Entrevistas
Matheus: Ancestral Terror | Matheus: Ancestral Terror |
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| Por Kleiton Moreschi | |||||||||||
| 06 de julho de 2007 | |||||||||||
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Formada em meados de 2005 em Catalão-GO contando inicialmente com Marcos (ex-Infecta) na bateria, Matheus no vocal/baixo e Ayres na guitarra sob o nome de “Verminus Corpus”. A formação se estabiliza e alguns shows são realizados com o nome “Ancestral Incursion” por um breve período, sendo firmado como Ancestral Terror.
Em Agosto de 2006 é gravado seu primeiro registro em estúdio (Hallways of Pain), produzido pela própria banda e lançado em Setembro do mesmo ano. São 6 faixas direcionadas principalmente ao Death/Thrash Metal, em especial à velha escola do Metal. Após a gravação, Carlos Eduardo assume o posto de baixista e assim Matheus fica por conta apenas dos vocais. Em Fevereiro de 2007, Carlos Eduardo deixa a banda, voltando à primeira formação da banda. Os temas retratados nas letras transitam pela corrupção religiosa, guerra, carnificinas ancestrais, iconoclastia, dentre outros. A proposta da banda é divulgar seu primeiro trabalho mostrando seu som sem se preocupar com rótulos e modas, tocar e manter contato com outras bandas e headbangers no underground e continuar compondo novas músicas para os próximos trabalhos. Metal Clube: Tudo bem, pessoal da banda Ancestral Terror? Vamos começar falando de algo interessante sobre o estado de GO. Como é visto a cena extrema na cidade e região de vocês ? Matheus: Saudações a todos do Metal Clube! Primeiramente, gostaríamos de agradecer pela oportunidade da entrevista. Bom, em geral, a cena extrema de Catalão já teve maiores repercussões regionais do que a atual, mas ainda existem alguns shows algumas vezes por ano com enfoque no Metal Extremo. Podemos citar também algumas cidades próximas, como Anápolis, que também possuem um bom enfoque de cena do Underground, até as maiores, como a capital Goiânia, onde a cena extrema tem forte presença. Metal Clube: O som de vocês parece ter muita influência da raíz do thrash metal, como Metallica, Slayer entre outros. Quais outras bandas vocês tem influência? Marcos: Na verdade, nós temos um monte de influências de diversos estilos musicais! Mas nas nossas músicas estão presentes principalmente elementos de Death e Thrash Metal old school, de bandas como Sepultura, Nuclear Assault, Celtic Frost, Tankard, Benediction, Dark Angel, Death, ou seja, bandas dos anos 80. Claro que temos influências mais recentes de bandas que lançaram excelentes trabalhos nos anos 90 em diante, mas bandas oitentistas são, por assim dizer, a influência principal no nosso som. Metal Clube: Como é feito o processo de criação das músicas? Matheus: O Marcos (bateria) geralmente traz os riffs iniciais para o ensaio, daí a banda trabalha em cima, incorporando novos riffs e arranjos com a minha participação e do Ayres, a fim de formar a música completa. Já as linhas dos vocais, letras e backing vocals, eu crio a maior parte dos mesmos, tendo alguma ajuda do Marcos para uma música ou outra. Tentamos sempre buscar algo na linha do Thrash/Death oitentista, mas sempre buscando manter a originalidade acima de tudo. Metal Clube: No ano passado vocês lançaram uma demo intitulada ´´Hallways of Pain``. Com essa demo conseguiram alcançar um patamar bem amplo na divulgação da banda, pois conseguiram alavancar a carreira e hoje fazem shows por todo país. Mas algum selo ou gravadora até agora chegou a procurá-los? Matheus: Realmente, com a demo temos tido boa repercussão regional, em estados mais distantes, como no sul e norte do país e até mesmo em alguns outros países através da divulgação online (site, myspace etc.), o que é algo que nos deixa muito felizes, tendo o nosso trabalho reconhecido em distâncias que nunca imaginávamos. Por enquanto, estamos fazendo tudo por meio independente, sem nenhum apoio de selos ou gravadoras na divulgação ou nos custos, mas estamos abertos a propostas quanto a isso. Entramos em contato com alguns selos regionais e com outros que nos chamaram para fazer parceria, a fim de fazer trocas de materiais. Inclusive alguns contatos lá fora (Alemanha e França) que promovem iniciativas independetes/Do It Yourself fizeram propostas de lançamentos de material nosso (coletâneas e outros tipos em CD, fita, e até mesmo vinil), o que é uma ótima iniciativa. Metal Clube: Onde vocês produziram a demo e quem a produziu pra vocês? Marcos: (risos) Pode parecer piada, mas produzimos a demo no meu quarto, em Catalão-GO. Fizemos um pequeno estúdio lá, com alguns equipamentos semi-profissionais para gravação, no qual apelidamos de “Quinto dos Infernos Studios” (risos), e nos enclausuramos lá por volta de um mês, sendo que eu fazia todo o trabalho de pós-produção e mixagem das músicas. Foi tudo independente mesmo, desde a arte do encarte, que um amigo do Matheus que a fez, até a arte final da demo que o Matheus mesmo realizou. Queremos agradecer também ao Alexandre (Alzephirus) pelo logotipo atual que estamos usando! Inclusive já estamos distribuindo uma versão prévia do split-cd que idealizamos com a Orgy of Flies de Formosa-GO (uma excelente banda de Death/Thrash ultra old school!). Esse split já está disponível e consiste nas faixas da nossa demo mais 6 faixas da nova demo da Orgy of Flies, somando 12 faixas no total. Metal Clube: Alguns de vocês moram em cidades diferentes e isso dificulta um pouco na hora dos shows. Como fazem com a agenda de cada um e locomoção quando o show é em outra cidade ou estado onde cada um da banda mora? Matheus: Realmente, é um problema que tivemos que superar com o tempo, sendo que o Marcos mora em Catalão-GO, e eu e o Ayres moramos em Uberlândia-MG. No começo da banda, os ensaios eram feitos sempre em Catalão. No entanto, atualmente nós estamos ensaiando a maioria das vezes em Uberlândia, devido às melhores condições que os estúdios fornecem (antes ensaiávamos em casa) e pelo fato da maioria dos integrantes morarem em Uberlândia. Quanto aos shows, discutimos previamente o que cada um pode e não pode, para depois fecharmos os shows com os organizadores. Metal Clube: Como é dividido o tempo pessoal de cada um e o tempo para a banda, já que moram em cidades diferentes? Matheus: Com essa questão da distância, tivemos que reduzir drasticamente nossos ensaios mensais, que giram em torno de 2-3 por mês. Por causa disso, cada um tem mais tempo pessoal para se dedicar aos seus outros afazeres, como a faculdade e estágios, que é algo que todos nós três fazemos, além de termos mais tempo para treinarmos em casa as músicas. Metal Clube: Ultimamente nos eventos em que tocaram, todos lotaram, e principalmente na hora que ´´Ancestral Terror`` sobe no palco a galera toda vai pra frente e agitam no último. Qual a sensação de vocês quando sobem no palco e vêem e ouvem todos cantando suas músicas? Matheus: (risos) É uma sensação excelente, ver que todo o seu trabalho está sendo aprovado pela galera. Além disso, temos recebido um enorme apoio não só da galera, mas assim como de bandas de Uberlândia e da própria cena da região, como o Scourge, Metal Carnage, Scars of Hate, Krow, Hornor Infernum, Escaravelho do Diabo, FMI, Soul Stone, Symbollic, entre outras bandas. Isso nos deixa muito felizes, ao ver que nossos companheiros de estrada apóiam tão fortemente a mesma luta que passamos no Underground. Metal Clube: Com a saída do Cadu, você, Matheus, resolveu assumir além dos vocais, o contra baixo. E como está sendo a adaptação de fazer duas funções na banda que são a de cantar e tocar ao mesmo tempo? Matheus: O retorno à nossa formação antiga (trio) foi algo meio repentino, pois não sabíamos que iríamos voltar ao trio em curto prazo. Sendo assim, tivemos que readaptar logo a formação, e não havia tempo para procurar por um baixista e fazê-lo passar por todo o processo de adaptação à banda e o mesmo ter que tirar as músicas ainda, pois já tínhamos shows marcados em nossa agenda. Por isso, acabei tomando o posto de baixista, além dos vocais. De início, foi uma adaptação meio complicada, pois nunca tinha tocado e cantado ao mesmo tempo, mas agora, ao longo do tempo, estou me adaptando melhor. Metal Clube: Vocês fazem mais shows no estado de MG. Por que nunca fizeram um show em Goiás? Matheus: (risos) Na verdade, foi um acaso muito grande não termos tocado ainda em nosso estado de origem. Em Catalão mesmo, como citei anteriormente, a cena extrema está meio parada, havendo no máximo dois shows por ano. Já no restante do estado, ainda não apareceram oportunidades para que fizéssemos nosso “show inaugural” no estado, pois a banda é relativamente nova, temos apenas dois anos de estrada. Metal Clube: Cada vez mais aumenta o quadro de bandas de Metal no Brasil, como está sendo a dura batalha para se sobressair entre as demais? Matheus: Isso é algo que não nos deixa muito preocupados, pelo fato de tentarmos levar as nossas atividades de banda com a maior honestidade e respeito possível às pessoas. Queremos mostrar o nosso trabalho sem nos preocupar com rótulos ou modas. Fico feliz com a cena nacional, temos ótimas bandas no país, algumas que tiveram melhores oportunidades de divulgação, outras nem tanto. A batalha do Underground não é fácil, por questões do próprio apoio regional das pessoas, questões de shows, dificuldades em patrocínios, entre outros. Mas apenas pelo fato de estarmos fazendo algo que gostamos muito e recebendo o apoio da galera, já é o suficiente por hora! (risos) Metal Clube: Sobre os temas abordados nas letras da banda, o que passam para o público em geral em sua temática? Matheus: Em geral, nossas letras falam de batalhas antigas, tempos remotos quando o terror predominava nas ruas, por meio de contos e histórias que criamos. Não possuímos nenhum dogmatismo ou fixação por algum tema polêmico, procuramos passar apenas contos antigos aterrorizantes para o público (risos), pois nós curtimos muito filmes e literatura relacionados a temas do imaginário. Metal Clube: Muito obrigado pelo tempo cedido, o Metal Clube agradece a atenção e o carisma de vocês. Gostaríamos que vocês deixassem uma mensagem para todos os leitores do nosso site e aos fãs do “Ancestral Terror”. Matheus: Nós que agradecemos pela oportunidade, Kleiton. Gostaríamos de agradecer também ao público e amigos de bandas daqui de Uberlândia e região pelo enorme apoio que vêm dando à banda ao longo dessa caminhada cheia de pedras que é a cena extrema do Underground! Queremos agradecer também aos amigos de Formosa-GO (Orgy of Flies, Apollyon e outras várias bandas ótimas de lá!) e do DF pela amizade e apoio que sempre nos foi dado.
Silvera (Udia - mg)
said:
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| Esses ai são realmente os mestres dos mestres, Curto de mais a banda, não so pelo estilo ou por serem Underground, Mais sim por que eles realmente sabem o que é ser um musico e amigo, So posso dizer "FUDIDO" ... Para min e uma das melhores bandas no cenario Underground Nacional ... HAIL ANCESTRAL TERROR !!! |

| Agradeço a todos pela leitura e apoio à banda! Aproveitando, alguns links para a banda, que esquecemos de mencionar na entrevista: Site Oficial http://www.ancestralterror.cjb.net MySpace http://www.myspace.com/ancestralterror |

| essa banda é muito foda... não demora muito pra conquistar o Brasil mesmo no Underground! |

| Bom, essa banda é uma das melhores da linha trhash/death que já pude ouvir no cenário nacional, epero que gostem do som deles.... |
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