Skip to content
anuncie
Link atual: Home arrow Reviews arrow CD: Symphony X – Paradise Lost
CD: Symphony X – Paradise Lost Imprimir E-mail
Avaliação do Leitor: / 28
PiorMelhor 
12 de maio de 2007
Inovação! Quando se pensa que essa palavra considerada de honra a qualquer banda ou artista, seja ele de Metal, de Rock, de Pop, muitas vezes é sobrepujada ou usada de forma inverídica, chega o Symphony X e a faz valer. E, de quebra, acrescenta ao seu trabalho energia, criatividade e peso, muito peso!

É o que se concluiu ao ouvir o novo (e ainda não lançado) trabalho da banda, “Paradise Lost”. Michael Romeo e cia estão mostrando que a banda não está morta, apesar do considerável hiato de um novo álbum. O excelente “The Odyssey”, de 2002, deixou muitos fãs com a pulga atrás da orelha se perguntando a razão da pausa. E agora, a resposta!

 É curioso pensar que esses norte-americanos chegarão em terras brasileiras e farão shows ainda com esse álbum, teoricamente, “no forno”. De antemão, o que se pode assegurar é que seria de muita inteligência se os caras apresentassem uma ou mais músicas desse novo trabalho (o que provavelmente acontecerá). Além da promoção óbvia do disco, a possibilidade de “pescar” fãs potencialmente compradores é grande. Simplesmente porque o material é muito bom.

Como de praxe, “Oculus ex Inferni” se revela uma introdução que, apesar de calcada nas idéias já apresentadas pela banda, cria muito bem uma atmosfera para o que vem. O de sempre está lá; corais e orquestrações de primeira. O quarteto de instrumentistas também dá as caras logo nela, mas mostra a que veio na bela e (bem) pesada “Set the World on Fire (The Lie of Lies)”. O teclado de Michael Pinnella mostra com suavidade o que Michael Romeo logo exibe cheio de peso e energia. Com um riff bem ao seu estilo, denso e técnico, o guitarrista conduz boa parte da faixa. Russell Allen exibe um vocal na veia de “The Odyssey”, agressivo e rasgado, porém, mostra toda sua versatilidade no belo refrão, que tem tudo para ser entoado pelos fãs ao longo do tempo.

Em “Domination”, uma das melhores do CD, o estilo da clássica “Sea of Lies” (do também clássico “The The Divine Wings of Tragedy) é repetido. Michael LePond faz o que Thomas Miller fez em “Sea of Lies” e introduz a música com uma sensacional introdução no baixo para que Romeo emende a mesma coisa, apresentando, de fato, a faixa. Na seqüência, agressividade em seu melhor nível. Jason Rullo exibe uma bateria extremamente veloz e nervosa. No levada principal, se percebe que se em “Paradise Lost” existe uma música para os fãs baterem cabeça, “Domination” é o nome. Destaque para a guitarra e para o teclado. Ao invés de alternarem solos, como quase sempre fazem, dessa vez apenas Romeo solou, enquanto o teclado de Pinnella se manteve mais básico. Aliás, mérito duplo para Michael Pinella, que nesse novo álbum inova com timbres cada vez mais interessantes.

Com uma cadência menos extrema, “The Serpent’s Kiss” é uma das faixas que mais mostra novidades do Symphony X. Russell Allen que o diga, já que apresenta efeitos e timbres novíssimos em sua voz. Romeo continua mostrando a razão de ser um dos maiores guitarristas no estilo. Seus solos continuam criativos, versáteis e bonitos.  A faixa-título do CD surpreende ao se revelar uma bonita balada. Quem experimenta novos timbres nessa música é Romeo, enquanto Allen e Pinnella apostam no tradicional e, assim, formam na faixa um casamento perfeito. A letra melancólica de “Paradise Lost” é sintetizada na densidade do refrão e no solo de Romeo, mais melódico dessa vez.

Uma introdução da bateria de Jason Rullo e “Eve of Seduction” começa. De fato a música mais melódica do álbum, o quinteto parece mostrar que o tradicional é a aposta deles no momento. E para os mais conservadores, o fato da pegada da banda estar mais reta em nada compromete a qualidade desse trabalho. Nessa música, por exemplo, o teclado aparece muito bem e faz um dueto com a guitarra de embasbacar. Guitarra que fica difícil não ser citada em todas as faixas. Nos solos, por exemplo, Michael Romeo assombra com tamanho repertório criativo. Nessa faixa, os arpejos estão impressionantes.

Voltando a falar dos conservadores, o bom e velho Symphony X deixa sua marca para eles. “The Walls of Babylon” tem toda a aura e as características que fizeram do grupo norte-americano um dos maiores ícones do Prog Metal de todos os tempos. Rullo e LePond abusam de seus instrumentos e das inversões de compasso, Pinella traz todo aquele clima sombrio e mantém seus belos solos como fez em “V”, o vocal e os corais estão absolutamente marcantes e Romeo... Bom, deixa pra lá...  O que não ficou dos melhores foi o fade-out usado no final. Porém, ainda não se pode levar isso muito em consideração já que “Paradise Lost” ainda não foi lançado, o que sustenta a pequena possibilidade de que algumas alterações ainda podem ser feitas.

A velocidade bem na veia do Heavy Melódico aparece em “Seven”, outra música em que todos exibem grande virtuose, principalmente Michael LePond, que descarrega um two hands nota dez. Em certos momentos, a faixa lembra “Out of the Ashes”, também do “The The Divine Wings of Tragedy”. A fúria de Russell Allen nos vocais apresenta mais uma vez a todos que ele, definitivamente, faz parte da assinatura do estilo do Symphony X. A energia que a banda consegue dar a esse tipo de música faz com que os fãs possam, facilmente, bater cabeça nela também.

Voltando às baladas, “The Sacrifice” transmite todo o sentimentalismo do grupo, tanto na letra, que aborda questões como perseverança, decepções e sofrimentos amorosos, como na melodia, que mostra uma admirável coesão entre os arranjos criados por Pinnella e Romeo.

Alguns dos mais tradicionais elementos do Symphony X retornam para encerrar o álbum com a poderosa “Revelation (Divus Pennae ex Tragoedia)”. Sendo uma das composições com mais variações de arranjo do CD, a faixa, que também é a mais longa de “Paradise Lost”, com pouco mais de nove minutos, expõe bastante o lado instrumental do grupo e conclui o disco em alto nível.

É muito improvável que “Paradise Lost” decepcione os fãs da banda ou ainda, do Prog Metal. Detalhes deixados de lado como músicas épicas de vinte minutos ou “tempos quebrados” a cada dez segundos não vão ser demérito aqui. Tudo está muito bom; do óbvio, como as músicas, até a capa, passando pela gravação. Foram cinco longos anos sem qualquer material novo, ainda que coletâneas ou discos ao vivo, mas a resposta para isso salta aos olhos. Ou melhor, aos ouvidos. Não será surpresa se “Paradise Lost” for tratado, daqui uns anos, claro, como um “V” ou até mesmo um “The Divine Wings of Tragedy”. Quanto aos shows aqui no Brasil, não se deve exagerar e dizer que eles devem abusar em mostrar material novo. Aí também já seria entusiasmo demais. Agora apresentar três ou quatro músicas de “Paradise Lost” não seria nada mal. Nada mal mesmo.

Nota: 9,5
 
Symphony X – Paradise Lost
 
01. 'Oculus Ex Inferni'
02. 'Set The World On Fire (The Lie Of Lies)
03. 'Domination'
04. 'The Serpent's Kiss'
05. 'Paradise Lost'
06. 'Eve Of Seduction'
07. 'The Walls Of Babylon'
08. 'Seven'
09. 'The Sacrifice'
10. 'Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia)'
 
Comentarios (7) >>

jonathan said: _

  sem comentarios os cara se garantem pow muito bom mesmo
outubro 13, 2008

José Aparecido said: _

  "Symphony x" é algo que está além do seu tempo.
Suas composições são a todo o tempo reconhecidas mundialmente como algo que inspira e não mais uma repetição com clinchês de alguma vertalte do metal.
Esse trabalho sério e ousado deve ser respeitado e apreciado por todo músico que se preze, ou aspira ser um dia. "Symphony x" é mais que a 10ª Sinfonia. É a 1ª de um novo conceito de músicalidade.
agosto 16, 2008

kabeça said: _

  caralho esta banda e muito louca!!!!!
Eo que ha do metal progressivo!!!!
dezembro 16, 2007

Anderson Rodrigo :recife PE said: _

  Cara fiquei fucando em varios sites para saber o destino do symphony, e tinha achado umametria que eles ia acabar a banda, mas logo em seguida fizeram este album excelente nao, não que supere o The new mithologies mas com uma boa sonoridade e riffs pesados. Melhor seria se eles repetisem aki no Brasil a tourne que estao fzd na europa juntamente ao Dream Theater.
setembro 14, 2007

Herrenvolk said: _

  A galera de Recife espera ansiosa pela volta deles ao Brasil .....
NOTA 1000000000..0000000 Para o Cd e a Banda!
julho 26, 2007

Fernando said: _

  cara eu sou de manaus fui nu ultimuh show delis que teve aqui dia 17(domingo) foi mt bom, elis tocaram uma ou duas(nao me lembro mt bem) musicas do pardise lost e posso afirmar com toda certeza que essi cd vai ser mt bom nota 10 pros caras, mandam mt bem mesmo.
junho 19, 2007

Ayrton said: _

  Esse cd é muito foda, a banda toda humilha... minha nota pra ele é 10!!!
junho 14, 2007
Escreva seu Comentario


Escreva os caracteres mostrados


busy
 
Caro leitor, o Metal Clube se reserva o direito de retirar mensagens ofensivas, abusivas, publicitárias ou fora dos temas publicados. O Metal Clube não se responsabiliza pelo conteúdo das mensagens enviadas pelos visitantes, sendo que o limite por comentário é de 1000 letras. Alguns comentários poderão não ser publicados imediatamente por algum motivo incomum ou por haver palavras censuradas, Caso ache necessário entre em contato com nossa equipe pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo


23 visitantes online
 
| Colaborar | Orkut | YouTube | Galeria de Fotos | Equipe | Anúncios | Contato |
 
Serenity in Fire