Entrevistas
Richard, Isabela, Daniel ... - Rosa Ígnea | Richard, Isabela, Daniel ... - Rosa Ígnea |
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| Por Rafael Santos | |||||
| 08 de setembro de 2006 | |||||
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A história da Rosa Ígnea teve início em julho de 2003, quando membros da banda decidiram trabalhar em algumas músicas que tinham sido originalmente compostas para o Magna Carta, banda que alguns dos componentes do Rosa Ígnea integravam. Continuando o trabalho de composição e gravação, mais tarde nasceria o álbum "Ancient Eyes". Rafael Santos – Finalmente a Banda retornou a cena mineira... Como surgiu o nome Rosa Ígnea e a idéia de criar uma banda nesta linha?Richard - O nome da banda foi inspirado em um livro de ocultismo escrito na década de 50 por um grande filósofo e antropólogo contemporâneo chamado Samael Aun Weor. Esse tipo de assunto sempre me fascinou e sugeri o nome como preito ao livro. A idéia da banda surgiu logo após um convite que o pai dos meninos (Kojima) me fez. Metal Clube - O álbum de estréia foi gravado pela banda por Renato Kojima. Quais as razões que levaram a banda a produzir o próprio cd? Gostaria de saber também os problemas ocorridos nesse tempo de espera. Daniel – Tomamos a iniciativa de produzirmos nós mesmos o CD Ancient Eyes por dois motivos: Primeiro, a questão do dinheiro, um produtor musical de nível cobra valores excessivamente altos. Segundo tínhamos a consciência de que conseguiríamos produzir um material de boa qualidade. Isabela - O estúdio é nosso, assim poderíamos gravar tudo no nosso tempo, sem cobranças, a não ser as nossas (rss). Tivemos alguns problemas com a música Silent Universe, gravamos ela toda e não estávamos gostando ainda, então a banda se reuniu e resolvemos reformulá-la, mudamos trechos da melodia, tonalidade, enfim, ficou com outra cara, e, esta sim, agradou a todos. Metal Clube - Músicas como “Ancient Eyes”, “When Dreams Come True”, “Eternity” são um dos grandes destaques do álbum, mostrando uma identidade própria da banda, com vocais doces e riffs de guitarra bem elaborados! Como vocês descreveriam a sonoridade da banda neste primeiro cd? Isabela - Acredito que o Rosa Ígnea tem a principal condição de uma voz melodioso e base precisa. A partir daí, os rótulos não nos preocupam. Já disseram que somos Prog Metal, Gótico, simplesmente Metal Melódico e, segundo um conhecido do Guilherme (risos) até forró! Para nós está bom que nos ouçam e respeitem. Gosto cada um tem o seu. Rafael – Se vocês me perguntarem sobre isso, realmente não saberei definir qual o estilo certo, mas estão fortemente dentro das raízes do Metal... Richard - Definições haverão várias. Particularmente nem sei qual melhor ou pior se encaixa . Fazemos apenas algo que consideramos bem feito e que flui espontaneamente seguindo a somatória de todas nossas influências musicais. Crescemos ouvindo um monte de "coisas" de diversos estilos e nossas músicas vêm disso. Metal Clube - Legal, apesar de cada um da banda ter a sua música preferida, quais seriam as canções que a banda tem recebido maior elogio do público ao vivo? Isabela - As duas músicas que o público mais elogia são Eternity, que inclusive foi à primeira música composta pela banda e Remembrance. Eu gosto muito de Eternity sim, mas prefiro ela ao vivo. No CD achei bem interessante o resultado de When Dreams Come True e a última, Frail Innocence. Rafael – É um belo trabalho, as minhas preferidas são “Eternity” e “Ancient Eyes”! Daniel – A Remembrance vem tendo um retorno legal, talvez por termos considerado-a nossa música de trabalho, disponibilizando a mesma para download em nosso site mesmo antes do lançamento do Álbum “Ancient Eyes”. Metal Clube - A banda antes da gravação do álbum contava com a participação de Talita Martins (vocais), Gustavo Carlos (bateria) que foi substituído temporariamente pelo baterista Omar (Escarpus), em seus lugares entraram Isabela Santos (vocais) e Guilherme Mitre (bateria). Teria algum motivo em especial para a saída Talita e Gustavo Carmo? Como conheceram Isabela e Guilherme e o que adicionaram para a banda tanto em estúdio como nos shows? Daniel: A Talita nos acompanhou durante muito tempo, fizemos vários shows e compusemos algumas músicas juntos, porém, chegou um momento em que concordamos que talvez fosse hora de trocar, que seria interessante para todos, pois ela poderia se dedicar integralmente ao canto lírico. Somos eternamente gratos a ela por tudo, mas hoje já estamos em outro momento. Foi aí que convidamos a Isabela para fazermos umas experiências, não tivemos dúvidas que era a pessoa correta para os vocais. Na mesma época o Gustavo também deixou a banda para a entrada temporária do Omar, que teve de deixar o Rosa Ígnea por falta de tempo em conciliar duas bandas, posteriormente o Guilherme (que foi indicação de um amigo nosso, o San, baixista da banda Helltown.) assumiu o posto em definitivo. Metal Clube – Já existe algum novo material sendo desenvolvido para a continuação de Ancient Eyes ou a banda pensa em alguma mudança temática e sonoridade musical para um futuro álbum? Richard - Sim, já existe praticamente um novo álbum composto e escrito. Só estamos aguardando o momento adequado para entrarmos em estúdio e iniciarmos as gravações. Isabela - A banda já trabalha em músicas novas, mas mantendo a mesma linha. Pensamos também em separar uma data para gravação de um clipe. Metal Clube – A capa de Ancient Eyes é muito interessante! Nota-se alguns símbolos e nomes por toda a arte gráfica, quais são os seus significados e como surgiu esta idéia? Richard - Tem sim uma simbologia bastante interessante. Vemos no encarte os desenhos dos Chakras os quais também podemos chamar rosas ígneas. A rosa em chamas da capa principal tem um significado oculto bastante forte – O fogo que renova todas as coisas! Entende? Rafael – sim, o tema foi muito bem escolhido... Richard - Sem falar que no geral a arte possui um ar um pouco Apocalíptico o que subentende o período difícil que estamos passando como humanidade. Os escritos estão relacionados à letra da música "Ancient Eyes" onde os segredos Divinos e humanos poderiam ser compreendidos através dos olhos de um ancião que como chispa Divina não passa de uma criança auto consciente de teus processos e anelos íntimos. Metal Clube – Isabela, recentemente você foi à vencedora do prêmio cantora jovem em um importante concurso internacional de canto realizado em Belém do Pará. Através desta conquista diversos meios de comunicação (Estado de Minas, TV Alterosa, Globo Minas) a entrevistou, como foi esta experiência e o que esta conquista representou para você? Isabela - Acredito que o prêmio foi um reflexo de todo o meu estudo e dedicação, mas considero isso apenas como um começo satisfatório, para mim palavras são importantes, mas o que vale mesmo é a ação. Metal Clube – Alexandre, a banda também tem uma equipe que ajuda a todo tempo, como vocês receberam esta conquista de Isabela? Alexandre (Manager) - Recebemos com muita satisfação esta conquista dela, afinal de contas a Isabela é a vocalista do Rosa Ígnea e uma conquista assim reflete em todo o trabalho da banda. Houve um retorno imediato, uma vez que na mídia ela foi apresentada como uma cantora lírica que tinha conquistado um grande prêmio e que também se dedicava ao metal na banda Rosa Ígnea e isto é muito bom para alcançarmos um público que ainda não conhece bandas nesta linha. Acho que é bom para o metal de uma maneira em geral, pois muitos que viram as reportagens na TV acabaram tendo contato com algo ainda novo para eles, a compatibilidade entre estilos bem diferentes. As pessoas que vivem o dia a dia do Rosa Ígnea tem plena consciência da sua competência, e com esta conquista fica ainda mais claro para todos que ainda não a conhecem do que ela é capaz, e isto é muito bom. Metal Clube – Gustavo, antes de entrar integralmente no Rosa Ígnea você participou do Dynasty, deixando-os então para se ingressar no Rosa Ígnea. Por que você preferiu se dedicar totalmente ao Rosa Ignea sendo que a banda tinha pouco tempo de estrada? Gustavo - Eu saí da banda Dynasty no final de fevereiro e, no final de março, Richard me ligou perguntando se eu podia dar uma força pra eles, já que o tecladista tinha saído nas vésperas do show no estacionamento bar. A idéia inicial era um free lancing pro show. Aí depois rolou o convite oficial. A saída do Dynasty foi devido a uma divergência de idéias e resolvi me dedicar ao Rosa porque eu já conhecia o pessoal e sempre acreditei no potencial deles, além de serem meus amigos. Metal Clube – Eu não esqueci de você Guilherme! (risos) Como tem sido para você participar de uma banda promissora como o Rosa Ígnea que tem músicos como Richard Squair (ex-Avitus), Daniel (ex-Magna Carta) e Renato (ex-Avitus, Escarpus) que já trabalharam em outras bandas conhecidas aqui em Minas Gerais? Guilherme - Isso para mim é uma grande honra. E o que me deixa mais feliz é que, mesmo com uma experiência tão considerável, todos na banda me deixaram bastante à vontade desde o período dos testes. Toda a bagagem da minha experiência também se consolidou no Rosa Ígnea, a banda em que tenho muito orgulho participar. Músicos conceituados em todos os sentidos e que sabem trabalhar em conjunto. Parceiros mesmo. Metal Clube - Uma pequena distração, quem vocês gostariam de convidar no cenário brasileiro atual para uma participação especial no show do Rosa Ígnea? Algo de especial neles? Daniel – Seria uma grande honra tocar com o André Matos e Kiko Loureiro, ambos sempre me inspiraram, o André pelo timbre, perfeição e presença de palco e o Kiko pelo som fantástico que tira na guitarra e pelos solos e riffs fora do comum. Isabela - Gostaria de cantar junto de André Matos, que além de ser um excelente músico, possui bom gosto e um timbre fora do comum. E também dividir o palco com Kiko Loureiro, que, como disse Daniel, é uma inspiração! Guilherme - Concordo com a Isabela. O André, além disso, também foi fundamental para o desenvolvimento do Metal no Brasil. Mas o Dr. Sin, exemplo clássico de perseverança e garra no cenário do Rock, me deixaria bem feliz se tocássemos juntos. A banda e os músicos são muito bons. Richard - Talvez o Marcus Vianna seria uma boa. As músicas são de extremo bom gosto além de letras bastante simbólicas e bem feitas. Gustavo - É um prazer dividir o palco com qualquer bom músico. Tendo boas condições no som então, perfeito. Metal Clube - Bom eu acho que tirei todas as minhas poucas dúvidas sobre vocês (risos), foi um enorme prazer entrevistá-los. Gostaria de parabeniza-los pelo belo Ancient Eyes e deixar o espaço aberto para deixarem um recado aos amigos e fãs do Rosa Ígnea. Rosa Ígnea - Agradecemos o espaço cedido pelo Metal Clube, também parabenizamos vocês pelo site e pelas iniciativas. O recado que temos a dar é pela união do meio metal. Em outros países as bandas se ajudam e lutam pelas mesmas causas e melhorias de condição de estrutura, em Minas e no Brasil parece que isso está começando somente agora. Vemos em cada banda o seu potencial e isso é motivo de orgulho, pois um som que não é original do Brasil já tem seu meio consolidado aqui. Agradecemos aos amigos, fãs e ao Rodrigo da Erpland Records pela força e amizade e, agora, mais que antes, é partir para vôos mais altos. Entrevista realizada com os membros da banda mineira Rosa Ígnea no mês de Julho de 2006.
ANDREIA MARIA
said:
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| ADOREI A BANDA E OTIMA UMA PERFEIÇÃO O ORGULHO BRASILEIRO!VIREI FÃÃÃÃÃÃÃ... |