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Testament: Armazém 841 - BH/MG Imprimir E-mail
Avaliação do Leitor: / 9
PiorMelhor 
Por Miguel Pezzuti e Daniela Nunes   
30 de abril de 2007
Por Miguel Pezzuti

Este foi, sem dúvidas, um 28 de abril histórico na cena do metal belo-horizontino. Apesar de alguns problemas e atrasos, o show foi considerado por muitos fãs como o melhor do gênero, nos últimos anos.

Bem, o ponto inicial é a questão de horários. Em cartazes e panfletos de divulgação do show, o horário de abertura dos portões estava marcado para as 19hs. Pois bem: eram 19hs e havia apenas cerca de 100 pessoas no local, esperando para entrar no Armazém 841, este ainda com os portões fechados. As pessoas iam chegando, e quando os portões foram abertos, já passava das 22 horas.

 Aproximadamente às 22h e 40min, a banda de abertura, Drowned, começa a tocar. Os fãs, ainda poucos dentro do local do show, agitavam ao som da banda, que tocava com sua elevada energia de sempre. O som da bateria estava um pouco abafado, mas não impediu os bangers de baterem cabeça ao som de clássicos como “Learn To Obey”. Mas a alegria durou pouco: após a execução de cinco músicas, o show do Drowned termina, por ordem da organização. E grande parte do público ainda nem se quer havia entrado. Criou-se então um clima de insatisfação, mas parecia que a ansiedade para ver o Testament era maior, e os fãs permaneceram “quietos”. O baterista do Drowned, Beto Loureiro, porém, não ficou parado. Pegou o microfone e mandou sua mensagem de indignação: “Nós somos uma banda séria, não estamos aqui pra brincadeira. Respeitamos o público que veio nos ver, e levamos isso aqui realmente a sério; ao contrário da produção, que avacalhou o show do Drowned e não nos respeitou em momento algum. Ainda assim, agradecemos aos que comparecerem!”, disse o baterista. Segundo a organização, o atraso do show ocorreu devido a uma exigência de última hora, feita por técnicos do Testament, de um jogo de luz no palco. Quanto ao atraso da entrada do público no local, os motivos são incertos.

E enquanto o Testament não entrava no palco, os fãs deliravam e já abriam rodas, ao som ambiente de Kreator, Fear Factory, Sepultura, dentre outras. Após quase 4 horas de atraso, a banda finalmente adentra o palco, e o público vai a loucura. A música de abertura foi “The Preacher”, e o público parecia possuído por algo sobrenatural, tamanha a brutalidade do mosh. A presença de palco do quinteto era impressionante, mesmo do baterista “quebra-galho”, Nicholas Barker, que demonstrava estar totalmente entrosado com a banda e destruía com suas baquetas. O guitarrista Eric Peterson, o “mestre dos riffs”, simplesmente debulhava a guitarra. A mesma coisa sobre Alex Skolnick, e Greg Christian que parecia um louco com seu baixo.

E o massacre do Thrash Metal continuava. Chuck Billy demonstrou porque é o melhor vocalista de thrash de todos os tempos, com um vocal ainda perfeito, e seus guturais monstruosos que causavam arrepios. Sem falar nos tradicionais “Are You Readyyy?”, antes de várias músicas, que pareciam causar um orgasmo coletivo na galera. A interação de Chuck com o público foi realmente muito boa.

 O setlist se pareceu muito com o do DVD “Live In London”, e contou com vários clássicos: “The New Order”, “The Haunting”, “Sins Of Ommission”, “Over The Wall”, os maravilhosos riffs de “Souls Of Black”, “Into The Pit”, “Practice What You Prech”, “The Legacy”, “Trial By Fire”, a brutal “D.N.R.”, a inesperada “3 Days In Darkness”, etc. Destaque para o coral formado em “Alone In The Dark”, onde Chuck comandava a galera, que por sua vez cantava como um único membro, alucinado pelo show. Infelizmente, não foram executadas músicas dos álbuns “Low” e “Demonic”, assim como a tão esperada “Burnt Offerings”. Mas a última foi a melhor: “Disciples Of The Watch”. Foi realmente uma despedida em grande estilo, e o público, mesmo cansado, ainda agitava ao som desta maravilhosa música. A qualidade do som e da iluminação estava muito boa, com a tradicional parede de Marshalls.

Apesar dos problemas ocorridos e já anteriormente citados, este foi um grande show, e entrou para a história da cena do metal em BH. Agora só resta esperar que a banda não demore a voltar, e que continue no nível que está!

Set-list:
  • The Preacher
  • The New Order
  • The Haunting
  • Eletric Crown
  • Sins of Omission
  • D.N.R
  • 3 Days in Darkness
  • Trial By Fire
  • Practice What You Preach
  • Souls of Black
  • The Legacy
  • Into the Pit
  • Over the Wall
  • Alone in the Dark
  • Disciples of the Watch
Vejas as fotos: Normal / Slide
 
24/04/07 BRASIL - Porto Alegre @ Bar Opiniao
25/04/07 BRASIL - São Paulo @ Via Funchal
26/04/07 BRASIL - Curitiba @ Hellooch
27/04/07 BRASIL - Rio de Janeiro @ Canecao
28/04/07 BRASIL - Belo Horizonte @ Armazem 841
 
 
Comentários do público
Por Daniela Nunes

 Em princípio, unir na mesma noite duas bandas de gerações diferentes, como o lendário Testament, com seu trash das antigas, e o Drowned, um representante mais “atual” do estilo, que cada vez mais se afirma no cenário do metal, parece uma boa idéia, “uma sacada 100%”, a final de contas “metal é união”, como disse Anderson Diogo, 31 anos. Estaria tudo bem se fossemos considerar apenas esse ponto e esquecêssemos do mega atraso ocorrido e que o pessoal da organização colocou a banda de abertura para tocar enquanto grande parte do público ainda estava do lado de fora da casa de shows.

Diversas pessoas nem sabiam que o show do Drowned já havia terminado, quando conseguiram entrar no Armazem 841, como foi o caso de Anderson e que tinha ido ao local para ver ambas as bandas, mas principalmente o Testament. De fato, esse foi o intuito da maioria dos presentes e a opinião de muitos desses se resumia na fala de Daniel Andrade, 18 anos: “Quando a banda é do naipe do Testament não é apropriado escalar uma banda de abertura porque a banda não vai ser correspondida à altura, como aconteceu com o Drowned, que tem um grande nome, mas que se deparou com um público esperando outro show”.

Mas deixemos claro que apesar de tudo isso e de apenas cinco músicas executadas, a apresentação dessa banda mineira continuou vigorosa e empolgante como sempre. No momento em que o pessoal começava a interagir mais com os caras, o tempo desses havia acabado e dava lugar a mais um longo intervalo de espera. Segundo Vinícius Pereira, 20 anos, a perfeição do show dos americanos do Testament compensou todos os contratempos da noite e o delírio tomou conta da galera logo nas três primeiras músicas “Preacher”; “New Order” e “The Haunting”. “Esse não foi o melhor show que eu vi, mas um dos...”, disse esse fã que também que adorou a execução de “Over The Wall”, “Disciples Of The Watch” e “Trial By Fire... eram as que eu mais queria ver...”.

Os caras tocaram praticamente o Live in London todo com pura competência e foi quase unânime os comentários a respeito da qualidade do show. Christiana Tramassa, 19 anos, disse que realmente se emocionou ao ver uma das bandas de seu coração bem ali na sua frente. “Putz, nem acreditei quando o Testament começou a tocar “Souls Of Black”, foi ótimo! Ainda mais quando vi, ao vivo, o ‘jeitão’ do Chuck no palco e a sua forma de cantar colocando às vezes a língua para fora... Adorei, a banda é foda!”. Havia muitas pessoas como Christiana, em extremo êxtase, não era para menos o Testament fez valer sua fama através de muita idoneidade, presença de palco e interação com seus fãs.

Comentarios (9) >>

Rafaela lima said: _

  Bom acho que este site poderia ser melhor.
maio 28, 2007

G. Marcus said: _

  Mas bem, em suma, a única coisa boa da noite foi obviamente a performance do Testament, que como esperado foi ótima. No mais, nota zero ao resto. Chega de levantar a bola do fracasso que BH é e tem sido em relação aos grandes eventos que aqui ocorrem. Que tal começarmos a avaliar as coisas CRITICAMENTE, colocar a cabeça para funcionar e começarmos a exigir melhorias?? Muito obrigado e me desculpem a "inconveniência ". Mas não deu pra ficar calado (nem acho que deveria).
maio 03, 2007

G. Marcus said: _

  Mais um observação, agora sobre a matéria da Daniela Nunes (que fez um trabalho muito competente): eu discordo sobre o que foi dito à respeito de que não se deve colocar uma banda local (e consequentemente menor) para abrir shows de bandas grandes. Essa é uma ótima oportunidade para novos talentos e isso não deveria ser abolido. O que eu acho que deveria rolar é OUTRAS bandas poderem ter essa oportunidade, pois quase sempre ou é o Drowned (queridinhos da Cogumelo) que abrem os shows ou alguma banda amiguinha ($) da produção. Tá na hora de valorizarmos outras bandas, novos trabalhos e novos sons, que podemos achar aos montes dentro do nosso próprio cenário.
maio 03, 2007

G. Marcus said: _

  Desculpe me o autor da resenha, mas pelo amor de deus, vai levantar a bola do evento na... Show histório? Histórico simplesmente pelo fato de ser o lendário TESTAMENT tocando na roça Belo Horizonte. Só por isso mesmo... Fora esse "detalhe" não tem mais o que o torne histórico: organização péssima, qualidade de som ridícula e fãs feitos de palhaços. "Considerado por muitos fãs como o melhor (show) do gênero, nos últimos anos"?? O MELHOR?? Como assim meu amigo. Slayer não representou nada não? E o Kreator? Destruction lhe remete a algo? Até o Arch Enemy na balança final foi melhor, não pela banda, mas pelo contexto como um todo.
maio 03, 2007

G. Marcus said: _

  Parede de Marshalls? Poxa, não vamos exagerar não né. Não havia parede alguma, só 4 amplificadores. Não creio que isso constitua uma parade... Assista a um show do Pantera no Ozzfest e veja o que é uma parede de amplificadores. Esse evento foi uma vergonha. Eu fiquei em pé de 7 hs até as 1:30 da manha. Puta falta de consideração com os fãs. Péssima oraganização e estrutura, péssima qualidade, péssimo local. Se a banda vier ao Brasil novamente mas não voltar à BH, eu vou compreender completamente o lado deles.
maio 03, 2007

Michael said: _

  o som do show estava a nível dos shows Sodom/Nuclear Assault e Destruction ou seja, dentro dos padrões esperados quanto aos detalhes, a matéria fala sim da organização, atraso e etc só não se pode sair culpando os outros quando ninguém admite a culpa a organização culpa a banda, que por sua vez faz exigencias de ultima hora e alega nao querer começar o show antes de todos os fãs entrarem, e os fãs demoram a entrar por falha da organização aí fica complicado abraços
maio 02, 2007

CRISTIANE SENA,26 said: _

  Não tenho palavras para descrever o show, quem foi sabe do que estou falando . A banda tem uma presença de palco incrível e faz o público delirar. Parabéns aos produtores por presentearem os bangers trazendo essa banda foda!!!!!!!!!!!!!!
maio 02, 2007

leonardo alves ,20 said: _

  saldaçoes brutais ; concordo com nosso amigo caio; pois o som estava medonho e os roades estavao totalmente atrapalhados como aconteceu em "Souls of black". outro ponto negativo foi a "pontualidade britanica" do pessoal do armazem 841,mas tirando os contratempos o show foi FODASTICO so perdendo pro KREATOR,SODOM,DESTRUCTION.agora e so esperar pra que na proxima BRAZILIAN TUR estes probleminhas fiquem de fora do show.abraço BRUTAL PURE METAL.
maio 02, 2007

Caio Lourenço said: _

  Critica totalmente superficial... faltaram varios detalhes, entre eles o som terrivel do Testament... a falta de organização entre outras... vamos deixar o lado passional de lado e escrever oq realmente aconteceu... sou fã de testament mas a qualidade do som estva digna de uma banda de iniciantes... sem mais comentarios
maio 02, 2007
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