Entrevistas
G. Marcus - L.E.T.A.L. | G. Marcus - L.E.T.A.L. |
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| Por Reynaldo Trombini | |||||||||||
| 09 de dezembro de 2007 | |||||||||||
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Formada em 2002, a banda L.E.T.A.L acaba de gravar o EP “Electric Sound : Personal Fury”, que conta com cinco composições próprias de um estilo que apelidaram de Groove Thrash Metal, onde se apropriam do peso do bom e velho Thrash Metal unido à um groove específico, de origem tipicamente brasileira, impulsionado por um instrumental trabalhado, vocalizações poderosas e o uso de percussões brasileiras. Em conversa com o Metal Clube, o vocalista G.Marcus conta detalhes à respeito de toda a produção desse primeiro trabalho, dentre outras novidades sobre a banda.
Metal Clube – Desde já o Metal Clube agradece a oportunidade.
G. Marcus - Eu que agradeço a vocês. Como sempre podemos contar com o apoio do Metal Clube. Muito obrigado, de coração. Metal Clube – Formado em 2002, o L.E.T.A.L já conta com quase seis anos de vida. Conte-nos um pouco mais sobre o surgimento da banda. G. Marcus - O L.E.T.A.L foi a primeira banda que tive na vida. Nesses seis anos eu já participei de outros projetos, mas o L.E.T.A.L sempre foi o meu foco principal. Tudo começou como uma coisa de moleque mesmo (risos). É aquela velha e básica história: na época me juntei a alguns amigos de colégio e iniciamos juntos uma banda de Heavy Metal. Nesse tempo a banda ainda nem se chamava L.E.T.A.L e nem possuíamos o estilo que temos hoje. Naquele tempo nós ainda estávamos descobrindo a música e o próprio Metal em si, era uma coisa mais relaxada, menos ambiciosa e obviamente muito menos profissional. Era mais diversão mesmo, apesar de que eu sempre levei tudo bastante a sério e sempre tive minhas ambições de levar a banda pra frente, procurando fazer um trabalho profissional e autoral. Os anos foram se passando, várias pessoas entraram e saíram da banda e ela passou por várias etapas, até se transformar no L.E.T.A.L de hoje. Metal Clube – A banda acaba de lançar o seu primeiro trabalho oficial, o disco “Electric Sound : Personal Fury”. O novo lançamento levou 1 ano e meio para ser finalizado, conta com 5 faixas próprias, apresenta boas composições, boa produção e mixagem. Qual a avaliação que vocês fazem do trabalho? Conseguiram o resultado esperado? G.Marcus - Estamos bastante orgulhosos do material que temos em mão, apesar dele não ter ficado exatamente como esperávamos. Nós passamos por muitos problemas durante as gravações e principalmente durante o período de mixagem devido à falta de profissionalismo, competência e seriedade da parte de terceiros. Fomos realmente prejudicados e isso foi o que atrasou a finalização do EP. Tivemos que recorrer a outro produtor para mixarmos as músicas, começando tudo praticamente do zero. Foi tudo muito complicado e muito estressante. Graças ao Felipe Lisciel, o nosso atual produtor, que conseguimos finalizar tudo e salvarmos as gravações. No final das contas conseguimos obter um resultado bastante interessante e bastante acima da média, apesar de que se tivéssemos feito tudo desde o início com o Lisciel, o resultado final teria ficado com certeza muito superior e ainda mais profissional. Mas fazer o que né? Vivendo e aprendendo (risos). De toda forma acreditamos que temos em mãos um material com bastante potencial. Quem ouviu até agora tem elogiado bastante. Metal Clube – Conforme anunciado anteriormente pela banda, o EP “Electric Sound : Personal Fury” teria seis faixas próprias, porém o disco conta atualmente com cinco canções. Qual o motivo dessa redução? G. Marcus - Pois é, isso ocorreu devido aos problemas relacionados às gravações que citei acima. Quando levamos as gravações ao Lisciel para mixagem, vimos que essa sexta música, que não entrou no EP, estava muito prejudicada. Para salvá-la teríamos que regravar boa parte dela e isso não foi possível simplesmente porque não tínhamos mais grana para bancar! Ter banda no Brasil não é nada fácil. Quem tem e leva a sério sabe como é. Realmente é uma pena, pois essa sexta música era uma música totalmente diferente das outras. Nela nós utilizamos violão e arranjos diferentes. Uma espécie de balada metálica (risos). Até chegamos a tocá-la ao vivo aqui em BH durante alguns shows e a reação do público sobre a música foram as mais variadas. Teve gente que ficou realmente triste dela não ter entrado no EP (risos). Mas quem sabe na próxima vez? Metal Clube – O EP foi um lançado de uma forma totalmente independente. Qual a principal dificuldade na produção de “Electric Sound : Personal Fury”?G.Marcus - Em primeiro lugar a falta de profissionalismo, competência e seriedade. Está cada dia mais complicado achar gente séria pra se trabalhar. E falo isso sobre todos os aspectos mesmo: produtores musicais, produtores de eventos, músicos, setores da mídia dita “especializada”, etc. Eu realmente estou muito decepcionado com o cenário de BH. Não sei se é geral, mas BH está muito fraca. O que é uma grande vergonha, pois afinal de contas foi daqui que saíram bandas de renome internacional como Sepultura, Overdose e Sarcófago. Lançar um trabalho artístico no Brasil é muito complicado, quanto mais de forma independente, sem o apoio de uma gravadora ou selo, promoters, produtores etc. Bancamos tudo do próprio bolso com muito suor e corremos atrás de tudo por conta própria: da gravação, da mixagem, do material gráfico e agora da distribuição. Por isso que eu digo que pra se ter uma banda de Metal no Brasil tem que estar disposto a abrir mão de muita coisa e tem que amar demais o estilo. Metal Clube – Recentemente o guitarrista Arthur Leonel deixou a banda. Qual o motivo da saída do antigo membro? G. Marcus - É basicamente o que falei acima. Pra se ter banda de Metal no Brasil tem que estar disposto a abrir mão de muita coisa e amar muito o estilo. Infelizmente o Arthur, de um tempo pra cá, não pôde mais abrir mão de certas coisas na vida dele, o que chocou com os interesses e necessidades da banda. E ele também sempre foi um cara mais aberto a outros estilos fora do Metal. No fim das contas ele não estava mais tendo tempo para se dedicar à banda e também estava sentindo a necessidade de se aventurar por outros estilos musicais. Foi basicamente isso. Foi uma saída amistosa e ninguém ficou brigado. Ele é até hoje um dos meus melhores amigos e eu desejo tudo de bom e muita sorte a ele. De fato é uma pena e uma grande perda pra banda, mas não adianta ficar lamentando, agora é bola pra frente. E também nada nessa vida é definitivo. Ele sempre terá seu lugar na banda e ele sabe disso. Metal Clube – A gravação do EP contou com a participação do ex-membro Arthur Leonel, o único guitarrista da banda, porém vocês andam estudando a possibilidade de efetivarem dois novos guitarristas. Qual o motivo dessa escolha? O que a banda ganha em termos de sonoridade com duas guitarras?G. Marcus – Nos seis anos de banda apenas durante um ano nós tivemos dois guitarristas, e isso foi nos primórdios. Há muitos anos nós estamos realizando nosso trabalho com somente uma guitarra. Ter duas guitarras em uma banda que segue um estilo como o nosso às vezes pode ser mais interessante, pois preenche mais o som e dá mais peso. Sem contar que com dois guitarristas são mais dois estilos distintos que entrarão na mistura, resultando num estilo final cada vez mais próprio e característico. Mas é claro que ter dois guitarristas tem também seus contras, como a famosa e típica guerra de ego entre eles (risos). De toda forma, essa questão de efetivarmos dois guitarristas é só uma possibilidade, pois já está tão difícil encontrar um guitarrista, quanto mais dois. Como já disse, o cenário de BH está fraco e achar músicos competentes e dedicados para de fato vestirem a camisa da banda está muito difícil. E o nosso estilo também não nos dá muitas possibilidades, pois como é sabido, o cenário underground de BH hoje gira em torno basicamente de Melódico, Gótico e/ou Death. Caso alguém se interesse pelo som da banda e pela vaga de guitarrista, pedimos que por favor entre em contato pelo nosso e-mail, Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Metal Clube – A banda pretende trabalhar firme na divulgação do novo EP. Conte-nos detalhes dessa divulgação que vem sendo muito aguardada por vocês. G. Marcus - Pois é, depois de tanto trabalho, tempo, amor, dedicação e grana investida, está na hora de partirmos para o que interessa, que é a divulgação. Neste período em que estávamos trabalhando no EP eu fui coletando aos poucos informações e entrando em contato com diversos selos e gravadoras pelo mundo. Agora vamos cair pesado na distribuição do material. Vamos enviar para todas essas gravadoras, para alguns produtores e também para revistas e sites especializados. O intuito do EP não é a venda e sim a distribuição, tanto que não o colocaremos à venda em lugar nenhum. Porém ele já se encontra disponível na íntegra em nosso Myspace para streaming e estará em breve disponível em nosso site para download, também na íntegra, juntamente com toda a arte gráfica e as letras das músicas. Metal Clube – Belo Horizonte tem sido nos últimos anos responsável pelo nascimento de boas e competentes bandas. Como você avalia o grande número de bandas que tem surgido em BH? Você tem acompanhado esse processo? G, Marcus - Cara, para ser sincero com você eu não tenho visto nada disso. Não quero ser arrogante, de forma alguma, mas eu realmente tenho estado muito cético com o cenário de BH. Existem hoje, na minha humilde opinião, pouquíssimas bandas que valem a pena e que se destacam perante as outras. Realmente pouquíssimas. 99% são bandas sem personalidade alguma, todas bastante parecidas e que não tem nada de novo para apresentar ao público. Tanto que o público headbanger de Belo Horizonte quase não sai mais de casa para ver shows. Eles só saem para assistir shows internacionais e isso quando ocasionalmente estes passam por aqui. A cada dia em BH 15 novas bandas surgem e 10 novas bandas morrem. Banda tem aos montes, pipocando em cada esquina de cada bairro. Mas são pouquíssimas que perduram e são ainda mais pouquíssimas as que têm algo interessante a apresentar. Triste, mas é a verdade. Metal Clube – O L.E.T.A.L têm sua participação confirmada no Tributo Virtual ao Overdose, onde participarão com o registro de uma versão muito pessoal da música “Postcard From Hell”. Qual a expectativa da banda em relação a essa participação? O que ela traz de pontos positivos para a bagagem do grupo? G. Marcus - Estamos bastante empolgados com a participação no Tributo. Primeiro porque somos grandes fãs de Overdose e porque eles se tornaram uma das nossas principais influências nos últimos anos, junto com o Pantera. E em segundo lugar porque tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente os membros da banda e acabei ficando amigo do Cláudio (guitarrista) e do Bozó (vocalista). Quanto aos pontos positivos, além do prazer de gravarmos uma música ao qual gostamos muito de tocar e que se assemelha muito ao estilo do L.E.T.A.L, será um bom meio de divulgação para nós, pois estaremos participando de um projeto que conta com bandas como Scars, Drowned, Rosa Ígnea, Korzus, Chakal, etc. Metal Clube – Falando ainda de participações especiais, O L.E.T.A.L participará do projeto In Cineris, este que é encabeçado pelo músico e compositor Jorge Cota. O projeto retrata a história da Inconfidência Mineira e conta com a participação de grandes nomes do rock e do metal mineiro, além da participação da lendária banda Overdose, que concederá ao In Cineris uma música inédita. Coube ao L.E.T.A.L compor a música que possuirá uma das mais perturbadoras letras de todo o projeto. O que você tem a dizer sobre esse projeto? G. Marcus - Fomos convidados a participarmos do projeto pelo Jorge (Cota), que foi vocalista da antiga banda Avitus e presidente do fã clube oficial do Overdose. O projeto é muito bacana, pois também reúne diversos nomes de importância para o nosso cenário, sem contar a participação do próprio Overdose. O Jorge curtiu muito o trabalho do L.E.T.A.L e decidiu nos convidar, o que prontamente aceitamos. Ele acabou se tornando um grande amigo da banda. Realmente estamos muito orgulhosos de podermos participar de um projeto como este que retrata a história do nosso estado e será uma grande honra para nós participarmos de algo ao lado do Overdose. É uma idéia muito interessante e nada parecido já foi realizado por aqui até então. O In Cineris promete muito e eu realmente acredito na potencialidade deste projeto. Metal Clube – O Metal Clube mais uma vez agradece a oportunidade e deseja sucesso ao L.E.T.A.L. Nós é que agradecemos. Novamente, muito obrigado por tudo. Continuem crescendo e desenvolvendo cada vez mais o trabalho de vocês. Muito sucesso! Um grande abraço a toda equipe do Metal Clube! Para maiores informações sobre o L.E.T.A.L ou contato, acesse: www.myspace.com/letalonline www.letal.com.br Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
E BH fede
said:
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| Galera , galera, se não gosta fica na moita, fica na sua, se tem quem goste o segmento deles é esse, vamos parar de dar atestado de publico mais cretino do Brasil. |

| concordo com ALEXANDRE SANTOS.. muito mais ou menos essa banda... bem pra menos! |

| Se vc ker fofoca e polemica vai ler Revista Tititi, Contigo ou Caras, palhaço acéfalo. |

| Bandinha bem mais ou menos.. entrevista bem mais ou menos.. perguntas obvias, seria bacana perguntar algo mais polemico as bandas nas entrevistadas! |
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