Entrevistas
Giselle, Rafael e Carlos - Amazônica | Giselle, Rafael e Carlos - Amazônica |
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| Por Kleiton Moreschi | |||||||
| 13 de dezembro de 2007 | |||||||
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A banda “Amazônica” foi criada no início do ano 2000 pelo baterista
Rafael Medeiros misturando o som característico do heavy metal com
canções regionais amazonenses, além de assuntos relacionados à
mitologia e problemas ecológicos. Diferentemente da maioria das bandas
nacionais de heavy, a banda apostou nas letras em português,
facilitando assim, a compreensão do conteúdo das letras para os
ouvintes.
O Metal Clube teve a oportunidade de entrevistar os membros
da Amazônica, onde eles falam um pouco mais sobre o trabalho e os temas
característicos de suas composições, dentre outros assuntos.
Metal Clube: olá pessoal, o Metal Clube agradece desde já pela entrevista e desejamos a todos vocês muito sucesso. Giselle Laiho: nós é que agradecemos pela oportunidade! Rafael Medeiros: muitíssimo obrigado! Carlos Augusto: saudações amigos leitores do Metal Clube.
Metal Clube: bom, vocês são conhecidos pelas temáticas relacionadas à floresta Amazônica, além de tocarem em português. Qual é a reação do público ao ouvirem o som da banda pela primeira vez? Rafael Medeiros: bem, achamos que o atrativo pelo nosso som é justamente a temática. As pessoas estão começando a abrir os olhos para as suas histórias, seus costumes, folclore, sua língua nativa, língua pátria e como somos os representantes deste estilo, com certeza a procura pelo nosso som é grande devido a isso. O público tem adorado nossos shows e interagido conosco sempre. Procuramos passar nos shows aquilo que as pessoas estão vendo na internet, no MySpace, site e comentários positivos a respeito da Amazônica. Metal Clube: Percebemos que a banda está com uma agenda de shows bem disputada. O que contribuiu para o sucesso tão rápido do novo single? Rafael Medeiros: verdade seja dita, ainda nem conseguimos lançar o single que já se estendeu para 2008. Em seguida, iremos dar início as gravações do álbum, mas acreditamos que tudo é um conjunto que está sendo bem trabalhado ao longo desses 10 anos de banda. A nossa divulgação ainda está por conta da net, postais, cartas, que mandamos para os produtores de outros lugares do Brasil e do mundo. O interesse é recíproco, pois sabemos que na indústria fonográfica todos querem novidades e temos o conhecimento de que nosso som é no mínimo curioso, desperta um interesse nas pessoas, no público e nos produtores. Mas em 2008 estamos lançando o single “Verdade Farsa”, pelo selo musical Anaites-Ditro-ce e faremos uma baita divulgação nacional e internacional (Europa), com todo aparato de banda profissional. Estamos montando a logística da banda: equipe, site, camisetas, single, demo, bonés, adesivos, fotos novas e etc. Achamos que tudo isso acaba acarretando para o sucesso da banda. Metal Clube: “Verdade Farsa” é o nome do novo single da banda. O que esse nome significa? Carlos Augusto: a verdade é uma farsa. O que vivemos, atualmente, é uma farsa. Valores sendo triturados e queimados e depois transformados em cinzas. A farsa é que impera. É verdade que o Brasil e o mundo estão em pleno progresso, mas o progresso é uma farsa disfarçada. Na verdade nada progride, regride. Um exemplo: para construir um shopping será preciso desmatar alguma área verde. Quilômetros quadrados de flora são retirados do solo e dão lugar ao concreto e cimento, esgoto, poluição em geral. A “Verdade Farsa” é realidade distorcida, sem sentido, destruir para progredir. Metal Clube: vocês participam de algum projeto ambientalista? Carlos Augusto: o projeto se chama “plante uma semente” e é um projeto local. Também estamos na lista do Greenpeace, WWF, entre outras siglas que não lembro. O bom disso tudo é que reforçamos o grito pela preservação e no meio das mensagens voa a nossa, genuinamente manauense-amazonense. Metal Clube: quem é o responsável pela criação das letras e das melodias? Como é o processo de composição da banda? Carlos Augusto: de todos, pois a qualidade está relacionada na reunião das idéias, no conjunto, no todo. Isso é a prática da democracia, todos participam, mas sem impor a participação, as idéias surgem pra uns e pra outros não. Então cada um trabalha naquilo que conhece. Ninguém faz nada sozinho. Na maioria das vezes apareço com alguma idéia, um riff ou letra com riff, uma levada. Fico imaginando no clima do mato e de repente surge uma melodia, algumas frases, então pego o violão e passo para os dedos o que tenho em mente, anoto ou gravo, depois passo para o pessoal que começa a trabalhar em cima decidindo se juntamos uma coisa com outra ou desenvolvemos. Temos muitos trabalhos. Somos as peças de um quebra-cabeça. A identidade da banda é um aparato de idéias relacionadas com as nossas experiências pessoais, experiências coletivas na questão do preservar. Preservar não só a floresta, mas o corpo, a mente, o próximo, preservar a si mesmo. Metal Clube: recentemente vocês abriram alguns shows para o Shaman em uma escolha muito disputada e rígida. Como foi a reação da banda ao receber a notícia que iria abrir os shows do Shaman pelo norte do país? Rafael Medeiros: ficamos muito felizes com o acontecido, pois somos amigos do pessoal do Shaman e eles sempre apoiaram nosso trabalho. A produção do show escolheu a Amazônica por saberem que há uma afinidade musical e temática em relação ao Shaman e Amazônica, uma vez que ambas musicalmente exploram a temática indígena e suas particularidades. Temos uma amizade muito forte com o Shaman, os caras nos ajudam a divulgar por aí afora, assim como os caras do Viper e Burning in Hell. Estamos juntos sempre que possível. Metal Clube: a formação da banda mudou, saindo o vocalista Fabiano Martin e entrando a Giselle Laiho para o posto. Por que houve essa mudança e quais os motivos que ocasionaram a saída do Fabiano? Carlos Augusto: o Fabiano é uma grande pessoa. Mas o seu comportamento em relação à música é muito limitado. Conversávamos muito sobre a banda e o que eu percebia era muito sonho, sonhos exagerados. Temos uma realidade e devemos percebê-la, sim. Os compromissos devem ser respeitados. E há muito, a falta de consciência era demonstrada. Foram situações acumuladas. O Fabiano tem uma vida de rock star. A gente pena luta e o cara fica em casa descansando. Isso não é lutar. A última pisada de bola foi numa festa para um amigo nosso, o Neyzinho, ele furou. Pressionado, teve que escolher entre ficar e curtir a festa um pouquinho ou ir embora para casa, escolheu ir embora, logo, não quer ter compromisso e não leva a sério à banda. fora. E o público tem que ter consciência de que ele não é o melhor vocalista único, peço que compreendam isso. Ele saiu por que quis, não expulsamos ele. Ele escolheu ir embora e o fez. E no dia seguinte, com chances de se explicar, não compareceu ao ensaio, atitude que concretizou a sua saída. O fato é que ele foi irresponsável nos compromissos da banda. fora! Metal Clube: com a saída do Fabiano, como está o processo de gravação de vocês? Quando poderemos ter mais novidades sobre Amazônica com a nova vocalista? Rafael Medeiros: como disse a pouco, estamos re-finalizando o single, pois ele estava com a voz do antigo membro e decidimos só refazer as vozes, adicionando a voz da Giselle Laiho. Em seguida partiremos para a finalização mixagem, masterização, parte gráfica que está pronta e é só mandar bala. Achamos que para o início de 2008, o single já estará rodando por aí... (risos). Metal Clube: vocês têm muitos fãs em território mineiro. Existe uma previsão de shows no estado? Rafael Medeiros: sim, temos muitos fãs por aí, a galera nos procura pelo MySpace e Orkut direto e é por esse meio de comunicação que mandamos algo do som para todos, mesmo em versão demo para a galera já ir conhecendo o som. Bem, estamos fechando bastantes shows para a turnê de 2008 e tem uma galera de Minas Gerais super afim do nosso som por lá. Queremos tocar com os amigos da banda Sophya. Devemos aparecer por Minas acho que pelo menos no primeiro semestre de 2008, se tudo ocorrer como o combinado com os produtores. Metal Clube: bom pessoal foi ótimo a entrevista com vocês! Sucesso para a banda e o novo single. Fica aberto um espaço para que possam dar sua mensagem final! Rafael Medeiros: só quero agradecer de coração ao grande Kleiton Moreschi que sempre nos apoiou e está sempre dando essa incrível força para a Amazônica, assim como ele e sua equipe faz para a cena nacional. Vocês são incríveis! Carlos Augusto: não aceite as coisas como elas são, corremos o risco de aprender vícios. Questionem, duvidem, perguntem. Nada como se assumir incompleto. O aprendizado é a verdadeira excelência. Preserve. Giselle Laiho: bom, antes de tudo, nós é que gostaríamos de agradecer pela força frente aos novos projetos e a nova proposta que a banda assumiu comigo nos vocais. Esperamos novos contatos em breve! Saudações caboclas! Contatos/shows: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Amazô Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo http://www.MySpace.com/bandaamazonica (5592) 3223-2066/9195-8713
Thony
said:
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| Valeu pela entrevista, muita força!!! |

| MUITO BOA A ENTREVISTA |
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