Kansas, mas, que remetesse o som ao contexto da letra. Coisas que o Iron Maiden, no “Powerslave” e no “Somewhere In time” fizeram com maestria.

Metal Clube: Vamos falar sobre turnê e planos futuros 2008? O que pode modificar o som de vocês?

Marcus: Pra esse ano, pretendemos aprontar o novo álbum, e fazer o máximo de show que pudermos, principalmente em outros estados. São Paulo e Minas principalmente, onde as coisas acontecem. Quanto à tendência do som, acredito que o som ficará mais denso, mais sombrio, com partes de vocais mais graves e agressivos e ao mesmo tempo, mais progressiva,

Metal Clube: Obrigada por nos conceder esta entrevista. Usem deste espaço para uma mensagem a seus fãs e a todos que acessam o Metal Clube:

Rodrigo: Que todos possam curtir o som e que nós possamos em breve estar tocando nossas músicas. Metal Clube, obrigado pela oportunidade!

Comentarios (5) >>

Marcelo said: _

  Cara, acabei de baixar o cd dos caras!!! impressionante!!!!! parabéns Panaceah pela qualidade do material não só nas composições, mas com a gravação e letras!!!!
espero o proximo trabalho!!!!
março 22, 2008

Pablo Mathias said: _

  Sou suspeito p/falar da banda. Sou fã dos caras como pessoa e como músicos.
Acredito no trabalho deles, em sua sonoridade, autenticidade e sinceridade quando falam que fazem o que fazem porque gostam!!!
Long Live Rock and Roll
Abraços
Pablo
fevereiro 29, 2008

Juliano said: _

  Show de bola!
fevereiro 23, 2008

Jonas said: _

  otima banda, diferente de tudo que tem por ai!!!
parabéns caras!!!
o 1° CD da banda Panaceah, Spiral of Time está disponível nos seguintes links:
sharebee http://sharebee.com/f3599d32
rapidshare http://rapidshare.com/files/74088014/PANACEAH_spiral_of_time.rar.html
zshare http://www.zshare.net/download/53511539b9614d/
badongo http://www.badongo.com/pt/file/5411084
megaupload http://www.megaupload.com/toolbar/pt/?
fevereiro 22, 2008

Mauricio Marques said: _

  Depois de ouvir tantas bandas que mantêm um estilo repetitivo do progressivo,surge o Panaceah com suas letras temáticas e filosóficas combinando arranjos experimentais do metal,que resultam num som temperamental: ao mesmo tempo light e agressivo num bom equilíbrio...com certeza o próximo passo são os clipes que vão revelar o espírito do Panaceah...Sucesso!!!
fevereiro 22, 2008
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