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Steve Vai - BH/MG | Steve Vai - BH/MG |
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| Por Guilherme Mitre | |||||||||||||||||||||||||||
| 07 de novembro de 2007 | |||||||||||||||||||||||||||
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Uma noite para os mineiros jamais esquecerem! Acredito que essa seja a melhor maneira de definir o último dia 5 de novembro, uma segunda feira braba e implacável (como todas as outras), no entanto, dia em que um dos maiores ícones da guitarra de todos os tempos se apresentou. Após longos doze anos, Steve Vai retorna a Belo Horizonte inaugurando a turnê brasileira de seu mais recente trabalho “Sound Theories”, que reúne antigas composições com algumas mudanças nos arranjos, além de material inédito.
E mesmo com a famigerada segunda feira urgindo ao longo da noite, o atraso tradicional se deu como sempre e, marcado para as 22h30, quase uma hora depois, as 23h15, o mago subiu ao palco. Mas aí, meu amigo, véspera de feriadão já era a mesma coisa.
Filas imensas desde o começo da tarde, casa lotada pouco depois da abertura dos portões, gritos de “Vai, Vai, Vai”. Circo montado para o maior showman da guitarra. Steve sobe ao palco com um sobretudo bordado, óculos escuros e uma Ibanez mais do que psicodélica, já que além de transparente, ela era luminosa! Now we Run já foi suficiente para dar um aperitivo do que viria pela frente e em seguida, a faixa OOOO, do moderninho álbum “The Ultra Zone” começou a pôr fogo na galera. O recente disco “Real Illusions” deu as caras com uma música que já tem lugar cativo no gosto dos fãs. Building the Church é cheia de feelling e, acima de tudo, técnica apuradíssima de Steve, que nela manda um two hands (técnica de se usar as duas mãos no braço da guitarra) maravilhoso.Até então a coisa vinha no frisson, no estado de choque de ver o ícone na sua frente, na empolgação, mas a intro de Tender Surrender trocou instantaneamente tudo isso por lágrimas e palmas, muitas palmas. Simplesmente não teve como não se emocionar. Depois da catarse, uma pausa para Vai apresentar os músicos que o acompanham. E, aliás, que músicos! Para os que pensavam que a troca da superbanda da turnê anterior, que detinha Billy Sheehan no baixo e Tony Macalpine na guitarra e teclados ia ser ruim, se enganou totalmente. Na verdade, Steve não trocou simplesmente os músicos e sim a proposta da banda, onde agora entraram dois violinistas / tecladistas. Dessa forma, a banda atualmente é composta por Philip Earl Bynoe (baixo), que voltou a tocar com Steve e os novos Alex DePue (violino e teclados) e Ann Marie Simpson (violino). Além deles, os bons e velhos Dave Weiner, na guitarra, violão e cítara e Jeremy Colson na bateria, completam o quinteto que segue o guitarrista. Vai troca algumas palavrinhas com o público e começa o beat-box da irreverente Firewall, primeira música do show em que ele assume os microfones para cantar. A excelente The Crying Machine, do grande disco (em todos os sentidos) “Fire Garden” cria o terreno para Steve tomar um ar e deixar o palco para o solo do guitarrista Dave Weiner, muito aplaudido pela platéia. Vai retorna novamente com a primeira música do seu novo trabalho “Sound Theories”, a belíssima I’m Becoming. A música, que apesar de nova, na realidade serve de intro para Salamanders in the Sun, do primeiro álbum, tem uma beleza absurda e deixou muita gente querendo chorar de novo. Freak Show Excess, música que Vai anunciou como “hard to play!” (difícil de tocar!) colocou o Freegels Music abaixo, com tamanha precisão e entrosamento entre ele e a banda.
Após um belo dueto entre os violinistas Alex DePue e Ann Marie Simpson (esta que já acompanhou o Jethro Tull em sua última turnê), All About Eve trouxe êxtase novamente aos presentes. Como tem acontecido na turnê, a música Fire Garden Suite foi tocada dividida, com algumas músicas a intermediando de forma bem interessante. Nela, o baterista Jeremy Colson usou um kit inusitado sustentado pelos ombros, com alguns tambores, luzes e pads eletrônicos. O próprio baterista solaria em seguida, deixando claro que sua técnica e vigor ao tocar justificam o fato de compor a banda de Vai desde 2003.The Audience is Listening e Juice, de dois dos seus melhores álbuns (“Passion and Warfare” e “Alien Love Secrets”, respectivamente) deixaram a galera em festa, com um Steve animadíssimo e desenvolto no palco. Whispering a Prayer foi momento para se guardar na memória – toda a platéia parou para ver, sem mal piscar. Desde os guitarristas de plantão aos casais presentes, a contemplação era a mesma. O segundo trecho de Fire Garden Suite encerrou o set “normal” do show, mas claro, não mandou ninguém embora, já que o bis tradicional certamente viria. Pouco depois, toda a banda retorna para a trinca de “Passion and Warfare”, álbum de 1990 que foi responsável pela consolidação mundial de Steve Vai como guitarrista solo. Liberty e Answers foram magicamente executadas, com lindos duetos entre Steve e os violinistas, com direito até a uma regência (!) de Vai em um dado momento. For the Love of God teve uma adaptação do riff inicial para o violino de Ann Marie Simpson que ficou absurdamente bonita e criou toda a atmosfera para a entrada de Vai ao longo da música. Steve se despede da platéia e sai com um saldo nada menos que máximo. O show mostrou uma platéia ávida por um ícone que, de fato, correspondeu a todas expectativas. O entrosamento de Vai com a galera mostrou o quão à vontade e satisfeito o guitarrista estava. Podia se ver no rosto de cada pessoa do público a satisfação plena. Steve Vai faz de sua apresentação muito mais do que execução de músicas, quase todas, instrumentais. De fato, ocorreu um espetáculo. Um espetáculo inesquecível que fez a semana dos mineiros começar bem mais feliz. Set List: Now we Run (intro) OOOO Building the Church Tender Surrender Apresentação da banda Firewall The Crying Machine Dave Weiner solo I’m Becoming Die to Live Freak Show Excess Ann Marie Simpson e Alex DePue solo All About Eve Fire Garden Suite: Angel Food Jeremy Colson solo The Audience is Listening Juice Whispering a Prayer Fire Garden Suite: Taurus Bulba Bis: Liberty Answers For the Love of God
Mark
said:
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| Steve Vai, um dos melhores guitarristas do mundo nos presenteou com um show simplesmente emocionante. |

| foi o melhor show da minha vida. obrigado vai,pelo show e por ter tocado wishpering a prayer"a melhor musica do mundo" |

| Parabéns a todos,eu nao consigui ir por falta de ingresso mas se deus quiser estarei no do yngwie malmsteen em SP. Depois volto com comentarios. |

| HAHAHAHAHAH!!! Po, Ninho, nem lembro disso!!! Deve ter sido o outro fotógrafo. Me desculpe se fui chato, hahaha! Mas valeu pelos elogios! Parabéns a todos nós que vimos esse show mais do que perfeito... |

| Estive neste show do lado do cara que tirou as fotos do site de vcs, muito chato por sinal, toda hora pedia pra abaixar a cabeça, hehehe...mas, ótimo profissional. Parabéns pelo trabalho de vcs esse show foi inesquecível!!! |

| Show sensacional... inesquecivel... sim... não tiveram erros de português na resenha... ahuehuauheuhaehuaeuhae |

| Clovis, o nome da violinista é Ann Marie Simpson-Calhoun. Ou seja, Simpson não está errado. Mas agradeço o toque, já que ela é mais conhecida como Ann Marie Calhoun mesmo. Obrigado, amigo! |

| O nome da violinista é Ann Marie Calhoun. Saudações. |

| Marcelo Dias, por favor não critique o site pelos erros de Português se você erra tb,ok? Tudo bem que por ser um site acessado por muitos internautas seus responsáveis deveriam tomar esse cuidado, mas não é motivo de crítica... |

| Conseguiu expressar um pouco do q nós fãs sentimos nessa noite tão ABSURDA! =) Lagriminhas! Não eu não sou emo! |

| AH Meu Deus não tem como expressar o que nós que estavamos lá sentimos... o Steve é simplesmente fantástico, ele contagiou a todos nós com seu jeito de tocar e de lidar com o público. Meus amigos não aguentam mais me ouvir falar do show... Esse foi o show pra não esquecer nunca. Sem comentários |

| Resenha perfeita!! Sem erros de portugues(oq é rato no site) Preferi ir ao show do Andre Matos, mas queria ter ido no do steve tb! Mas lendo a resenha deu pra ver como foi o show! Parabéns! Fotos excelentes! |
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