E aí moçada!!! Desculpem-me pela demora pra
colocar material novo na sessão Guitar Sessions pra vocês, mas é que
ultimamente o tempo tem sido pouco por causa da correria que estava
durante esse período que não disponibilizei conteúdo novo na coluna.
Nessa nova Guitar Sessions eu preparei dois Licks “Matadores” pra
vocês, e creio que vão gostar muito do conteúdo, pois se trata de um
dos assuntos que despertam mais interesse nos guitarristas de uma forma
geral, são os “famosos Arpejos”. Aos poucos eu estarei abordando as
diversas mecânicas que podemos empregar na execução dos mesmos na
Guitarra e estarei mostrando os vários “formatos” e características dos
Arpejos mais utilizados, sempre através de exemplos que estarei
elaborando especialmente pra essa coluna. Em breve estarei abordando
outras técnicas da Guitarra também.
Bom, para que não sabe o que é Arpejo, vamos à definição do mesmo para
que todos possam realmente entender de onde vem esse conceito e ter um
bom aproveitamento do material.
Arpejos são as notas de um determinado acorde tocadas de uma forma
separada e consecutiva, não importando a ordem em que serão tocadas as
notas do acorde em questão.
Quando um acorde é tocado de forma que suas notas soam quase que
simultaneamente, mas ainda sim separadas, também se trata de um Arpejo
e é representado por uma seta ondulada na qual a ponta indica a direção
em que o mesmo deverá ser tocado, a isso se dá a definição de Rasgueado.
Nos arpejos executados ao Violão, dá-se preferência a acordes fixos
montados na mão esquerda, deixando que as notas do mesmo continuem
soando, o que também pode ser definido como dedilhado. Já nos que são
executados na Guitarra, é preferencial o uso de Arpejos na qual movemos
intensivamente os dedos na escala ao tocar as notas do mesmo, fazendo
com que estas já tocadas deixem de soar após se tocar outra em seguida,
isso evita que o som fique “embolado”, principalmente quando estamos
usando distorção, embora não deva obrigatoriamente ser executado em
“Staccato” (cortar a duração das notas) ou “Palm Mute” (abafar o som
das notas com a lateral da mão próximo à ponte da Guitarra). Obs.: É
claro que você pode executar em ambos os instrumentos estas e outras
mecânicas de Arpejo.
É muito importante que vocês toquem os Licks levando em consideração
todos os sinais e indicações como, Slides, sinalização das palhetadas,
digitação dos dedos usados, etc. para que tenham um bom desempenho no
estudo dos mesmos e aproveitem a técnica ao máximo tornando possível
uma execução limpa e precisa. Treine vagarosamente e com o auxílio do
Metrônomo em um andamento que esteja confortável até que sinta
segurança para aumentar a velocidade pouco a pouco, pois essa é a única
forma de se alcançar precisão e perfeição em qualquer técnica. Bons
estudos e até breve.
Qualquer dúvida ou sugestão envie um e-mail para
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Grande abraço a todos e bons estudos!!!
Site Oficial:
www.wandersonrodrigues.com
Lick 1
O Lick 1 está
sobre o campo harmônico de Lá maior. No primeiro compasso temos o
Arpejo de Lá Maior com extensão de três oitavas no primeiro tempo e no
segundo, temos o mesmo arpejo executado na segunda inversão
usando somente as três primeiras cordas, (lembrando que, inversão de
acordes/arpejos consiste na troca de posição de suas notas), nesse caso
a segunda inversão tem a quinta no baixo. No terceiro tempo temos o
arpejo de Lá Maior no estado fundamental, (com a
tônica no baixo). No quarto tempo temos uma digitação desse Arpejo
usando todas as cordas, o que é motivo para se ter atenção redobrada
nesse trecho.
No segundo compasso temos o Arpejo de D add9(#11) dando uma intenção Lídia a esse trecho por ter o acorde e o intervalo característico desse Modo/escala, esse intervalo citado é a #4
(quarta aumentada) e esse modo se encontra no 4° grau do “Campo
Harmônico Maior”, então se conclui, que esse trecho do exemplo é
equivalente a Ré Lídio, que por sua vez é o 4° grau da escala de Lá
maior. Note, que nesse trecho do Lick eu não faço o Arpejo da forma
mais comum usando “Sweep Picking”, há uma mistura de palhetada com
ligados e saltos de corda, o que proporciona uma sonoridade mais
“destacada” para cada nota do Arpejo. É importante que haja uma ótima
sincronização entre a mão da palheta e a mão utilizada na escala para
que o som das mesmas soe com nitidez e intensidade equilibrada.
Seguimos
para o terceiro compasso com o Arpejo de Mi Maior, no primeiro tempo
fazemos o mesmo da forma ascendente (do grave para o agudo) e no
segundo tempo fazemos da forma descendente (do agudo para o grave).
Fique atento ao Slide que liga a primeira digitação do Arpejo à
segunda. No terceiro e quarto tempos, temos o Arpejo de E (add11) usando o mesmo “mecanismo” com palhetadas, ligados e saltos de corda.
No quarto compasso temos o arpejo de
A (add9)
usando uma digitação com deslocamento de posição e Sweep Picking
novamente. Observe que no segundo e no terceiro tempo do compasso há
uma repetição da nota
E em “Uníssono” causando um efeito bem interessante devido a diferença de “timbre” entre a corda
E e a corda
B, fique atento as notas ligadas nesse trecho do Lick. Finalizo o exemplo com um Slide de meio tom da nota
G# para a nota
A. Não deixe de seguir todas as indicações que estão no Lick para que haja uma boa execução do mesmo.
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Lick 2
O Lick 2 foi construído sobre o Modo Lídio,
como havia citado anteriormente o Modo Lídio é formado a partir do 4°
grau (nota) do Campo Harmônico Maior e seu intervalo característico é a
#4 (quarta aumentada). Esse exemplo é equivalente a E
Lídio, (4° grau da escala de Si Maior). No primeiro compasso temos os
Arpejos de E add9(#11) formado pelo primeiro e segundo tempos, o de E no terceiro tempo e o de F#7 no quarto, neste último eu omiti a quinta justa pelo fato de ser um intervalo que não faz falta e nem descaracteriza o acorde. Obs.:
Somente quando a quinta é "justa" que podemos omiti-la nos acordes,
caso ela tenha alguma alteração só poderá deixar de ser tocada, se
algum instrumento ou voz a executar no contexto musical, pois quando a
quinta sofre alguma alteração, ela passa a ter um papel importante no
acorde em que se encontra dando certa característica ao mesmo. Fique
atento ao Slide que há no fim do quarto tempo que vai da nota F# para A#.
No segundo compasso temos o Arpejo ascendente de E
no primeiro tempo com omissão da terça maior na sexta corda
possibilitando usar o Sweep Picking em todas as cordas da
Guitarra mantendo a direção da palhetada da sexta até a primeira corda,
este mesmo é seguido de um Slide que o liga ao Arpejo de F# no segundo tempo, sendo que neste, usei a forma descendente.
Vale
sempre mencionar que, nesse tipo de Arpejo devemos ter muito cuidado
para se obter uma sonoridade limpa, por isso é importante seguir a
digitação sugerida além de ter que mover os dedos da forma correta, não
deixando as notas já tocadas continuar soando após se tocar as outras,
isso fará com que o som das mesmas seja cortado a cada nota tocada na
seqüência.
Fique atento ao grande salto de cordas que
há entre o segundo e o terceiro tempo do quarto compasso, pois o mesmo
deve ser feito com muita precisão e segurança. Esse trecho do salto
liga o Arpejo de
F# ao de
E (add#11)
que é composto por Ligados, Slide e palhetadas alternadas, procure
enfatizar bem o Slide para destacar bem as notas. O Slide desse mesmo
vai da nota
B para a nota
G#. Finalizo o Lick com a nota
A#, que é a quarta aumentada da nota
E, causando uma certa dissonância, já que o mesmo provoca uma senssação de "movimento".
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