Skip to content
Colaborar!
Link atual: Home arrow Entrevistas arrow Niclas Olsson - Alyson Avenue
Niclas Olsson - Alyson Avenue Imprimir E-mail
Avaliação do Leitor: / 14
PiorMelhor 
Por Guilherme Mitre   
30 de outubro de 2007
O Alyson Avenue existe desde 1989 e já possui dois discos lançados executando um rock melódico bastante competente e original, apesar de ter influências diretas de bandas como o Heart. Porém, os suecos ganharam notabilidade mundial somente agora, em 2007. O motivo todos os fãs do Nightwish e de grande parte do Metal já sabem: Anette Olzon, ex-vocalista do Alyson Avenue, assumiu o posto de Tarja Turunen na banda finlandesa.
 
Com isso, passaram a ter um foco enorme de maneira instantânea e agora, nessa nova caminhada, o tecladista Niclas Olsson fala, com exclusividade ao MetalClube, um pouco mais de suas histórias com Anette e, claro, do próprio Alyson Avenue, em seu passado e futuro.
 
MetalClube: Olá, Niclas! Primeiramente, gostaríamos de agradecê-lo pela entrevista e parabenizá-lo pelo trabalho da banda.

Niclas Olsson: Obrigado! Olá a todos aí do Brasil!

Niclas OlssonMC: Bom, vamos começar falando da história do Alyson Avenue. No início, vocês transitaram bastante entre estilos musicais, mudaram a proposta original de um vocal masculino pela voz feminina, até encontrar o que melhor se encaixasse com o som do grupo, no caso, o rock melódico. Por que essa “peregrinação musical”? O vocal feminino comprometeu nessa decisão?

NO: Realmente queríamos tocar mais Rock Melódico na veia do Europe, Treat, Skagarack e afins, ou seja, o típico Scandi-Rock. Quando Anette entrou em estúdio para a gravação de uma demo, descobrimos que poderíamos alcançar outros vários níveis. Além disso, a voz feminina nos levou a diferentes estilos que encaixavam com nossas preferências de compor canções com melodias fortes. Anette não estava familiarizada com as bandas que citamos como exemplo e isso nos deixou numa situação delicada. Foi muito difícil escrever músicas para o Alyson Avenue nessa altura. Elas tinham de ter um pouco de Soul, Funk e Hard Rock para agradar a todos na banda, como sempre fizemos. E, nesse trabalho todo, posso dizer que as melhores canções que escrevemos são as que você pode ouvir nos nossos dois álbuns. Portanto, sim, Anette foi grande responsável por tocarmos Rock Melódico, mas não somente ela.

MC: Durante grande parte da década de 90, vocês passaram por um processo difícil, em que os frutos do trabalho não apareciam, deixando a banda bastante anônima. De que forma vocês conseguiram superar essa má fase?

NO: De certa forma, nós sempre fomos uma banda bastante estranha. O ano em assinamos nosso primeiro contrato foi também o primeiro ano em que enviamos uma demo a qualquer tipo de mídia ou gravadora. Até então, só tínhamos gravado demos para uso particular. Demos que levávamos nas festas e recebíamos algum elogio aqui, outro ali, enquanto tomávamos algumas cervejas. Éramos jovens e o que nós queríamos ali era se divertir. Acho que Anette era a única que realmente sonhava com alguma gravadora naquele momento.  
E aí, com o passar do tempo, a banda já não estava tão excitada quanto antes e não trabalhávamos da maneira adequada. Apenas o tempo, que nos deixou mais amadurecidos, fez com que compreendêssemos melhor as coisas, nos ajudando a superar tudo isso.

MC: Vocês lançaram diversas demos até criar o primeiro CD. Existia uma busca por experiência até lançar um material definitivo ou era apenas falta de oportunidade?


NO: Nós nunca pensamos em experiência. Você percorre diferentes fases da vida e só quando você olha para trás que você percebe quão inexperiente você ainda é. E no presente você sempre acha que já tem todo o conhecimento (risos).

MC: Curiosamente, um dos primeiros momentos de maior ascensão da banda se deu no lançamento do debut “Presence of Mind”, que obteve uma crítica muito positiva. Como vocês explicam esse crescimento para o grande público? A nova gravadora AOR Heaven teve grande contribuição nisso?

NO: Bem, o álbum vendeu muito bem talvez porque já havia muitos comentários na Europa em torno de nossas duas demos. As pessoas estavam à espera de um CD completo. Honestamente, nesse caso, penso que a AOR Heaven teve apenas um pequeno impacto sobre isso.

MC: Como ainda não houve um comunicado oficial, Anette Olzon ainda compõe o Alyson Avenue? Qual é sua real situação na banda agora?

NO: Anette nunca deixou o Alyson Avenue. A banda se encontrou em um café na nossa cidade para discutir o futuro e em que direção ela deve ir. Nem todos foram tão contentes com a forma como as coisas ficaram. Você começa de baixo e vai querendo mais. É um trabalho difícil compor um álbum e mais difícil ainda é gravá-lo com boa qualidade com a pequena quantidade de pagamentos adiantados que as gravadoras disponibilizam. Quase impossível. Enfim, ainda não chegamos a uma decisão definitiva e pretendemos nos reunir todos juntos daqui a algumas semanas.

MC: Fale-nos sobre o Sapphire, nova banda de vocês agora com o vocalista Thomas Bursell assumindo os microfones. Por que essa mudança, que remete ao conceito original do Alyson Avenue, com vocal masculino? As músicas do Alyson Avenue serão usadas no Sapphire?


NO: O Sapphire é composto pelos mesmos caras do Alyson Avenue tocando juntos num novo projeto. A única coisa que muda foi a entrada do antigo guitarrista do Alyson Avenue, Tony Rohtla. O som é um pouco diferente, embora alguns ouvidos mais treinados possam fazer alguma ligação entre Alyson Avenue e Sapphire. Apesar disso, não tocaremos nenhuma música do Alyson no Sapphire.
 
MC: O projeto paralelo Second Heat (que tem em seu line up, Niclas Olsson e Thomas Löyskä, respectivamente tecladista e baixista do Alyson Avenue), tal qual o próprio Alyson Avenue estão extintos com a criação do Sapphire, já que o próprio Thomas Bursell é o vocalista do Second Heat?

NO: Você chegou no ponto certo. Provavelmente o Alyson Avenue ficará inativo por algum tempo e posso te dizer que o Sapphire é meu projeto principal atualmente. O Second Heat foi um impulso e foi muito divertido enquanto durou, mas não pretendíamos fazer dele uma banda. Já o Sapphire é uma banda muito séria e ambiciosa, que não tem qualquer tipo de limite ou restrição sobre o quão Heavy ou Pop podemos ser.
 
MC: Você e Anette participaram de duas faixas do disco solo de Michael Bormann, ex-vocalista do Jaded Heart. Como foi essa experiência?

NO: Ah… Michael é um cara fantástico! Nós ainda temos contato e eu, provavelmente, co-escreverei uma canção para seu novo álbum que brevemente será lançado. Ele é um grande cantor e compositor e também tem muita experiência para compartilhar. Eu só tenho coisas positivas para dizer sobre ele e sou muito grato por tê-lo conhecido.

MC: Falando agora sobre Anette, a atitude da banda em apoiá-la tanto em seu ingresso no Nightwish foi muito bonita e, de certa forma, surpreendeu. Qual a razão principal do Alyson Avenue reagir tão bem ao novo trabalho da cantora?


NO: Anette é nossa melhor amiga e inclusive a ajudamos a gravar as demos para os testes no Nightwish no nosso próprio estúdio. Ela tem nosso apoio de todas as formas e sempre o terá. Nossa amizade é muito profunda e ainda teremos muitos anos de risadas juntos, então, todo nosso apoio é realmente sincero e veio dos nossos corações.

MC: Agora que as trajetórias tanto de Anette como de vocês mudaram tanto, como ficou o relacionamento com ela depois da sua entrada no Nightwish? De que forma se deu a entrada dela na banda finlandesa?

NO: Nossa amizade ainda é muito intensa. Sentimos falta dela, é claro, mas conversamos e nos escrevemos sempre, dentro do possível. Quando ela mandou as demos para a seleção, ela não nos falou nada até o resultado ser anunciado. Sabíamos que ela tinha grande chance de entrar e quando isso de fato foi anunciado, ela nos ligou. Eu chorei, pois estava muito feliz por ela. Anette sempre foi a única de nós que buscava esse sucesso de forma tão intensa.
 
DivulgaçãoMC: Vocês acompanham o trabalho do Nightwish ou começaram a prestar maior atenção depois da entrada de Anette?

NO: Eu acho que nenhum de nós gosta realmente do Nightwish. Claro que já ouvimos as músicas, mas... Peço desculpas a todos os fãs da Tarja, mas vocais líricos são um pouco demais para mim (risos). Mas a música é muito bem arranjada e executada, isso sem dúvida. Nós gostamos bastante do novo álbum e tentaremos acompanhar as novidades ao máximo que pudermos. Inclusive nós vamos tocar com o Nightwish em Copenhague, no final de novembro.
 
MC: É natural que a entrada de Anette no Nightwish promoveu o Alyson Avenue de forma bem eficiente. Como vocês pretendem aproveitar essa exposição intensa na mídia em benefício da banda?
NO: Sim, isso é natural e não podemos negar que foi bastante interessante para nós. Muitos e-mails de pessoas interessadas em nossos discos têm chegado e muitas gravadoras também têm se interessado em lançar nossos álbuns. Eles estão fora de catálogo, mas, devido ao interesse, iremos relançar nosso primeiro trabalho e regravaremos “Omega” (segundo disco do Alyson Avenue) com seis bonustracks. Tudo isso será informado tanto no MySpace como no nosso site.

MC: Bom, amigos, mais uma vez, muito obrigado pela excelente entrevista e muito sucesso nessa nova caminhada porque vocês merecem. Tudo de bom ao Alyson Avenue, ao Sapphire e demais projetos de todos vocês. Para encerrar, deixem uma mensagem aos seus fãs do Brasil que os conheceram um pouco mais através dessa entrevista exclusiva concedida ao MetalClube.

NO: Muito obrigado a vocês, a todos do MetalClube e a todos os brasileiros. Nós temos recebido vários e-mails daí e estamos muito felizes, já que nem imaginávamos que havia tanto interesse por parte das pessoas da América do Sul. Esperamos muito que nossos novos trabalhos agradem tanto aos velhos como aos novos fãs do Alyson Avenue, aos fãs da Anette e a todos. AH! Fiquem ligados no Sapphire se vocês gostam de rock melódico.

Be patient and keep rockin´.

Niclas//Alyson Avenue
 
Assistência na tradução: Filipe Ferrer e Júlia Louback
 
Site Oficial: Alyson Avenue | MySpace
 
Comentarios (1) >>

McMan said: _

  Parabems! Great interview!
novembro 01, 2007
Escreva seu Comentario


Escreva os caracteres mostrados


busy
 
Caro leitor, o Metal Clube se reserva o direito de retirar mensagens ofensivas, abusivas, publicitárias ou fora dos temas publicados. O Metal Clube não se responsabiliza pelo conteúdo das mensagens enviadas pelos visitantes, sendo que o limite por comentário é de 1000 letras. Alguns comentários poderão não ser publicados imediatamente por algum motivo incomum ou por haver palavras censuradas, Caso ache necessário entre em contato com nossa equipe pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo


37 visitantes online
 
| Colaborar | Orkut | YouTube | Galeria de Fotos | Equipe | Anúncios | Contato |
 
MetalNews!