Entrevistas
Fabiano Penna - The Ordher | Fabiano Penna - The Ordher |
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| Por Silvana Borba | |||||||||
| 21 de novembro de 2007 | |||||||||
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Após o fim de duas importantes bandas brasileiras, o REBAELLIUN e o
NEPHASTH. Fábio Lentino (vox/bass), Maurício Weimar (drums/percussion)
e Fabiano Penna (guitars) começaram a banda como um projeto, que
rapidamente se tornou o foco principal dos músicos.
As bandas anteriores tinham tido forte repercussão no cenário mundial de Metal extremo, tendo feito turnês na Europa e Brasil (dividindo o palco com nomes como HATE ETERNAL, CANNIBAL CORPSE, DEICIDE, BEHEMOTH, KRISIUN e VADER...), com seus álbuns lançados no mundo inteiro, fãs espalhados por todos os continentes e um futuro promissor. Com o fim das duas bandas, o THE ORDHER tornou-se o principal objetivo.
Metal Clube - Como surgiu a idéia de montar a The Ordher? Fabiano Penna: Há muitos anos atrás cogitamos de tocar juntos os três, mas acabou não rolando infelizmente. Em 2005 eu e o Fábio estávamos conversando e pintou a idéia novamente, conversamos os três a respeito de montar um projeto, eu tinha algum material gravado já, mostrei pra eles e houve interesse por parte de todos em tocar esse material com essa formação. Fizemos alguns ensaios que soaram muito bem já e então nasceu o The Ordher. Metal Clube - Ambos vocês vêm de duas bandas extintas e com muitos fãs órfãos lá no exterior. Quais os planos da The Ordher para não deixar isso também acontecer? Fabiano Penna: Acabamos de lançar um álbum por um selo gringo que investe bastante em turnês, assim que possível estaremos viajando pra tocar lá fora e mostrar nosso trabalho, já que o mercado ta lá. Essa é nossa meta principal.... Metal Clube - Quais as bandas que influenciam a The Ordher atualmente? Fabiano Penna: Nossa principal influência no momento é nossa própria música, a gente faz músicas novas em cima do material que já ta pronto, estamos apostando na originalidade então nada melhor que usar o próprio trabalho como referência. Nossa influência geral são as bandas que crescemos ouvindo, como Slayer, Morbid Angel, Sepultura na fase do Arise , e também as bandas precursoras como o AC/DC e Motorhead. Metal Clube - Após dois anos de muito trabalho e dedicação, qual a opinião de vocês sobre o álbum Weaponize? Fabiano Penna: Achamos que a melhor coisa no Weaponize é que é um disco variado, mesmo que ainda muito extremo e veloz. Acabamos de mixar o disco em Abril e ainda o escuto diariamente, particularmente sou muito fã desse álbum. Metal Clube - O Rio Grande do Sul é reconhecido como o lugar de onde saem as melhores bandas de Death Metal do Brasil, e mesmo da América do Sul, o que torna o The Ordher uma grande promessa para o gênero. O que o The Ordher tem a oferecer que o destaque em meio a tantas surgindo? Fabiano Penna: O tipo de música que apresentamos em Weaponize não é convencional para o estilo, nossa temática também não é convencional assim como a postura que a banda adota, nesse trabalho procuramos ampliar muito as possibilidades musicais, não nos limitando a um gênero apenas, por isso acredito que a banda tenha um diferencial dentro da cena. Metal Clube - Atualmente Alex Webster (baixista do Cannibal Corpse), comentou em um site que acham vocês matadores, e também citou suas antigas bandas. Como se sentem em relação a essa declaração? Fabiano Penna: Ficamos surpresos, pelo fato da banda ainda não ter nem lançado o disco quando Alex falou isso, ele próprio se referiu às três faixas que ouviu no Myspace. E com certeza pra nós é uma honra, Alex Webster, junto de caras como Trey Azagthoth e Glen Benton, é um ícone da música extrema, e se ele declara que gosta da nossa música, sabemos que estamos no caminho certo. Metal Clube - A banda tem uma grande postura e interação entre si no palco. De onde vem essa força? Fabiano Penna: Fizemos apenas um show aqui no Sul do país ano passado com o The Ordher, e você deve estar se referindo a essa apresentação... Simplesmente subimos lá e tocamos nosso material, na realidade estávamos os três há alguns anos sem tocar ao vivo, então sabemos que foi longe do ideal, mas sabemos também que a banda ta bem entrosada pros shows que vão acontecer agora em Dezembro, quando subiremos pra região Sudeste pra fazer algumas datas nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Metal Clube - Qual a opinião da banda sobre o Death Metal no Brasil, e o espaço oferecido para sua divulgação? Fabiano Penna: Há muita gente disposta a trabalhar bem, mas infelizmente ainda não o suficiente pra gente ter um cenário que se sustente. A prova disso é que no país inteiro há apenas uma banda que vive de música tocando Death Metal, que é o Krisiun. Essa é a realidade, tem muita gente por ai querendo se iludir que aqui é o país do Death Metal, e que há bandas em turnê pelo país... Isso tudo é história, nos falta público, falta gravadora nacional investindo, falta espaço pra música extrema nos principais meios, falta banda com postura pra trabalhar... Talvez daqui a alguns anos a coisa melhore, hoje em dia continua tão ruim quanto antes. Parabéns aos que ainda se mantém vivos no meio sejam músicos, fãs ou o pessoal de webzines e rádios... Metal Clube - Qual o motivo de escolherem gravar um cover do AC/DC - The Razor's Edge? Fabiano Penna: Curtimos muito o som do AC/DC, tenho tirado muita coisa deles em casa, e quando tirei The Razor's Edge vi a possibilidade de a gente estar fazendo uma versão mais pesada dela, e foi o que aconteceu. Procuramos respeitar a sonoridade deles nessa versão, tanto que a base da música está bem em cima da original. Devemos estar gravando um novo cover em breve pra jogar na Internet de novo, então quem ainda não ouviu o AC/DC, acesse www.myspace.com/theorderextreme e dê uma ouvida, em seguida estaremos colocando outro cover no site. Metal Clube - O que a The Ordher espera para 2008? Qual a meta máxima que esperam atingir com o lançamento do álbum Weaponize? Fabiano Penna: Queremos formar uma boa base de fãs em todos os lugares possíveis e preparar também o segundo disco, que tem que vir melhor que Weaponize . Felizmente temos uma gravadora que distribui bem nosso trabalho, então achamos que dá pra fazer a banda crescer muito em cima desse disco, até porque achamos que o álbum tem um potencial muito acima da média. Metal Clube - Esperamos que mais uma vez o Brasil consiga ser bem reconhecido musicalmente lá fora, e aqui dentro também, através do bom trabalho de vocês, deixem um recado para os fãs. Fabiano Penna: Obrigado Silvana pela entrevista e pelo espaço no Metal Clube. Estaremos fazendo algumas datas na região Sudeste em Dezembro como falei acima, pra promoção do Weaponize , quem estiver a fim de ver o The Ordher ao vivo, entre no nosso site (www.theordher.com) ou no Myspace oficial (www.myspace.com/theorderextreme) pra ver as datas e se estaremos tocando próximo a você. Hail & Kill!
Rafael Mallmann
said:
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| Boa entrevista, trouxe um breve histórico pra quem não conhece a banda, abordou temas do cotidiano dos músicos e uma visão da cena nacional, que infelizmente, continua se movendo lentamente, ao passo que possuímos muitas bandas boas. Parabéns pela entrevista, SIL!!! |

| concerteza Larissa, esses caras ai trabalham =) |

| de fato,Brasil tem esse problema grave em relação à gravadoras com o metal,principalmente agora por causa da divulgação na net.. mas há os guerreiros que seguem firme pra sustentar a cena. parabéns pela entrevista precisa e direta,Sil. sucesso!! |
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