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Bruno Maia - Braia Imprimir E-mail
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Por Cinthia Demaria   
25 de dezembro de 2007
Recentemente o vocalista do Tuatha de Danann, Bruno Maia, anunciou o lançamento do seu projeto solo, intitulado Braia. Gravado na Irlanda, França e Brasil, o álbum já está sendo distribuído no país e será lançado na Europa no primeiro semestre de 2008.

Metal Clube: O Metal Clube agradece a oportunidade da entrevista.

Bruno - Eu é que agradeço a oportunidade de promover meu álbum. Valeu mesmo!

Metal Clube: Qual foi a idéia inicial de lançar o Braia?

Bruno - Há um tempo (talvez uns 3 anos) eu fiz duas músicas em português nessa linha. Uma chamada “Delirar” que não saiu no álbum, e a “Hamlá”, que está no disco. A primeira era uma música bem “celtona”, e “Hamlá” já era mais sombria, enigmática.  A partir daí surgiu a vontade de fazer um trabalho todo em português. E essas músicas sempre me perseguiam, e percebi que eu tinha que lançá-las. Então, com o tempo, tudo foi se solidificando.

Divulgação Metal Clube: A idéia do Braia é ser uma mescla de música celto-irlandesa, rock progressivo e algo de MPB. Você considera o projeto como algo inovador, ou apenas segue a tendência do que sempre foi a sua carreira?

Bruno - Na verdade é uma mescla das minhas principais influências como músico. A música celta é minha paixão há muito, muito tempo, assim como o rock progressivo de bandas como Yes, Genesis, Jethro Tull e Renaissance; e a MPB vem mais da música mineira, no meu caso: Beto Guedes, Lô Borges, Milton, Flavio Venturini etc. A partir daí, essa mescla surgiu naturalmente, tanto que é difícil rotular o Braia. Existem os puristas, sempre chatos, que dizem que “não é celta”. Mas não é celta tradicional mesmo, embora tenha muitas marcas de música celta, e isso é óbvio. Do progressivo a mesma coisa, pois não é rock progressivo, apenas carrega umas nuances, e da MPB também. Pode ser que na minha história como músico sempre rolou naturalmente esse dialogo de estilos, tanto no Tuatha como no Braia. Se é inovador eu não sei, mas que foge da engrenagem comum, foge. E é isso que vale nesse caso.

Metal Clube: Em entrevista cedida ao Metal Clube em abril deste ano - no evento Live Metal Brasil, quando o Tuatha de Danann se apresentou em Belo Horizonte-, você disse que o Braia passaria a mesma mensagem do Tuatha de Danann de “abrir os olhos pros seres encantados”, como o espírito da natureza. Como as músicas do Braia passam essa mensagem?

Bruno - Na verdade não é mesma coisa. Mas é o que eu acredito que precise fazer, pois isso está dentro de mim. No Tuatha também tem esse lado do “abra os olhos”, que é para a magia da vida, os espíritos da natureza e toda essa mágica que está sempre ao nosso lado, mas hoje passa totalmente despercebida para muitos. No Braia tem muito dessa mensagem, só que um pouco menos figurativa que o Tuatha. O Braia eu poderia dizer que é mais centrado nesse ponto.

Metal Clube: O Braia tem a participação do renomado Marcus Viana. Além dessa participação especial, quantos e quais foram os outros músicos que também fizeram parte da composição do álbum?

Bruno - O Marcus Viana ter participado foi sensacional! Eu sempre pirei no trabalho dele, ele é “desgraçadamente” fenomenal! Um gênio! E tive muitos amigos e até 2 companheiros do Tuatha no disco: o Giovani fez os baixos e o Edgard gravou alguns teclados. O batera foi o Anderson Alarça, que hoje toca no Liar Symphony e é um grande amigo, e como toca! Tive outras participações: do Rafael Castro (ex-Tuatha) em uns teclados, o Jamaica, Isabel Tavares do Black Coffee (que já cantou no Tuatha), a Marta Pacifico de BH que tocou violino etc. E ainda tive a oportunidade de gravar com um trio irlandês, lá em Dublin, que gravou a primeira faixa.A vocalista é a Fernanda Ohara, além de amiga é uma fantástica cantora lírica que já fez, e faz, muitos concertos eruditos pelo Brasil.
 
Metal Clube: Qual é a grande aposta do projeto?

Bruno - Não tem essa de aposta não, sabe? Lancei o disco por realização pessoal. Mas depois percebi que tem um potencial enorme... Espero, como tem acontecido, que muitas pessoas curtam o trabalho e delirem no som.

Metal Clube: Como os companheiros do Tuatha de Danann receberam o Braia?

Bruno - Ficaram de boa. Não atrapalha em nada e também é outro tipo de som. Além de ter dois integrantes da banda envolvidos no projeto.

Metal Clube: O Braia será apenas um projeto ou terá divulgação em shows?

Bruno - Vou dar continuidade sim ao Braia, pois acredito que é a empreitada mais trabalhada e elevada que já fiz. Além de compor tudo, arranjar, eu produzi o disco etc. Quero fazer shows e tudo. E acredito que dá para conciliar numa boa as duas bandas.  

Metal Clube: Como os fãs têm recebido as músicas do Braia?

Bruno - Tem sido muito legal! Tanto os fãs o Tuatha, quanto pessoas que abominam metal têm gostado do novo trabalho. A galera que curte mais celta, world music, progressivo e MPB. Está demais!

Metal Clube: Há uma previsão de quando você volta a se apresentar em BH?

Bruno - Estamos planejando isso ainda. Quando fechar algo com certeza o Metal Clube será o primeiro a saber.

Metal Clube: Deixe uma mensagem para os fãs mineiros que sempre acompanharam a sua carreira.

Bruno - Um grande abraço a todos. Muita paz e mágica nesse novo ano que se abre a nós. A todos que admiram meu trabalho, valeu a confiança. Espero vê-los nos shows em breve. Sláinte.

Metal Clube: O Metal Clube agradece mais uma vez a oportunidade da entrevista, e deseja todo sucesso ao Braia.

Bruno - Eu que agradeço ao Metal Clube pelo apoio de sempre!

braia.com.br | myspace.com/braiamusic | palcomp3.com.br/braia
 
Comentarios (1) >>

Naiara RockGirl said: _

  Comprei o cd do Braia assim q foi lançado e é realmente muito bom... os fãs (e os não-fãs tbm)do tuatha vão gostar... tds as faixas são excelentes... os músicos tds devem ter tomado da "pinga do duende maluco" pra terem feito um trabalho desses,hehehe... de "brinde" a participação mais q especial do Viana...
dezembro 25, 2007
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