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MUSICATA: Marisa Monte, o Infinito ao seu Redor

abril 30th, 2009 . by Ariane Ferreira

Olá a todos!

Na semana passada não deixei dicas do que faria hoje, véspera de um novo feriado. Em virtude destes três dias em casa, vou sugerir uma artista que não vendeu mais de 5 milhões de cópias no Brasil à toa.

Marisa Monte tem mais de 20 anos de carreira e é um enorme referencial para os jovens artistas da música brasileira, não necessariamente ligada ao movimento da nova MPB.

São muitos os títulos de sucesso de Marisa, que apesar do belíssimo nome, não é uma mulher estonteante que chama a atenção do público por voluptuosas formas femininas. O que agrada a maioria das pessoas na cantora é a forma tranqüila com a qual sua voz trabalha alegrias, tristezas, frustrações, esperanças, desencontros, amores e muitos outros sentimentos que suas letras apresentam.

Marisa Monte – Bem que se Quis

Do primeiro sucesso “Bem que se Quis” até seu último trabalho “Universo Ao meu redor” a vida da cantora passou por diversas mudanças. Marisa não é mais a jovem, que timidamente empunhava um microfone para declarar, sem medo seu amor. Hoje na casa dos 40 anos é mãe, esposa, produtora e compositora de sucesso. Sua presença de palco mudou, continua intimista, só que mais vibrante e alegre.

Há quem diga que muitas de suas letras são desconexas ou complexas, mas o sucesso, estrondoso, da singela “Amor I Love You”, composta em parceria com Carlinhos Brown, prova que a música de Marisa é um retrato de sua alma e que retrata sentimentos comuns a todos. Curiosidade: Vale lembrar que o “poema” recitado por Arnaldo Antunes ao final da canção nada mais é um trecho do livro Primo Basílio do escritor português Eça de Queiroz.

Marisa Monte – Amor I Love You

Aliás, é de parcerias que Marisa Monte e sua música sobrevivem, grandes parcerias me anteciparia. Os músicos/compositores Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown seus parceiros do projeto Tribalistas, além dos contemporâneos, Marcelo Yuka, Ed Motta, Argemiro Patrocínio e Jayme Silva, são alguns poucos exemplos.
Então, para o feriado, novamente prolongado, sugiro os álbuns “O Inesperado Encontro”, quem sabe ele traz boas vibrações. E também “Verde Anil Amarelo Cor de Rosa” e “Infinito Particular”.

Marisa Monte – A Sua

Para começar a compreender a obra de Marisa Monte ouça o descompromissado e quase brilhante “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” .

Para saber mais sobre Marisa Monte acesse:
www.uol.com.br/marisamonte

Lembrem-se: críticas e sugestões são bem-vindas. Para entrar em contato com a redatora vá à sessão contatos do site e procure por Ariane Ferreira.


MUSICATA: James Brown ‘feels good’

abril 24th, 2009 . by Ariane Ferreira

Olá a todos!

Para falar de um artista Freak, como previsto na semana passada, o MUSICATA apresenta James Brown.

Sim, o “Padrinho do Soul”, “percussor do Rock”, “Mr. Dinamite” e mais um monte de apelidos que deram a Brown por ser uma das mais importantes figuras da história da música mundial.

O Compositor de “I Got You” mais conhecida como “I Feel Good”, foi um dos precursores da revolução na música negra norte-americana, um dos maiores influenciadores entre a fusão do gospel e as músicas de rua. Foi produtor, compositor de sucesso e muitas outras coisas.

JamesBrown – I Got You

Em 53 anos de carreira lançou 77 discos de estúdio, dos quais 58 éramos somente compostos de canções inéditas. Além disto, Brown lançou 15 discos de apresentações ao vivo e 2 especiais de Natal.

Em sua vida, foi extremamente “freak”, criado nas ruas da cidade de Aurora no estado da Geórgia foi preso aos 16 anos por roubo de carros, cumpriu três anos de pena, e aos 20 entrou para a música tocando bateria em uma banda gospel. Seis anos depois gravou seu primeiro disco, “Try Me!” (1959) e chegava as paradas de sucesso de onde só sairia no final da década de 1970. Durante todo esse tempo foram 119 canções do top 100 das paradas.

Apesar dos problemas familiares, James Brown sabia como levar sua carreira, foi um grande empresário da música, descobrindo e investindo em talentos, além de ser extremamente influente nos assuntos político-sociais dos Estados Unidos de sua época. Quando Martin Luther King Jr. foi assassinado, em 1968, para acalmar o povo norte-americano, evitar um colapso e o inicio de uma batalha campal pelo país, James foi a uma emissora de rádio e se apresentou ao vivo, na cidade de Boston.

James Brown – Living In America

Talvez muita gente não perceba, mas James Brown influenciou muita gente com seu jeito irreverente de dançar e cantar, principalmente o pessoal do mundo do rock. Por isto, o músico foi homenageado no “Hall da Fama do Rock” americano.

Para conhecer um pouco mais de James Brown vale à pena conferir os discos:

 Super Bad – Live (2001)
 Live at the Apollo 1995 (1995)
 Sex Machine (live) (1977)

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MUSICATA: Guilherme Arantes, seu mundo e nada mais.

abril 16th, 2009 . by Ariane Ferreira

Olá a todos!

 

Como prometido na semana passada, hoje vou dar uma “viajada” além do mundo do rock e falar de um grande ícone da música, digamos popular, brasileira. Hoje apresento a vocês um dos pioneiros da música sócio-ambientalmente responsável, que começou no rock progressivo, é vanguardista premiado no mundo todo e que falar do amor com uma ótica incopiável, Guilherme Arantes.

 

Você deve ter pensado: “Pô, mas esse cara num é ator?”, não, não é. Muita gente tem essa lembrança do cantor, pois ele é um dos artistas brasileiros mais tocados em novelas, principalmente nas de sucesso. Suas letras, cantadas por ele ou outros artistas já estiveram na “vitrola” da sua casa e na telinha de sua tevê. Mas se você tem pouco mais de 18 anos deve ter cantado muita música dele, na escola, assistindo a um filme dos Trapalhões ou da Xuxa e claro ecoando o clássico: “Lindo balão Azul”, do grupo Balão Mágico, que foi gravado por muitas pessoas da alta cúpula da música brasileira.

 

Guilherme é irreverente, de opiniões fortes, metáforas diretas, do amor, da dor, do pensamento coletivo e individual, que trabalha o psicológico em suas músicas como ninguém e que tem o talento de compor excelentes hits.

 

Além de tudo isso, lá no ano 1981, quando ninguém sabia o que era aquecimento global e pouco se acreditava na possível extinção da água no planeta, o músico foi aclamado por todos os brasileiros com a música “Planeta Água”. A canção foi o mais protestado segundo lugar da história do prêmio MPB Shell, que naquele ano estava em sua segunda edição e premiou “Purpurina” de Lucinha Lins, mas o povo queria que Guilherme estivesse no topo.

 

Guilherme Arantes – Meu Mundo e Nada Mais

 

E ele merece mesmo o topo, que rapaz nunca se aborreceu com uma Luísa de sua vida e cantou a música de Guilherme para a ela? E que cara na paquera ou na vida nunca entoou “Cheia de charme, desejo enorme…” para uma garota ou para se referir a ela? – Compor “clássicos” é isso, todo mundo canta, mesmo sem saber de quem é.

São muitos sucessos: “Lance Legal”, “Pedacinhos”, “Graffitti”, “Fã Número 1”, “Olhos Vermelhos”, “Coisas do Brasil”, “Marina no Ar”, “Ouro”, “Loucas Horas”, “Muito Diferente”, “Um dia, um Adeus”, “Cuide-se bem”, “Êxtase”, “Prelúdio”, ”Meu mundo e mais nada”, “Deixa Chover”, etc, etc.. Além de sucessos cantados por outros artistas como:  “Aprendendo a Jogar” e “Só Deus é quem sabe” de Elis Regina.

São 35 loucos anos de carreira. Guilherme foi do Rock e nos anos 1970 participou de inúmeros grupos: “Moto Perpétuo”, “Verde Vertente”, “A Barca do Sol”, “O Terço”, “Som Imaginário”, “Joelho de Porco”, “Bixo da Seda”, “Casa das Máquinas”, e muitos outros.  Ele também foi da MPB, do New Age, dos três juntos e de um jeito muito “Arantes” de fazer música. Pianista de talento, Guilherme é o único brasileiro a ter o certificado “Steinway”, uma espécie de ISO 90002 para grandiossissímos pianistas. Dá pra ficar falando da carreira do músico pelos próximos 35 anos.

Guilherme Arantes – Êxtase

Infelizmente, o sucesso dos anos 1970, 1980 e inicio dos 1990 não voltam mais,  é hora da nova safra da música brasileira e seu público redescobrir um Guilherme, que contra a imposições das grandes gravadoras, foi deixado lado para abrir espaço aos impostos sertanejo, pagode, etc, etc…

Para conhecer melhor o trabalho de Guilherme Arantes e de sua ONG Instituto Planeta Água/Estúdio Coaxo do Sapo, acesse o site oficial do músico: http://www2.uol.com.br/guilhermearantes

 

 

Como discografia sugiro:

O DVD:  “Intimidade “ de 2007 e o álbum “Guilherme Arantes – Ao Vivo (Teatro Mars/SP)” de 2001, para começar.

Semana que vem a coluna será “Freak”!

 

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MUSICATA: Tome um porre ao som de Nirvana

abril 9th, 2009 . by Ariane Ferreira

Olá a todos,

Tenham uma excelente quinta-feira!

 

Hoje, véspera de feriado que para muitos tem significados maiores, vamos falar de Nirvana. Isso pode parecer muito comum, é uma banda que quase todo mundo já ouviu. Mas a pergunta que não quer calar é: “Com quanto de preconceito você ouviu um dos maiores fenômenos da cultura norte-americana do século passado?”.

 

 A ideia aqui não é discutir habilidade, em termos de feeling, dos três componentes da banda, Krist Novoselic (baixo), Dave Grohl (bateria) e Kurt Cobain (voz e guitarra). O que estamos tentando fazer aqui é “ler” sem preconceito a música da banda.

 

Eu sei, parece que todo mundo está falando da mesma coisa e não é à toa, no dia 05 de abril completaram-se 15 anos do tal suicídio de Kurt, que pôs fim a banda e claro ao sucesso estrondoso que fizeram, tornando o músico um dos maiores mitos da história da música, etc, etc…

E tem mais, muitos críticos, adeptos ou não à música do Nirvana, são unânimes ao afirmar que serão necessários mais uns 20 anos, contados de hoje, para que algo seja tão intenso quanto foi o sucesso da banda, e eu concordo!

 

Com três álbuns lançados, não há uma obra com começo meio e fim a ser explorada. Mesmo assim, não dá pra entender como uma canção desconexa como “Smell Like Teen Spirit” conseguiu traduzir em gritos os sentimentos de algumas gerações. Muita gente já tentou viver a intensidade desta música que expõe uma revolta adolescente, vide o cover que o Angra fez, com Kiko Loureiro nos vocais:

 

Kiko Loureiro -Smell Like Teen Spirit

 

Pois bem, não dá pra fazer igual, somente releitura. Outra coisa que deixa muita gente “encafifada” é a presença do desengonçado Kurt na lista dos maiores guitarristas da História.  Para isto a equipe da revista Rolling Stone deu uma justificativa bem plausível. Para eles, Kurt foi genial ao simplesmente ignorar boa parte dos padrões de se tocar uma guitarra e explorou como poucos as sonoridades de efeitos sem esforços, com microfonias, distonias e até falta de sintonia.

 

Traduzindo: sem esforço algum, o músico conseguia fazer um barulho danado e que soava muito bem para sua música. O que não deixa de ser verdade, dá uma olhada no vídeo abaixo. Ainda é possível afirmar que quando estava inspirado e pouco sóbrio Kurt fazia bons solos em seus shows. Ele era um guitarrista capacitado.

 

Nirvana – The Man Who Sold the World

Voltando a música: o que há de interessante nas letras do Nirvana são as conotações sombrias e metafóricas. Nelas, Kurt falava de solidão, depressão, tristeza, alegria, sentimento de fracasso, angústia, remorso e outros sentimentos de subjetividade humana. Ou seja, nada não muito diferente do que muitos músicos de metal fazem por aí, guardadas as devidas proporções e metáforas.

 

Assim, encaminhamo-nos para um objetivo: ver, ouvir e entender a letra do Nirvana, que tinha um bom baterista e um baixista de talento. Krist nem precisava ser solicitado nas canções, pois, o baixo era dispensável, mas que fazia questão de imprimir sua marca, que por mais que muita gente não assuma, inspirou muitos músicos.

 

Nirvana é algo que todos que curtem algum estilo de rock, por mais diferente que seja do chamado Grunge, deviam ouvir. É uma regra: “pelo menos uma vez na vida tome um porre ao som do Nirvana. Nem que seja só pra ficar bêbado”, como disse Jerry Cantrell, guitarrista do Alice in Chains, certa vez. 

 

A regra na verdade é: ouvir o Nirvana devia ser obrigatório pelo menos uma vez, uma única, assim como ouvir Beatles, Elvis, Queen e Iron, sempre guardadas as proporções e importâncias. Não é necessário gostar, mas sim conhecer. Afinal, se a Poly queria comer biscoitos é porque ela tinha um bom motivo, que não era fome.

 

Para saber mais sobre Nirvana leia:

  • Mais Pesado Que O Céu – Uma Biografia de Kurt Cobain, Editora Globo, Brasil, 2001.
  • Fragmentos de uma Autobiografia, de Marcelo Orozco, Editora Conrad, Brasil, 2002.

 

Para próxima semana prometo ser radical e voar alto bem longe do mundo rock. Aguardem!

 

Críticas e sugestões são sempre bem-vindas. Para entrar em contato com a redatora vá à sessão contatos do site e procure por Ariane Ferreira.


MUSICATA: “Southern Rock de excelentíssima qualidade: Lynyrd Skynyrd”

abril 2nd, 2009 . by Ariane Ferreira

 

Olá a todos,

Sejam muito bem-vindos!

 

 Eu sou Ariane Ferreira e todas as quintas-feiras estarei aqui no MUSICATA para tentar incutir no seu dia-a-dia um pouco da BOA música, aquém do nosso bom e velho Heavy Metal. Para começar a coluna com o pé direito, vou falar por uma clássica banda de rock and roll.

 

É bem provável que a maioria de vocês conheçam o Lynyrd Skynyrd, mesmo sem saber de sua existência, afinal maioria dos roqueiros conhecem a música “Sweet Home Alabama”. Pois bem, ela é uma canção regional americana, talvez de 1940 e que tem mais de 80 versões, a do Lynyrd Skynyrd é a de maior notoriedade no mundo e a versão mais tocada por aqui.

 

Gravada em 1974 para o segundo álbum do grupo, “Second Helping”, “Sweet Home Alabama” deu o disco de ouro à banda e ainda gerou uma turnê do grupo com o The Who – maior sucesso da época. Confira vídeo ao vivo da canção:

Lynyrd Skynyrd – Sweet Home Alabama

 

Mas e o que diferencia o Lynyrd Skynyrd das demais bandas de sua época? Habilidade, feeling, rapidez, improviso e mais um monte de coisa que exigimos dos músicos hoje em dia, principalmente os de Heavy Metal. Os garotos, Ronnie Van Zant, Allen Collins e Gary Rossington do Mississipi, eram vanguardistas gostavam de experimentar em seus instrumentos gerando uma mistura de country-rock com muitos elementos do que viria ser o new age e muito do que se tem no rock contemporâneo de hoje.  

 

O Lynyrd Skynyrd é uma boa pedida para quem gosta de guitarra, pois suas duas formações foram compostas por duplas competentíssimas de guitarristas. É uma banda que dá aula de guitarra pra qualquer marmanjo, pois produziu em épocas remotas, grandes épicos guitarrísticos. Talvez por isso, a banda teve o hino “Free Bird” incluso na segunda versão do jogo Guitar Hero e depois conquistou em 2006 um lugar no “Hall of the Fame”, a calçada da fama do Rock and Roll.

 

Mas para conferir tudo isto é preciso ir aos vídeos antigos, nos quais o Lynyrd Skynyrd apresenta seus solos e improvisos como suas obras primas. Abaixo o vídeo de “Free Bird”, primeiro grande sucesso da banda, ao vivo na BBC em 1975, executado pela formação original.

 

Lynyrd Skynyrd – Free Bird

 

Não dá para aqui ficar falando da biografia da banda que é bem complexa, a primeira formação foi instinta graças a um trágico acidente aéreo, que matou o vocalista e principal compositor Ronnie Van Zant, o guitarrista e improvisador nato Steve Gines e a back vocal Cassia Gaines, irmão de Steve, por exemplo.

 

Mas são 12 álbuns de estúdio, 15 coletâneas (compostas por muitas versões, faixas exclusivas não lançadas e outros tipos de raridades) e cerca de 13 álbuns ao vivo. O melhor deles é o “30 anos do Lynyrd Skynyrd”, uma mega produção na qual foi realizado um show de 30 anos com imagens e registros dos membros da formação original e só pode ser encontrada no Brasil sob encomenda, o material é importado e custa em média R$ 180 o CD e DVD duplos.

 

Bem mais barato e extremamente proveitosa é a coletânea “Skynyrd’s Innyrds” de 1989. Excelente meio para quem quer conhecer as melhores produções da primeira e antológica formação e para ser introduzido na obra do grupo.

 

Espero que para quem não conhecia o Lynyrd Skynyrd, este post tenha sido um bom empurrão para esta busca. E antes de deixar o vídeo de “Saturday Night Special”, aviso que a banda é grande fonte de estudo para jovens músicos, principalmente tecladistas, produtores e guitarristas.

 

Lynyrd Skynyrd – Sartuday Night Special

 

Para próxima semana prometo ser mais sucinta e vou trazer algo que parece muito óbvio, mas não é. Também do mundo do rock. Aguardem!

 

Para saber mais do Lynyrd Skynyrd acesse:

 

Site Oficial: http://www.lynyrdskynyrd.com/

Site sobre a história da banda (em inglês): http://www.lynyrdskynyrdhistory.com/

 

 

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Matéria Hard Star

fevereiro 23rd, 2009 . by Reynaldo Trombini

Olá, mediante aos inúmeros comentários sobre a matéria do festival Hard Star, acontecido em BH, resolvi deixar aqui o meu recado sobre o que tenho acompanhado, seja pelas próprias postagens no link da matéria ou através do Orkut, mais especificamente na comunidade da banda Foxie, aonde existem postagens mencionando que fomos injustos, tendenciosos e que dessa forma estamos atrapalhando o crescimento das bandas que estão surgindo. Vale lembrar que minha opinião não necessariamente condiz com a opinião dos outros membros da equipe do Metal Clube, sendo esse blog uma fonte de opinião pessoal de cada redator que hoje compõe a equipe do portal.

Vale ressaltar também que meu intuito aqui não é concordar ou discordar das opiniões pessoais de alguns leitores sobre a matéria postada ou “discutir” sobre nossa capacidade como redatores, até porque tenho convicção da função que exerço no site e sei como nunca (e ninguém) da responsabilidade que é redigir um texto para um veículo de boa abrangência como o Metal Clube, que a cada ano cresce em número de acessos. Creio também que poucos imaginam o real trabalho que temos para manter um site como o Metal Clube no ar e em bom nível, com atualizações freqüentes e bons materiais!

Venho aqui apenas para esclarecer alguns questionamentos sobre a idoneidade e lisura do site, aonde considero que alguns comentários foram usados de argumentações irreais e sem grande sentido. Um tema já citado aqui diz respeito aos comentários dizendo que o Metal Clube não está, dessa forma, incentivando e ajudando as bandas a crescer. Vejo que o site, desde que fundado, sempre busca apoiar uma banda que esteja surgindo, tanto que, mensalmente são exibidos reviews e entrevistas de novos grupos surgindo pelo Brasil, além de diariamente estarmos lançando news sobre inúmeras bandas. Também divulgamos eventos em várias localidades sempre que nos é enviado, além de outras formas que utilizamos.

Especificamente sobre o Hard Star, por exemplo, divulgamos o evento em duas notas, e ainda fizemos uma entrevista com a banda Attar, focalizando o festival e aproveitando para contribuir com todos os grupos do cast oficial. Abrimos nossos espaços para uma divulgação ampla, em busca de bons resultados em parceria com a produção. Vale lembrar que além do Attar, a banda Sweet Cats (que também tocou naquela noite) já teve uma entrevista destacada em nossas páginas meses atrás, e já existe uma entrevista pronta com o Sweet Sinners (outra atração do Hard Star), que logo irá ao ar. Também estávamos pensando em algo com a Foxie, como sempre acontece com uma banda que surge em MG, avaliamos e sempre que possível fazemos matérias relacionadas a ela. Em geral, vejo que essa é a principal forma que o Metal Clube tem para ajudar uma banda a crescer no cenário, é a contribuição que podemos dar, exibindo entrevistas, reviews ou quaisquer outras matérias que possam levar conhecimento aos fãs e isso é feito. Não podemos subir ao palco junto com a banda, e ajudá-la musicalmente a evoluir, não temos como evitar que ela erre no palco, ou nem mesmo que a banda seja perfeita em um show. A nossa parte como um veiculo de comunicação está sendo feita: abrimos o espaço, e a banda ou músico, através de sua qualidade, faz jus à continuidade de sua carreira.

Ao realizar uma cobertura de um evento, temos como intuito passar para os leitores alguns acontecimentos marcantes na ocasião, omitindo o mínimo de situacões. E vejo que na resenha do Hard Star, os fatos marcantes foram passados na matéria, não sendo inventados como disseram em alguns dos posts no orkut. Não temos que procurar motivos para citar erros, seja ela qual for a apresentação. Como disse anteriormente, não venho aqui para dizer se usamos tal artefato de informações de maneira correta ou se tal banda teve um maior espaço do que outra, em momento algum estamos ignorando a idéia que erramos na elaboração da matéria. A única certeza é que respeitamos todas as opiniões ali deixadas, guardamos as produtivas e educadas e acima de tudo, sabemos de nosso potencial e sempre procuramos melhorar, para isso existe o espaço dos leitores, que às vezes é usado de forma produtiva e às vezes não. Para finalizar, também gostaria de esclarecer, que os autores da resenha têm seu nome publicado abaixo do título, logo a idéia que músicos escrevem para nós, como citado em um dos post’s, é totalmente irreal!

Se soamos tendenciosos ou ao fim, julgaram que acabamos por prejudicar de alguma forma um trabalho, muitos que nos acompanham e até nos conhecem pessoalmente, sabem que essa NUNCA será nossa intenção e isso para nós não faz o mínimo de sentido, ainda mais que lutamos por uma cena forte em MG, mesmo com o site ganhando abrangência nacional, mantemos nossas raízes e acima de tudo, valorizamos o trabalho dos grupos de BH, como nenhum outro portal consegue fazer. Até porque, como disse, o espaço sempre esteve e estará aberto para qualquer banda que entre em contato (algumas nem precisam disso, vamos atrás), dentro dos nossos limites estamos colaborando com matérias e divulgações e vemos que é aonde chega nosso limite para ajudar um trabalho de alguma banda. Não podemos é de forma nenhuma omitir fatos, mesmo que sejam desagradáveis ou não alegrem os principais atingidos!

No mais, fico por aqui e agradeço a todos que nos acompanham e respeitam nosso trabalho!

Reynaldo Trombini
reynaldo@metalclube.com


Sobre acusações de plágio

junho 8th, 2008 . by Rafael Almeida Batista

Recentemente a minha matéria “Gamma Ray e Helloween – BH/MG” (http://www.metalclube.com/content/view/5306/68/) recebeu, de um leitor insatisfeito, uma acusação de plágio. Enquanto a identificação ou não do leitor com o texto é pessoal e subjetiva, plágio é uma declaração factual, e pode-se facilmente verificar que não é verdadeira.

As matérias do site são, em sua maioria, originais e exclusivas, criadas pela equipe de colaboradores do site, com ressalva feita às notícias e eventuais matérias de assuntos muito falados (como a série de listas de “Melhores Guitarristas”). Sempre que a matéria publicada é uma tradução/adaptação de outra fonte, fazemos questão de citá-la.

No caso de reviews de shows, textos de sites diferentes podem apresentar um grande nível de semelhança devido à natureza basicamente descritiva das resenhas. Se duas pessoas descrevem o mesmo fato, fatalmente em certos pontos darão descrições praticamente idênticas, por coincidência e força da situação. Opiniões pessoais dos autores jamais são inseridas como fato no texto por aqui, e os redatores tomam cuidado especial em expressar sua opinião quando for relevante, mas de forma moderada. Em um exemplo hipotético, um colaborador do Metal Clube jamais escreveria “O show foi ruim” em sua resenha, mas adotaria algo próximo a “Alguns presentes se mostraram insatisfeitos com a apresentação”. Neste exemplo, estaríamos nos referindo a um fato ocorrido no show (sua suposta falta de qualidade), e a inserção da opinião do autor se daria por falta de uma métrica mais adequada para expressar esse fato.

Se algum leitor do site se deparar com alguma página com conteúdo excessivamente parecido a seu equivalente no Metal Clube, sugerimos que nos envie, se possível em caráter privado, através da seção de Contato, o(s) endereço(s) da(s) página(s) envolvida(s) para que possamos sanar um possível mal-entendido.

Finalizando, notei neste caso específico do Helloween / Gamma Ray uma aparente incongruência nos comentários: tomando-se como verdadeira a absurda hipótese de plágio, as críticas ao texto em si deveriam ter sido feitas ao suposto ‘autor original’ do texto, sendo as duas afirmações dos comentários mutuamente exclusivas.

Agradeço a todos os visitantes que comentaram neste artigo e em outros, seja com sugestões, críticas ou elogios. Eu e toda a equipe do site procuramos nos aprimorar sempre que possível e sua colaboração é sempre bem-vinda. Keep on rocking!


Menos mal, o prejuízo foi só material!!!

maio 3rd, 2008 . by Reynaldo Trombini

No dia 01/05, a banda Pleiades ao se dirigir à cidade de Palmas – TO, para realizar sua apresentação no Festival PMW que acontece nos dias 02/05 e 03/05 se envolveu em um grave acidente. Aproximadamente 110km depois de Belo Horizonte, por volta das 9:30 da manhã, uma carreta em plena reta e em sentido contrário se desgovernou. A carreta avançou na contramão siguezagueando e após o motorista conseguir corrigir o veículo, a carroceria deu um “L”, inclinou e invadiu a pista contrária como um rodo, varrendo tudo e jogando sucata pela pista. O motorista que dirigia o veículo da banda não teve o que fazer a não ser frear e aguardar o impacto. Mesmo após o grave acidente, o desejo da banda era conseguir meios para fazer sua apresentação. Ao voltar para Belo Horizonte, conseguiram um vôo e no dia 03/05 desembarcam em Palmas para fazer um show que certamente será inesquecível para os quatro jovens músicos!!!

Acidente com o Pleiades

**** Poucos sabem o tanto que a meninada rala quando o assunto é música. Viagem atrás de viagem e a luta pelo degrau mais alto, a cada dia!!!! Reconhecimento que a cada dia também tende a crescer…..

Ainda bem que nada de mal aconteceu, apenas o susto!!! Vai passar galera. Vocês são fortes!!

Um abraço!!!!

Reynaldo Trombini


Mike Terrana – Cachachaaaa

maio 3rd, 2008 . by Rafael Santos


Mike Terrana durante as gravações do disco No Gravity do guitarrista Kiko Loureiro, esse é o resultado da famosa Cachachaaaaa!

Mike Terrana (Buffalo, 21 de janeiro de 1960) é um baterista norte-americano.

Iniciou sua carreira musical durante a década de 70, tornando-se um dos melhores bateristas de rock/metal da atualidade.

Possui uma vasta discografia, devido a ser um músico versátil e tendo tocado com muitos artistas/bandas.

Discografia

1985 Hanover – Hungry Eyes
1988 Kuni – Kuni
1989 Beau Nasty – Dirty But Well Dressed
1992 Tony MacAlpine – Freedom To Fly
1993 Yngwie Malmsteen – The 7th Sign
1994 Yngwie Malmsteen – I Can´t Wait
1995 Tony MacAlpine – Evolution
1996 Tony MacAlpine – Violent Machine
1996 Artension – Into The Eyes Of The Storm
1997 Tony MacAlpine – Live Insanity
1997 John West – Mind Journey
1998 Mike Terrana – Shadows Of The Past
1998 Stuart Smith – Heaven And Earth
1998 Damir Simic – The Quest
1998 Artension – Phoenix Rising
1999 Holy Dio – A Tribute To The Voice Of Metal: Ronnie James Dio
1999 Roland Grapow – Kaleidoscope
1999 Metalium – Millenium Metal
1999 Axel Rudi Pell – The Ballads 2
1999 A Tribute To Accept – Metalium Track “Burning”
2000 Victor Smolski – The Heretic
2000 Squealer – Made For Eternity
2000 Rage – Ghosts
2000 Yngwie Malmsteen – Best Of
2000 Axel Rudi Pell – Wizards Chosen
2000 Axel Rudi Pell – The Masquerade Ball
2001 Soundtrack – with Rage
2001 Rage – Welcome To The Other Side
2001 Yngwie Malmsteen – Archive Box
2001 Driven – Self Inflicted
2001 Artension – Sacred Pathways
2001 Ferdy Doernberg – Story Teller’ s Rain
2002 Squealer – Under The Cross
2002 Rage – Unity
2002 Rage – Best Of
2002 Tony Hernando – The Shades Of Truth
2002 Axel Rudi Pell – Knights Live
2002 Axel Rudi Pell – Shadow Zone
2003 Artension – New Discovery
2003 Tracy G – Deviating from the set list
2003 Taboo Voodoo – Somethin’ s cookin’
2004 Rage – Soundchaser
2004 Zillion – Zillion
2005 Tony Hernando – III
2005 Artension – Futur World
2005 Kiko Loureiro – No Gravity
2005 Mike Terrana – Man Of The World
2006 Rage – Speak of the Dead
2007 Tarja Turunen – My Winter Storm
2007 Masterplan – MKII

Site Oficial: http://www.terrana.com/

Fonte: Wikipedia


Estatísticas – Abril 2008

maio 3rd, 2008 . by Rafael Santos

Estatísticas

Número de visitas: 45.684
Páginas vistas: 334.598 (7,32 páginas por visitante)
Média diaria: 1.522 visitas por dia
Trafego de informação: 16,82 Giga Bytes
Cobertura no Brasil: 192 cidades
Rank nacional: 8.069º lugar

Fonte: Google Analitycs

Países mais presentes:

  • Brasil – 84.8%
  • Estados Unidos – 4.2%
  • Portugal – 2.7%

Fonte: Alexa/Abril 2008

Destaque do mês: Ariane Ferreira

Colaboradores:

  • Ariane Ferreira
  • Rafael Santos
  • Reynaldo Trombini
  • Emanuel Seagal
  • Néli Fonseca
  • Allan Araújo
  • Romulo Pimentel
  • Alison Arantes
  • Eliton Tomasi
  • Guilherme Fontes
  • Guilherme Mitre
  • Jaime Amorim
  • Márcio Siqueira
  • André Valongueiro
  • Cristiano “Frank” Gonçalves
  • Lucas de Oliveira
  • Lucas Lomasso
  • Suelen Pessoa
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  • Aldo Beehlerr
  • Alexandre Paloschi
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  • Arthur Migotto
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  • Cinthia Demaria
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  • João Tiago Arruda
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  • Luciano “XKuei” Alvim
  • Milena Games
  • Rubia de Souza
  • Samuel Fagundes

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